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Domingo, 27 Março 2016 14:23

Dia Mundial do Teatro 2016

Escrito por Visões Úteis

Anatoli Vassiliev / Foto: Laurencine Lot
                                                                                                                                                                          Foto: Laurencine Lot

 

 

Um muito Feliz Dia Mundial do Teatro 2016 a todos!

A mensagem oficial deste ano foi escrita pelo diretor e professor de teatro russo Anatoli Vassiliev, que alguns de nós tiveram o privilégio de ter como formador há mais de 20 anos atrás.


"Será que precisamos de teatro?

Essa é a pergunta que milhares de profissionais de teatro, dececionados com ele, e milhões de pessoas, que dele estão cansadas, fazem vezes sem conta.

Para que precisamos dele?

Anos estes em que a cena parece tão insignificante, quando comparada com as praças das cidades e com os territórios dos estados, onde as tragédias autênticas da vida real estão a decorrer.

O que é para nós?

Galerias banhadas a ouro e balcões das salas de teatro, poltronas de veludo, laterais de palco sujas, e as muito límpidas vozes dos atores – ou vice-versa, algo que pode surgir aparentemente bem diferente: caixas pretas, manchadas de lodo e sangue, com uma porção de corpos nus e raivosos no seu interior.

O que é capaz de nos dizer?

Tudo!

O teatro pode dizer-nos tudo.

Como os deuses habitam no céu, e como prisioneiros definham em subterrâneos esquecidos, e como a paixão nos pode elevar, e como o amor pode ruir, e de como ninguém necessita de uma boa pessoa neste mundo, e como a deceção reina, e como as pessoas vivem em apartamentos, enquanto as crianças tiritam em campos de refugiados, e como todos eles têm de voltar para o deserto, e como dia após dia somos forçados a separar-nos daqueles que amamos – O teatro pode contar tudo.

O teatro esteve sempre aqui e permanecerá para sempre.

E agora, nestes últimos cinquenta ou setenta anos, ele é particularmente necessário.

Porque se olharmos para todas as artes públicas, podemos ver de imediato o que o só o teatro é capaz de nos dar – uma palavra de boca a boca, um olhar de olhos nos olhos, um gesto de mão para mão, e de corpo para corpo.

O teatro não precisa de nenhum intermediário para poder exercer a sua ação entre os seres humanos – ele constitui o lado mais transparente da luz, não pertencendo nem ao sul, nem ao norte, nem ao leste ou ao oeste – oh não, ele é a essência da luz em si mesma, brilhando de todos os quatro cantos do mundo, imediatamente reconhecível por qualquer pessoa, seja hostil ou amistosa para com ele.

E precisamos do teatro que permaneça sempre diferente; precisamos de teatro de muitos tipos diferentes.

Penso ainda que de todas as formas possíveis de teatro, as suas formas mais arcaicas serão aquelas que chamarão sobre si um maior apelo. O teatro de formas rituais não deve ser artificialmente oposto ao das designadas nações “civilizadas”. A cultura secular está a ser mais e mais lugar de emasculação, e nela a chamada «informação cultural» está gradualmente a substituir e a expulsar de si as entidades portadoras de singularidade, assim como a nossa esperança de um dia as poder vir a conhecer.
Mas uma coisa eu posso ver agora claramente: O teatro está a abrir as suas portas amplamente. Entrada gratuita para todos sem exceção.

Para o inferno com gadgets e computadores – simplesmente venham ao teatro; ocupem filas inteiras nas bancadas e nas galerias, oiçam a palavra e contemplem as imagens vivas! – é o teatro que está à vossa frente, não o negligenciem nem desperdicem a oportunidade de participar nele – talvez seja a oportunidade mais preciosa que podemos partilhar nas nossas vidas vãs e apressadas.

Precisamos de todo e cada tipo de teatro.

Há apenas um teatro de que ninguém por certo sentirá falta – refiro-me ao teatro dos jogos políticos, o teatro das armadilhas políticas, o teatro dos políticos, o teatro fútil da política.

Do que nós certamente não necessitamos é de um teatro de terror diário – seja ele individual ou coletivo, do que não precisamos mesmo é do teatro de cadáveres e de sangue nas ruas e nas praças, nas capitais ou nas províncias, um teatro falseado de confrontos entre religiões ou grupos étnicos…"

 

Tradução a partir do inglês: Margarida Saraiva | Revisão: Armando Nascimento Rosa

Mostra Nova Criação Portuguesa

A nossa criação "trans/missão" integra um conjunto de 12 projetos que a Nómada, Art & Public Space apresenta a partir de 24 de Março no Brasil, no âmbito da Mostra Nova Criação Portuguesa - um conjunto de ações a decorrer em Belo Horizonte, São Paulo e Curitiba, onde serão apresentados criadores e colectivos portugueses com o objectivo de aprofundar o intercâmbio entre Portugal e Brasil no contexto da criação e sua circulação.

A Mostra propõe a criação de um espaço integrado de contato privilegiado entre programadores, artistas, críticos e público, com base na apresentação das tendências de criação artística contemporânea em Portugal. Com curadoria de Hugo Cruz, esta iniciativa integra ainda a apresentação do espectáculo "SAL", do coletivo Teatro Do Frio.
Sexta, 11 Março 2016 15:42

Jornadas de Teatro do TNDMII

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"Luz de Trabalho" Foto:TNDMII
                                             Foto: TNDMII

No próximo dia 15 de março (3ª) participamos nas Jornadas de Teatro promovidas pelo Teatro Nacional D. Maria II, que decorrem na Sala Garrett.

Coordenadas por Eugénia Vasques, Gonçalo Amorim, Joana Craveiro e Tiago Rodrigues, as jornadas reúnem criadores e profissionais de teatro de todo o país, e debaterão temas como o apoio às artes, as condições de produção, circulação e internacionalização teatral, a precariedade laboral e as políticas culturais.

Carlos Costa fará uma intervenção no âmbito do PAINEL 3, dedicado ao tema "Estatuto do trabalhador do espetáculo, Recibos Verdes e Segurança Social".

Consulte aqui a programação completa desta Jornadas.

Segunda, 07 Março 2016 16:29

"Locus Logro" em processo de criação

Escrito por Visões Úteis

Foto de Arquivo - Junta de Freguesia de Campanhã
                             Foto: Arquivo / Junta de Freguesia de Campanhã


A nossa próxima criação original, "Locus Logro", começa agora a ser desenhada - e partimos do "trabalho de campo" no lugar que inspirou o projeto desde o seu início: a zona de Campanhã.

Em março andaremos pelas ruas que circundam a galeria Mira Fórum, onde "Locus Logro" estreará em maio, recolhendo sons e testemunhos, e escrevendo narrativas que cruzarão uma ficção policial com histórias reais dos lugares e dos seus habitantes.

O nosso trabalho seguirá de perto uma série de outras pesquisas e registos que se realizarão nas próximas semanas, e que decorrem da formação  "Ensaios de Etnografias Audiovisuais Participativas em Campanhã", em que participámos o mês passado.

Os investigadores no terreno, fotógrafos e alunos pós-doutorandos das áreas das Ciências Sociais, serão eles próprios "vítimas" do nosso olhar artístico.
Porque, afinal, há um desaparecimento para resolver e, até prova em contrário, todos são suspeitos!
Segunda, 15 Fevereiro 2016 11:23

"O Contrabaixo" em Santiago de Compostela

Escrito por Visões Úteis

Programação Fevereiro Casa das Crechas

 

Depois de uma apresentação em Vigo em novembro passado, "O Contrabaixo" volta este mês à Galiza!

Desta feita o espetáculo estará em Santiago de Compostela, na Casa das Crechas no dia 25 de fevereiro.

"O Contrabaixo" - adaptação da obra homónima de Patrick Süskind - entra assim no seu 11º ano de apresentações. A interpretação, como sempre, estará a cargo de Pedro Carreira e João Martins.

Data: 25 de fevereiro (5ª)
Local: Casa das Crechas
Via Sacra 3, Santiago de Compostela
Horário: 21h

Segunda, 08 Fevereiro 2016 12:00

Ensaios de Etnografias Audiovisuais em Campanhã

Escrito por Visões Úteis

Ensaios de Etnografias Campanhã / Foto: Thelma Panerai                                                                                                                  
                                                                                                                                      Foto: Thelma Panerai

 

A par da pesquisa para "Romance da Última Cruzada", este mês começamos a dar os primeiros passos na preparação da nossa primeira criação original de 2016 , "Locus Logro", com estreia marcada para o próximo mês de maio.

Neste projeto, de formato híbrido mas eminentemente audio, pretendemos cruzar a ficção policial com biografias reais dos habitantes da zona de Campanhã, assumindo ainda as influências do clássico teatro radiofónico.

No sentido de desenvolvermos a reflexão sobre o trabalho de campo com comunidades específicas, e testarmos algumas ferramentas digitais de tratamento e divulgação do material recolhido, ao longo do mês de fevereiro participamos na formação "Ensaios de Etnografias Audiovisuais Participativas em Campanhã", que decorre no Mira Fórum em Campanhã.

Orientada pelo Professor José Ribeiro, doutor em Antropologia com especialização em Antropologia Visual e investigador do Centro de Estudos das Migrações e das Relações Interculturais, esta formação reúne artistas das áreas performativas, fotógrafos e alunos pós-doutorandos das áreas das Ciências Sociais.

Sexta, 05 Fevereiro 2016 18:20

"Romance da Última Cruzada" em fase de pesquisa

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Buffalo Bill's Wild West Show c.1898
                                                                                                        Imagem: Biblioteca do Congresso E.U.A.


Como já vem sendo habitual no nosso processo de trabalho, no início do ano desenvolvemos a pequisa inicial para a segunda das duas criações originais que agendámos para 2016, e que partilham o terreno temático da "Biografia".

"Romance da Última Cruzada", que estrearemos no segundo semestre do ano, deverá desenvolver-se em torno da articulação entre biografias e documentos que marcaram a historiografia do século XX e os diversos modos de representar dados biográficos, nomeadamente os encontrados pelo teatro, cinema e televisão, com um particular destaque para a representação das histórias e memórias de guerra.

Trata-se portanto de um olhar sobre as fascinantes nuances que determinam a sedimentação da memória individual e da própria História e, por conseguinte, a construção da nossa identidade.

Segunda, 25 Janeiro 2016 17:20

Oficinas Criativas Visões Úteis / Vencer Autismo

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Oficinas Criativas VU Vencer Autismo / Foto: Ana Azevedo

 


As Oficinas Criativas Visões Úteis / Vencer Autismo arrancaram em Outubro passado, mas ainda é possível experimentar uma aula e inscrever novos formandos!

Nestas Oficinas a expressão plástica e a expressão performativa são exploradas como ferramentas para ajudar a ultrapassar algumas das dificuldades de crianças e jovens com Autismo de Alto Funcionamento e Síndrome de Asperger.

Mais informações em http://goo.gl/forms/hvcJVYGGFr

através do telefone: 914 279 669

ou do email: Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar

Colóquio ESAP

 


No próximo dia 19 de janeiro, a nossa cenógrafa Inês de Carvalho participa no colóquio "Espaços Cénicos. Espaços Encenados" promovido pela ESAP - Escola Superior Artística do Porto, em colaboração com o Centro de Estudos Arnaldo Araújo e o Projeto de Investigação Arquitecturas Dramáticas 2016.

Inês de Carvalho apresentará uma comunicação que lança um olhar cenográfico sobre os modelos e estratégias de convite à participação de públicos através do exemplo de trabalhos do Visões Úteis que dependem de uma dimensão participativa do público - espetáculos, audiowalks e performances na paisagem.

O colóquio, que decorrerá a partir das 15h nas instalações da ESAP, conta ainda com as intervenções de Helena Guerreiro, Nuno Lucena, Roberto Merino, Luísa Pinto, Nuno Carinhas, Jorge Palinhos e Maria Helena Maia.
Terça, 12 Janeiro 2016 16:18

"trans/missão" em Coimbra

Escrito por Visões Úteis

"trans/missão" Foto: Paulo Pimenta


"Quem é este homem? Um pobre que precisa mesmo de agir? Ou um privilegiado que tomou consciência das más condições de vida dos outros?"

Em plena reta final da campanha para as presidenciais, a "trans/missão" viaja até Coimbra, espalhando inquietações, palavras de ordem, muita música e alguma discórdia em torno dessa grande tendência lusa para adiar a mudança.

O espetáculo, com interpretação de Carlos Costa e João Martins, sobe ao palco do Teatro Académico Gil Vicente no próximo dia 20 de janeiro; a lotação é limitada.

Bilhete normal: 7€ / Bilhete desconto: 5€ Bilheteira online e descontos

Local: Teatro Académico Gil Vicente (TAGV)
Data: 20 de janeiro (quarta)
Horário: 21h30

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