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Este mês participamos no plenário de primavera do IETM — International Network for Contemporary Performing Arts que decorre de entre 11 e 14 de abril na capital irlandesa de Dublin.
O tema deste encontro é a "Confiança" - como podem os cidadãos europeus confiar naqueles que ocupam os cargos de autoridade? Como podem o artistas, curadores, produtores e trabalhadores culturais confiar uns nos outros e nas estruturas criadas para apoiar o seu trabalho? E como podem os públicos aprender a confiar nos seus criadores e a apoiar o desenvolvimento de novos tipos de trabalho?
Durante este plenário, acolhido e organizado pelo Project Arts Centre de Dublin, elegeram-se ainda os novos corpos sociais do IETM, com o nosso Carlos Costa a ser escolhido como membro do Comité de Aconselhamento.
O Visões Úteis comunica o cancelamento das apresentações do espetáculo NIÓBIO, programadas para 3, 4, 5 e 6 de abril, no Teatro Helena Sá e Costa no Porto.
Esta decisão tornou-se inevitável em virtude dos sucessivos e inacreditáveis atrasos que afetam o Concurso de Apoio às Artes promovido pelo Secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier.
Com a chegada do mês de abril, a situação tornou-se financeiramente insustentável, não estando reunidas as condições para que o serviço público previsto possa ser prestado. Recordamos que durante o primeiro trimestre, e perante os atrasos da Secretaria de Estado da Cultura, foram os agentes privados de todo o país a suportar integralmente os custos da atividade artística.
E neste momento os sinais de desorganização dos serviços tutelados pelo Secretário de Estado da Cultura são assustadores, com os resultados do concurso de teatro retidos por razões desconhecidas, e sem data concreta de anúncio previsível.
Deste modo nada mais nos resta do que cancelar a reposição do espetáculo “Nióbio”, agendada já para esta semana no Teatro Helena Sá e Costa no Porto.
Por esta situação, que neste momento nos ultrapassa, apresentamos as nossas desculpas ao público, aos convidados e professores e alunos universitários participantes nesta temporada. Acreditem que ninguém lamenta mais do que nós a teia de incompetência e irresponsabilidade em que os titulares de cargos públicos persistem em envolver os cidadãos, a cultura e a economia.




... e desta vez não vêm sozinhos!

A mais recente criação original do Visões Úteis - "Nióbio" - está de regresso ao Porto.
Logo no início de abril o espetáculo faz uma reposição de 4 dias - a 3, 4, 5 e 6 (de Quarta a Sábado) - no Teatro Helena Sá e Costa, sempre às 21h30. E desta vez conta com alguns convidados especiais...
"Nióbio" estreou em Junho de 2012 no Centro Cultural Vila Flor em Guimarães, numa co-produção com a Capital Europeia da Cultura, e fez depois apresentações em Coimbra, Porto e Aveiro.
Nesta farsa delirante, um bizarro grupo de indivíduos decide separar-se de Portugal e criar a sua própria nação a partir do espaço decadente que habita. A nova micro-nação, "Nióbio", tem de ser legitimada enquanto país independente, pelo que rapidamente se cria (inventa) tudo o que faz de um país um verdadeiro país: uma bandeira, um hino, um símbolo, uma língua, uma História, um desporto nacional... Mas, apesar de renegarem a sua cidadania original com violência, os "niobianos" são, antes de mais, portugueses da cabeça aos pés. E por isso a nova nação é construída em cima dos mesmo vícios e com recurso às mesmas soluções rápidas que ditaram o declínio de Portugal. "Nióbio", como Portugal, parece fadado a afundar-se... A única solução será firmar uma aliança estratégica que garanta a sustentabilidade a longo prazo, mas a troco do sacrifício da própria identidade nacional.
E, neste momento cheio de incerteza e contestação, em que os portugueses saem às ruas para reclamar um país novo, um país diferente, decidimos aproveitar a reposição de "Nióbio" para levar um pouco mais longe a reflexão que este espetáculo propõe em torno da identidade e da sustentabilidade nacionais. Assim, o Visões Úteis convidou algumas figuras públicas e professores e alunos universitários do Porto a assistir e comentar este "Nióbio", no final das primeiras três noites da temporada. Uma conversa informal que cruzará perspetivas de diferentes áreas da sociedade e do conhecimento; uma reflexão conjunta em torno da pergunta que anda na cabeça de toda a gente: É possível construir um novo Portugal?
3 de abril (4ªf)
Convidado: Pedro Abrunhosa (Músico)
e a presença de alunos do Instituto Português de Administração de Marketing do Porto, no âmbito da Licenciatura de Gestão de Marketing
4 de abril (5ªf)
Convidado: Paulo de Morais (Associação Transparência e Integridade)
e a presença de alunos da Faculdade de Direito da Universidade do Porto, no âmbito da disciplina de Direito Internacional Público
5 de abril (6ªf)
Convidado: Fernando Rosas (Historiador)
e a presença de alunos de Economia e Gestão da Universidade Católica do Porto, no âmbito da área de Projeto Multidisciplinar I
Espetáculo para maiores de 16 anos
Duração aproximada: 90 minutos
Bilhetes: 3,50€ a 10€
Mais informações (Visões Úteis): 22 200 61 44 /
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Reservas (THSC): 22 519 37 60 / 96 163 13 82
Neste Dia Mundial do Teatro de 2013, a PLATEIA - Associação de profissionais das artes cénicas e o CENA - Sindicato dos músicos, dos profissionais do espectáculo e do audiovisual realizam uma conferência de imprensa às 18H na Academia Contemporânea do Espectáculo (Praceta Coronel Pacheco, nº1, Porto).
Com o objetivo de partilhar reflexões e denúncias sobre a atual situação do teatro e seus agentes em Portugal, esta conferência de imprensa conta com a presença de elementos da direção de ambas as estruturas: Margarida Barata, Mário Moutinho, Carlos Costa e Julieta Guimarães.
E a mensagem do Dia Mundial do Teatro deste ano é da autoria do dramaturgo, ator e Prémio Nobel da Literatura Dario Fo:
"Passou já muito tempo desde que o poder manifestava a sua a intolerância para com os commedianti expulsando-os do país. Hoje, por causa da crise, os actores e as companhias têm dificuldade em encontrar teatros, espaços públicos e espectadores.
Durante o período do Renascimento em Itália, acontecia o contrário: os que estavam no poder tinham de fazer um esforço significativo para manter nos seus territórios os commedianti, uma vez que estes gozavam de grande popularidade.
É sabido que o grande êxodo de artistas da Commedia dell'Arte aconteceu no século da Contra-Reforma, quando se decretou o desmantelamento de todos os espaços de teatro, especialmente em Roma, devido à acusação de ofenderem a cidade santa.
Em 1697, o Papa Inocêncio XII, sob a pressão de insistentes pedidos da burguesia mais conservadora e dos expoentes do clero, ordenou a demolição do Teatro Tordinona, em cujo palco, segundo os moralistas, tinha sido encenado o maior número de actuações obscenas.
Na época da Contra-Reforma, o cardeal Carlo Borromeo, do Norte de Itália, tinha-se comprometido com o resgate dos “filhos de Milão”, estabelecendo uma clara distinção entre arte - a mais alta forma de educação espiritual - e teatro - a manifestação do profano e de vaidade.
Numa carta dirigida aos seus colaboradores, que cito de improviso, o cardeal expressava-se da seguinte forma: “(...) em relação à erradicação da raiz do mal, fizemos o nosso melhor para queimar textos com discursos infames, para erradicá-los da memória dos homens, e, ao mesmo tempo, para perseguir aqueles que divulgaram tais textos impressos. Evidentemente, no entanto, enquanto dormíamos, o diabo trabalhou com astúcia renovada. Como penetra na alma mais do que os olhos vêem o que se lê nesse tipo de livros! Assim como a palavra falada e o gesto apropriado são muito mais devastadores para as mentes dos adolescentes e jovens do que a palavra morta impressa nos livros. É, portanto, urgente livrar as nossas cidades dos fabricantes de teatro, como fazemos com as almas indesejadas”.
A única solução para a crise está, então, na esperança de que uma grande “expulsão” seja organizada contra nós e, especialmente, contra os jovens que desejam aprender a arte do teatro: uma nova diáspora de commedianti, de fabricantes de teatro, que, certamente, a partir de tal imposição, terão benefícios inimagináveis para uma nova representação."
Dario Fo
(Tradução de Luísa Marinho)Os nossos novos Artistas Associados, o coletivo "Porta 27" repõe este mês no Porto o espetáculo “Pistolas, Pilantras e Problemas”, com duas sessões nos dias 8 e 9 de março no Contagiarte.
"Pistolas, Pilantras e Problemas" conta com textos originais de Suzanna Rodrigues, encenação de Ricardo Alves e a interpretação de Ivo Luz e Tiago Lourenço.
Nesta criação "a história tem uma quase pistola, dois pilantras e uma infinidade de problemas. E dois atores para tentar resolvê-los sem perder a cabeça. Tudo muito banal, dentro dos parâmetros da normalidade: afinal, quem nunca esteve num assalto a um banco?"
Os espetáculos são às 22h, têm a duração aproximada de 50 minutos e os bilhetes custam 5€.
Local: Contagiarte
Rua Álvares Cabral nº372, 4050-040 Porto
Data: 8 e 9 de março (6ª e Sábado)
Horário: 22h
No próximo dia 2 de março (sábado) o nosso divertido "O Contrabaixo" - adaptação da obra homónima de Patrick Süskind - está de visita à Figueira da Foz.
O espetáculo é às 22h no espaço da Associação Tubo d'Ensaio d'Artes (Bar) e a entrada é gratuita. A interpretação está a cargo do ator Pedro Carreira e do músico João Martins.
Local: Tubo d'Ensaio (Bar)
Rua do Pinhal 1A, 3080-022 Figueira da Foz
Data: 2 de março (sábado)
Hora: 22h