“Subir aquele rio era como viajar até aos primórdios do mundo. Um rio deserto, um enorme silêncio, uma floresta impenetrável. Nenhuma alegria no brilho do sol.” O Resto do Mundo é a segunda produção
“Um homem tosse. Tosse uma tosse seca, de mil anos de tabaco nos pulmões.” A tensão criada pelo espaço claustrofóbico dos escritórios de uma empresa, tendo como pano de fundo os processos de
“Não é medo. É precaução. Ter cuidado. Nunca cheguei atrasada, nunca caí de um escadote, nunca escorreguei da banheira. Nunca morri. Uma vez torci um pé, mas mesmo assim cheguei a horas porque já
“... Raios te partam! Sempre a atravessar-se no meu caminho, o palerma! São capazes de me dizer como é que um sujeito de trinta e poucos anos, ou seja eu, vive com um instrumento que tudo o que faz é
“Dove ti trovi?” Faz de conta que isto é um jogo. Esta cidade construi-a eu. Só eu sei como se chama. Tu andas por onde eu te disser. Quando chegares ao fim, descobres onde estás. Um audiowalk em
“Eu proponho uma revolução contra a mentira de que a maioria tem o monopólio da verdade. Quais são as verdades que a maioria normalmente apoia? São verdades tão antigas que já começam a ruir. E se uma
“...são outras coisas, são pequenas coisas, as luzes baixas, as cortinas corridas..” Para falar do mal partimos do normal. Partimos de um conceito de normalidade pelo qual pautamos o discurso e a
“Esta celebração interminável. Vai ser a minha morte.” “Celebração” parte de dois textos: “Eu que servi o Rei de Inglaterra” do checo Bohumil Hrabal (adaptado) e “A Monologue” do inglês Gregory Motton
“Uma companhia sonora para caminhantes solitários.” Há uma mulher que parece estar a seguir as pistas. A registá-las e a ouvi-las, uma e outra vez. A agarrar-se a elas como um náufrago a uma prancha