Cultura em Expansão - "Se eu vivesse tu morrias"

Cultura em Expansão - "Se eu vivesse tu morrias"

"Se eu vivesse tu morrias" - Cartaz

Se eu vivesse tu morrias” chegará, no âmbito do Cultura em Expansão, à Associação Nun’Álvares de Campanhã no dia 21 de abril, pelas 21h30.

entrada no evento é gratuita, mediante o levantamento de bilhete (máximo de dois por pessoa) a partir das 20h30no local (Travessa da Corujeira de Baixo, 140).

Sinopse:
Se eu vivesse tu morrias” explora um dos limites do teatro: o texto. Disponibilizando o texto ao mesmo tempo que a sua representação, os espectadores são convidados a alternar entre a leitura e a visão da performance.
O título deste espetáculo é tirado do pseudo-epitáfio de Robespierre: “Passante, não chores a minha morte, se eu vivesse tu morrias.” O passante e Robespierre não podem estar vivos ao mesmo tempo e, no entanto, é isso que os dramaturgos e os atores fazem grosso modo no teatro: o dramaturgo morre, e o ator ressuscita-o sem ele próprio morrer. Tomemos alguém que lê um texto em voz alta, em público, de papel na mão: estamos a deparar-nos com a simultaneidade da sua presença e da sua não-presença (tanto do texto como do leitor). Com este espetáculo queremos evidenciar a não-presença, a fantasmagoria, o acontecimento que não permite dizer “Aqui e Agora”. Pôr ainda mais o morto em cena. Não vamos convocar os mortos para a vida, vamos convocar-nos nós para lá. E para isso pedimos ajuda ao texto que nos leve nesta viagem de mor- te. Página sete; vamos começar.

Direção e texto: Miguel Castro Caldas
Conceção: Miguel Castro Caldas, Lígia Soares, Filipe Pinto
Cenário e design: Filipe Pinto
Criação e interpretação: Lígia Soares, Miguel Loureiro, Tiago Barbosa
Criação, som, vídeo e luz: Gonçalo Alegria
Luz e direção técnica: Cristóvão Cunha
Montagem e operação de luz: Tasso Adamopoulos
Pré-produção: Marta Raquel Fonseca
Produção executiva: Vânia Faria, Tânia Guerreiro
Criação e assistência aos ensaios: Catarina Salomé Marques
Direção técnica: Cristovão Cunha