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Espectáculos

“A minha mulher é a inteligência personificada. É mesmo mais inteligente do que eu. Em todo o caso é muito mais feminina. Dizem.”

Na primeira vez que trabalhámos com o João Paulo Seara Cardoso fizemos esta "tragédia da linguagem" como inicialmente lhe chamou Ionesco. Criámos um mundo sem nexo, com um texto sem nexo, feito com personagens sem nexo. Surpreendentemente no fim, pelo menos para nós, tudo tinha nexo. Era mesmo a tragédia da linguagem! Aprendemos que muitas vezes se fala muito e nada se diz… ou simplesmente não interessa.

Estreou a 30 de Maio de 1996 no Balleteatro Auditório no Porto. Além do Porto, foi apresentada em Lisboa, Coimbra e Aveiro num total de 28 apresentações.

texto
Eugéne Ionesco

tradução
Luís de Lima

encenação
João Paulo Seara Cardoso

cenografia
João Paulo Seara Cardoso

figurinos
Preciosa Afonso

música
Albrecht Loops

desenho de luz
António Real

fotografia
Limamil

design gráfico
Eduardo Loio

registo vídeo
Balleteatro

operação de luz
Ana Vitorino

operação de som
Miguel Teixeira (BT)/Lucinda Gomes

interpretação
Alexandra Lobato, Carlos Costa, Catarina Martins, Nuno Cardoso, Patrícia Gonçalves e Pedro Carreira

produção executiva
Carlos Costa, Catarina Martins, Nuno Cardoso e Pedro Carreira

Última modificação em Segunda, 21 Junho 2010 16:07

“Corremos com toda a força para o futuro e vamos tão depressa que o presente nos escapa e a poeira da nossa corrida nos esconde o passado.”

No início do segundo ano do Visões chegou ao Porto o furacão Carlos Curto para nos encenar numa peça sobre a poeira que levantamos nesta nossa fuga para a frente num mundo de excessos e clichés. Fizemos um espectáculo "Dirty" no Teatro Sá da Bandeira– espaço em que o tempo e o esquecimento deixaram marcas profundas– local ideal para uma peça que tal como todo o teatro foi efémera e depressa ficou coberta de pó nestes quatro anos que entretanto se passaram.

Estreou a 8 de Fevereiro de 1996 no Teatro Sá da Bandeira no Porto onde teve 16 apresentações.

texto
Boris Vian

tradução e encenação
Carlos Curto

cenografia
Eduardo Loio

figurinos
Preciosa Afonso

música
Da Bélio – C

desenho de luz
Carlos Curto

fotografia
Limamil

design gráfico
Eduardo Loio

registo vídeo
Carlos Curto

montagem e operação de luz
Serafim Ribeiro

operação de som
Tiago Rodrigues

interpretação
Carlos Costa, Catarina Martins, Nuno Cardoso, Pedro Carreira e Xana Fonseca

produção executiva
Carlos Costa, Catarina Martins, Nuno Cardoso e Pedro Carreira

Última modificação em Segunda, 21 Junho 2010 16:07

“No fundo da alma, bem lá no fundo do Subterrâneo, rimo-nos do sofrimento.
O que não nos impede de sermos desgraçadamente infelizes.”

Em S. Bento da Vitória, bem no fundo do Mosteiro, ao lado do poço do elevador, perto das gotas de água que incessantemente se escutam, enclausurou-se o "homem do subterrâneo". Em Setembro de 1995, no fim do 1º ano de existência do Visões Úteis, pudemos ouvi-lo num monólogo, quase diálogo com o público. Com este espectáculo passámos para um outro plano de reconhecimento por parte da cidade; não sabemos se por termos conseguido resistir a um ano de actividade, se porque neste texto se expunha a má consciência de todos quantos o fizeram e a ele assistiram. O certo é que resultou.

Estreou a 8 de Setembro de 1995 no Mosteiro de São Bento da Vitória no Porto. Além do Porto foi apresentada em Aveiro, Coimbra, Évora, Braga, Almada, Tondela e Montemor-o-Velho e em 16 estabelecimentos prisionais no âmbito do Projecto Liberdades num total de 68 apresentações.

texto
Fiodor Dostoievski

tradução
Aurora Aranha

encenação
Paulo Castro

cenário e grafismo
Eduardo Loio

figurinos
Preciosa Afonso

desenho de luz
Paulo Castro

música
Albrecht Loops (banda sonora original) e Johann Sebastian Bach

sonoplastia
Albrecht Loops

fotografia
Limamil

montagem
Serafim Ribeiro

operação de luz e som
J.P. Lima/Carlos Costa/Paulo Rodrigues/Ana Vitorino

interpretação
Nuno Cardoso

coordenação de produção
Catarina Martins

produção executiva
Nuno Cardoso, Carlos Costa e Pedro Carreira

Última modificação em Segunda, 21 Junho 2010 16:06

“Proibida a entrada a quem não andar espantado de existir.”

Na nossa segunda produção teatral brincámos com os monstros debaixo da cama e fizemos cabanas. Fomos crianças de novo e deparámo-nos com questões que mesmo hoje, enquanto adultos, não somos capazes de responder: por que caminho vamos? O que é real e o que é ilusão? Que mundo queremos afinal? O que é mais belo?

A partir do texto homónimo de José Gomes Ferreira brincámos com os filhos e quisemos piscar o olho aos pais.

Estreou a 16 de Junho de 1995 no Teatro Sá da Bandeira no Porto. Além do Porto, foi apresentada em Coimbra num total de 23 apresentações.

texto
José Gomes Ferreira

encenação
Nuno Cardoso

dramaturgia
Visões Úteis

preparação vocal
Cristina Faria

cenário e figurinos
Eduardo Loio e Nuno Cardoso

banda sonora original e sonoplastia
Albrecht Loops

desenho de luz
Nuno Cardoso

concepção gráfica
Eduardo Loio

fotografia
J. P. Lima

confecção de figurinos
Paula Ventura

operação de luz
Serafim Ribeiro/Nuno Cardoso

operação de som
Catarina Martins

interpretação
Alexandra Lobato, Ana Vitorino, Carlos Costa, Maria João Jorge e Pedro Carreira

produção executiva
Catarina Martins

Última modificação em Segunda, 21 Junho 2010 16:06
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