Visões Úteis

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Em 2009, quando abriu o seu Serviço Educativo, o Visões Úteis invocava a consciência aguda da nossa responsabilidade, não só enquanto artistas mas também enquanto estrutura apoiada financeiramente pelo Estado. Enquanto artistas porque ao gesto crítico em que quotidianamente se expressava a criação artística impúnhamos uma responsabilidade não apenas estética mas também política. Enquanto estrutura apoiada financeiramente pelo Estado porque todos os dias nos recordávamos do esforço feito pelos contribuintes e na confiança em nós depositada para perseguir bens eminentemente públicos.

Por isso, desde esse ano, o projecto estético do Visões Úteis passou a articular-se, com um Serviço Educativo que alargava e reforçava os laços com a(s) comunidade(s) envolventes. Um espaço onde as metodologias de trabalho das artes performativas pudessem também ser ferramentas de reflexão e autonomia da população em geral, e em particular de todos aqueles que vivessem nas periferias, sejam estas de geografia, género, geração, cultura ou etnia.

E porque se tratava de um Serviço Educativo na senda de outros – de maior escala e quase sempre associados a entidades de programação – esta linha de atividade organizava-se por cursos, numa lógica eminentemente letiva, em que as prioridades e modos de acesso eram definidas pela urgência das ações: Primeiro os seniores do nosso bairro e da nossa freguesia, com um Curso de Performance em Comunidade; Depois a iniciação ao teatro de jovens e adultos, através de 3 cursos anuais; e finalmente uma pluralidade difusa de iniciativas que tanto se podiam centrar na necessidade de partilha de conhecimento entre artistas, como na dinamização da atividade profissional destes, ou como na resposta avulsa a apelos urgentes de parceiros (trabalho com reclusos ou emigrantes).

Mas ao longo da década seguinte, a divisão entre o projeto artístico nuclear, e a vertente aqui descrita, foi lentamente desaparecendo em função de fatores variados:

A inserção numa parceria de aprendizagem Erasmus +, acerca das artes performativas em tempo de crise (PACE, 2011-2013)

A integração dos utentes do Serviço Educativo em criações nucleares (Corpo Casa Rua, 2013).

A partilha de processos criativos com Antropólogos e a (re)aproximação afetiva à freguesia de campanhã (Locus Logro, 2016).

A criação de um projeto comunitário de grande escala, em Campanhã e no âmbito do Programa Europa Criativa (Reclaim the Future, 2016-2018).

A investigação da aplicação das artes à terapéutica do Síndroma de Asperger, através de sucessivas oficinas (Oficinas Criativas, 2015/2016, 2020).

A promoção de uma criação nuclear ao longo de três anos com o mesmo grupo de alunos do terceiro ciclo do ensino básico. (Validade, 2018-2020)

A integração num Coletivo Pláka da Câmara Municipal do Porto, para a criação de pensamento acerca das práticas artísticas (Politics of Survival, 2018)

E finalmente – mas não para acabar, esperamos – a aceitação do papel de (re)agentes para a dinamização do programa Cultura em Expansão da Câmara Municipal do Porto, na freguesia de Campanhã (desde 2019)

E talvez por estarmos tão absorvidos com tudo isto, só no final de 2019 reparámos que o nosso querido e antigo Serviço Educativo era agora apenas a pequena parte de um imenso eixo de atividades, que a todo o tempo se desdobra e interfere com as criações nucleares, ao ponto de por vezes ser difícil compreender onde começa uma coisa e acaba outra (ainda que no Visões Úteis, e com regularidade anual, se desenvolva pelo menos um processo criativo em que o produto não escapa muito da lógica de apresentação de um espetáculo).

Assim, e para garantir espaço para uma reflexão acerca deste eixo particular, no final de 2019 “encerrámos” o nosso Serviço Educativo, continuando as atividades que o caracterizavam, a decorrer no âmbito mais alargado deste reAGente, onde se cruza, sobretudo, o pensamento e as atividades que forçam o alargamento das nossas práticas artísticas ao encontro de outras práticas sociais, ao encontro de outros termos de partilha do sensível.

A Coordenação de reAGente é de Ana Vitorino, Carlos Costa, Inês de Carvalho.

A Monitora Residente é Ana Azevedo.

E temos o Conselho de Curadores mais pequeno do mundo, com Jorge Palinhos.

Queremos estar consigo.


O Visões Úteis é uma estrutura financiada

Ministério da CulturaDireção Geral das Artes

O Visões Úteis é membro

Plateia - Associação dos Profissionais das Artes Cénicas IETM - International Network for Contemporary Performing Arts Anna Lindh Foundation

Visões Úteis é associado

Associação dos Amigos do Teatro da Liberdade da Palestina - The Freedom Theatre e ZERO - Associação Sistema Terreste Sustentável