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“Opera fiXi” designa a ópera em bicicleta dirigida por Kaffe Matthews, e realizada para a cidade do Porto em colaboração com o
Visões Úteis e integrando a programação do "Serralves em Festa" 2013.
Fala dum tempo e dum lugar em que os pescadores são mulheres e as sereias são homens. Em que os ‘sereios’ têm seios, cabelos de algas e tocam harpas feitas com linhas de pesca e as raparigas ‘pescadoras’ usam fatos de pele de peixe quando saem para o mar, cantando canções na frequência do coração humano (298.5Hz), convidando os peixes machos para as suas enormes redes tecidas com os seus cabelos e vinhas.
Os conteúdos de "Opera fiXi" inspiraram-se na pesca contemporânea, no rio Douro e na qualidade da sua água, na duração de uma jornada de pesca durante a noite e na poluição do rio que determina a taxa de mudança de sexo dos peixes.
O público dirigia-se à loja designada na Ribeira do Porto e era convidado a, gratuitamente, pedalar para ouvir a obra que se ia desdobrando ao longo da marginal do rio até ao farol, e de volta à loja. Um sistema único de localização identificava a posição do ciclista e as respetivas camadas de música de cada ponto do seu percurso.
O Visões Úteis colaborou com Kaffe Matthews na definição do percurso e da dramaturgia de "Opera fiXi", bem como na escrita das letras, na interpretação e na tradução de conteúdos entre português e inglês. Para além da equipa artística do Visões Úteis, "Opera fiXi" contou com a colaboração de um vasto leque de entidades, músicos e vozes.
O percurso de "Opera fiXi" tinha uma duração máxima aproximada de 1h30.
"Se calhar não devíamos estar na rua..."
Sinopse
"Corpo Casa Rua" designa uma performance no espaço público que juntou 21 participantes, com idades entre os 8 e os 80 anos, pertencentes a quatro comunidades - os alunos das Aulas de Teatro do Serviço Educativo do Visões Úteis, alunos do Serviço Educativo do Balleteatro Escola Profissional, utentes seniores do Centro de Dia da Junta de Freguesia de Santo Ildefonso e reclusas do Estabelecimento Prisional de Santa Cruz do Bispo.
Durante 5 dias no mês de junho de 2013 os utilizadores do metro do Porto e o público em geral puderam cruzar-se com as "casas" e habitantes destas comunidades na Estação de Metro de São Bento (átrio principal) - numa performance que pretendeu gerar uma heterotopia, congregando num único espaço o que não está ou não pode estar junto à superfície. Um espetáculo de acesso gratuito e destinado a público de todas as idades.
Ao longo de três meses, "Corpo Casa Rua" reuniu 21 participantes de 4 grupos distintos, associados ao Serviço Educativo do Visões Úteis. Pretendemos, pela primeira vez, juntar a equipa artística do VU às comunidades que integram o nosso Serviço Educativo, num processo criativo em que as habituais metodologias de trabalho fossem forçadas a uma adaptação a contextos diversos, em termos sociais, culturais, económicos e geracionais. Na verdade, a experiência não seria completamente nova, porque há cerca de dez anos, e em colaboração com Isabel Alves Costa e o (extinto) Rivoli Teatro Municipal, já tínhamos arriscado algo parecido. Apenas parecido.
Desta vez, propusemo-nos a trabalhar uma vez por semana com cada um dos grupos: 4 crianças de uma turma de teatro do Serviço Educativo do Balleteatro, 6 seniores do Centro de Dia da Junta de Freguesia de Santo Ildefonso, 5 jovens da turma de teatro do Serviço Educativo do Visões Úteis e 6 mulheres reclusas no Estabelecimento Prisional de Santa Cruz do Bispo. E ao longo de 12 semanas fomos abordando exatamente as mesmas pistas de trabalho com cada grupo, partindo em cada semana de um motivo comum, mas necessariamente utilizando metodologias diferentes em cada contexto. E em comum, também, a necessidade de imaginar como seriam "os outros" - todos os nomes sem rosto - de quem semanalmente cada grupo ouvia falar, mas que só conheceria na semana anterior às apresentações;
E assim fomos construindo um caleidoscópio em que se confundiam diferentes modos de definir identidade, tanto ao nível mais íntimo do Corpo - último reduto de cada um - como ao nível do espaço público que partilhamos. E se nunca pretendemos tornar simples o que é complexo, também é verdade que nunca nos deixámos de surpreender com a imensa teia de consensos e antagonismos com que quotidianamente nos deparávamos, e cujos contornos se definiam por fatores (des)agregadores multiplos, em que a pedra de toque tanto podia ser a idade, o género, a biografia ou o contexto social.
E mais do que tentar expressar o visível - o que somos - tentamos paulatinamente expressar o invisível de que se tece o desejo do que gostaríamos de ser, ou de ter sido. Sempre imaginando que esta congregação de (im)possíveis se juntaria, num momento final, numa estação de Metro do Porto, criando assim uma heterótopia, na medida em que reuniria num mesmo espaço (subterrâneo) o que coexiste (à superfície) num mesmo tempo, mas nunca num mesmo espaço.
Não exageramos se dissermos que - nos quase 20 anos de atividade do VU - este foi o processo criativo mais sujeito a contingências e transformações. Não só pela sua natureza em si - juntar o que não está junto - mas também pelo conturbado momento que o país atravessa e que nos levou a sucessivos cortes no orçamento da produção e um encaixe de sucessivos e incontroláveis fatores. E, a eleger o mais avassalador, teríamos que destacar as sucessivas convocações e desconvocações de greves pelo Corpo da Guarda Prisional, que constantemente conduziam ao encerramento de algumas das participantes nas suas celas durante 22 (!) horas por dia.
Por tudo isto, em "Corpo Casa Rua", ao fascínio deste processo criativo juntou-se uma muito particular obsessão com o produto, transformando-se este num desejo de efetivamente chegarmos todos juntos ao fim de um processo, que quotidianamente mostrava que tínhamos tudo para falhar, ou seja, para abandonarmos a convicção na possibilidade - ainda que transitória - da heterotopia.
Mas chegámos ao fim - ou melhor deveremos chegar ao fim. E, no seu final, acreditamos que "Corpo Casa Rua" se exprime de uma forma paradoxal: Por um lado, um processo centrado em consensos e numa noção de comunidade mais vasta do que o quotidianamente habitual; Por outro lado, um objeto em que, quase sempre, os consensos são preteridos pela convergência de ideias diferentes acerca do que partilhamos e do modo como o deveríamos fazer. Porque - e apesar de sermos todos tão "humanamente" parecidos em tantas coisas - a verdade é que todos pensamos de modo diverso.
Antes assim, em confronto aberto pela Praça de uma cidade que amamos, do que silenciados em nome de um consenso estúpido e hipócrita.

"Estamos a escutar mas não estamos a ouvir. Estamos a trabalhar. Só nos interessa ajudá-lo."
Uma secção de análise de informação. Três analistas. Um grupo de sujeitos para testar e um nunca acabar de factos, dados e sinais para monitorizar, anotar, editar ou eliminar. Na mesa, um caso em aberto: uma estranha história que resiste à interpretação racional, onde um sujeito (ou serão vários?) parece constantemente passar de culpado a inocente, de herói a traidor.
Bem vindo aos "Ficheiros Secretos". Na nossa mais recente criação original, falamos de espionagem moderna - aquela em que a ação humana no terreno foi sendo substituida pela vigilância de sinais eletrónicos - e do modo como a nossa ânsia em recolher e analisar dados nem por isso nos parece aproximar de um mundo mais claro e controlável.
"Ficheiros Secretos" é uma coprodução com o Teatro Nacional São João, e estreia já no próximo dia 14 de novembro no Teatro Carlos Alberto, onde pode ser vista até dia 24.
texto e direção Ana Vitorino, Carlos Costa cenografia e figurinos Inês de Carvalho banda sonora original e sonoplastia João Martins desenho de luz José Carlos Coelho cocriação Pedro Carreira colaboração na pesquisa Ana Carvalho, Ricardo Lafuente/Manufactura Independente interpretação Ana Vitorino, Carlos Costa, Pedro Carreira e ainda João Martins voz-off Arsélio Martins duração aproximada 1:40; M/16 anos
Local: Teatro Carlos Alberto (Porto)
Data: 14 a 24 de novembro
Horário: 4ª a sábado às 21h30 / domingo às 16h

É já no próximo dia 6 (4ªf) que os nossos Artistas Associados Porta27 estreiam a sua nova criação: "Nó de Enforcado".
O espetáculo poderá ser visto no espaço Contagiarte (Porto) até 9 de novembro.
"Nó de Enforcado" é mais uma incursão do coletivo Porta 27 no território do humor negro, e parte de um texto original de Suzanna Rodrigues. A direção é de Joana Saraiva e a interpretação está a cargo de Catarina Ribeiro Santos e Márcio Carneiro
Espetáculo para maiores de 16 anos, com a duração aproximada de 40 minutos.
Entrada: 3,5€
Local: Contagiarte
Rua Álvares Cabral, 372, 4050-040 Porto
Datas e Horários:
dias 6 e 7 de novembro / 22h
dias 8 e 9 de novembro / 23h

"O meu instrumento tem body, e é isso precisamente que me agrada nele. Fora isso... não tem nada que valha a pena!"
A nossa divertida adaptação de "O Contrabaixo" de Patrick Süskind tem viajado um pouco por todo o país, e este mês chega a Setúbal!
O espetáculo apresenta-se no próximo dia 26 (Sábado) na Casa da Cultura, e conta com a interpretação de Pedro Carreira e a música ao vivo de João Martins.
Preço dos bilhetes: 5€
Local: Casa da Cultura de Setúbal / Rua Detrás da Guarda, nº 26/34 2900-347 Setúbal
Data: 26 de outubro (Sábado)
Horário: 22h
Esta semana levámos a cabo a primeira oficina "O Espelho do Anjo" - uma iniciativa do nosso Serviço Educativo, a convite da Fundação Escultor José Rodrigues.
"O Espelho do Anjo" propõe um conjunto de atividades de expressão dramática às crianças e jovens que se deslocam à Fábrica Social, no âmbito de visitas escolares programadas para dar a conhecer a obra de José Rodrigues.
E são os próprios trabalhos do escultor e as obras patentes no Museu o ponto de partida para os exercícios e jogos propostos - numa tentativa de, em conjunto, recriar imagens e contar novas histórias, sempre em torno dos temas e personagens recorrentes na obra de José Rodrigues.
A primeira sessão ocorreu esta sexta-feira, 11 de outubro.

Depois dos encontros de Paris, Atenas e Dublin, o projeto "PACE - Performing Arts for Crisis in Europe" chega agora ao Porto!
Cabe ao Visões Úteis, parceiro português deste projeto, a organização e acolhimento deste encontro, que acontecerá nas nossas instalações na Fábrica Social, entre os próximos dias 20 e 23 de setembro.O projeto "PACE" é apoiado no âmbito do Programa Setorial Grundtvig, inserido no "Programa Aprendizagem ao Longo da Vida" promovido pela União Europeia.
O workshop no Porto conta com o apoio da Fundação Escultor José Rodrigues.

"Procura-se Detetive", criação dos nossos Artistas Associados - o coletivo Porta 27 - faz este mês duas apresentações inseridas no Festival Corrente Alterna no âmbito da programação do Teatro Nacional São João.
Neste espetáculo de rua, um detetive - perspicaz, inteligente, bonito, charmoso e com, pelo menos, 5 minutos de experiência em investigação - debruça-se sobre algumas das questões que andam nas cabeças de todos: O que é a Dívida? O que é o Euro? O que é a Crise?
O espetáculo é uma ideia original de Suzanna Rodrigues e conta com direção artística de Inês Lua e a interpretação de Catarina Ribeiro Santos, Cristovão Carvalheiro e Ivo Luz. Tem uma duração aproximada de 60 minutos e a entrada é livre.
Local: Teatro Nacional São João (Entrada)
Datas: 14 e 21 de setembro (sábado)
Horário: 18h30