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Mostrar artigos por etiqueta: Dia Mundial do Teatro
Terça, 27 Março 2018 09:41

Dia Mundial do Teatro 2018

Dia Mundial do Teatro 2018
Foto: International Theatre Institute

 

Hoje celebramos mais um Dia Mundial do Teatro!

Uma celebração que acontece no momento em que, no plano europeu, diversas entidades pressionam a União Europeia para aumentar e estabilizar o financiamento às artes na moldura financeira plurianual pós “Europa 2020”, e em que, no plano nacional, criadores e estruturas enfrentam atrasos, indecisões e incompreensíveis decisões nos concursos de apoio à sua atividade. 

Mas é também (sobretudo?) a nossa capacidade de resistência que celebramos neste dia, esta cíclica, quase indestrutível crença na mudança e no poder transformador do que fazemos. Celebramos a tenacidade não só dos que fazem, mas de todos aqueles que apoiam, divulgam, promovem, investigam, criticam, ensinam, defendem, assistem, precisam de teatro!  

Este ano, para assinalar o 70º aniversário do Instituto Internacional do Teatro e sublinhando o carácter transcultural desta arte e do próprio Instituto, são cinco os autores das mensagens oficiais, representando as cinco regiões da UNESCO: África, América Latina e Caraíbas, Países Árabes, Europa e América do Norte, Ásia e Pacífico.

Conheça aqui os autores e as mensagens e aproveite as várias iniciativas e espetáculos que marcarão este dia em Portugal!

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Domingo, 26 Março 2017 19:50

Dia Mundial do Teatro 2017

Dia Mundial do Teatro 2017

                                                                                        Foto: International Theatre Institute

 

Um excelente Dia Mundial do Teatro 2017!

A mensagem oficial deste ano é da autoria da atriz francesa Isabelle Huppert

"Para mim o teatro é o outro, é o diálogo, é a ausência de ódio. Não sei bem o que quer dizer "a amizade entre os povos", mas acredito na comunidade, na amizade entre espectadores e atores, na duradoura união entre todas as pessoas que o teatro junta - os que o escrevem, os que o traduzem, os que o ensinam, os que o vestem e o cenografam, os que o intepretam, os que o fazem e os que o vêem.
O teatro protege-nos, abriga-nos... acredito que o teatro nos ama... tanto como nós o amamos."

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Quinta, 23 Março 2017 17:45

Dia Mundial do Teatro: Três Conversas

Dia Mundial do Teatro

 

Na semana em que se comemora o Dia Mundial do Teatro, participamos em três conversas públicas – no Sul, Centro e Norte do país – onde se discutirão e partilharão diferentes aspetos do nosso trabalho.

No próprio dia 27 (segunda-feira), estaremos no Montijo, onde a nossa Ana Vitorino participará em “Criar e Produzir: Modalidades de Cooperação Criativa nas Artes Cénicas”, uma jornada sobre o papel da produção nas artes cénicas, organizada pelo Centro de Estudos de Teatro da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e a Companhia Mascarenhas-Martins.
Este encontro, que acontece no Cinema-Teatro Joaquim d'Almeida a partir das 14h30, reúne criadores e produtores, e conta com intervenções de Maria João Brilhante, Levi Martins, Luis Miguel Cintra, entre muitos outros. 

No dia 28 (terça-feira), às 14h30 no Teatro Académico Gil Vicente (TAGV), será o Carlos Costa a integrar o debate “Ensina-se a escrever teatro?”, no âmbito da programação do Festival END - Encontros de Novas Dramaturgias, com moderação de Rui Pina Coelho, e onde estarão também à conversa Armando Nascimento Rosa, Jorge Palinhos e Miguel Castro Caldas.

E, finalmente, no Porto a 1 de abril (sábado), terá lugar no Rivoli Teatro Municipal o “Encontro de Dramaturgos”, que será moderado por Carlos Costa e em que participarão Ana Mendes, Jacinto Lucas Pires, Jorge Louraço Figueira, Luís Mestre e Mickael de Oliveira – no Auditório Isabel Alves Costa às 16h.

Venha conversar connosco e boas celebrações!

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Domingo, 27 Março 2016 14:23

Dia Mundial do Teatro 2016

Anatoli Vassiliev / Foto: Laurencine Lot
                                                                                                                                                                          Foto: Laurencine Lot

 

 

Um muito Feliz Dia Mundial do Teatro 2016 a todos!

A mensagem oficial deste ano foi escrita pelo diretor e professor de teatro russo Anatoli Vassiliev, que alguns de nós tiveram o privilégio de ter como formador há mais de 20 anos atrás.


"Será que precisamos de teatro?

Essa é a pergunta que milhares de profissionais de teatro, dececionados com ele, e milhões de pessoas, que dele estão cansadas, fazem vezes sem conta.

Para que precisamos dele?

Anos estes em que a cena parece tão insignificante, quando comparada com as praças das cidades e com os territórios dos estados, onde as tragédias autênticas da vida real estão a decorrer.

O que é para nós?

Galerias banhadas a ouro e balcões das salas de teatro, poltronas de veludo, laterais de palco sujas, e as muito límpidas vozes dos atores – ou vice-versa, algo que pode surgir aparentemente bem diferente: caixas pretas, manchadas de lodo e sangue, com uma porção de corpos nus e raivosos no seu interior.

O que é capaz de nos dizer?

Tudo!

O teatro pode dizer-nos tudo.

Como os deuses habitam no céu, e como prisioneiros definham em subterrâneos esquecidos, e como a paixão nos pode elevar, e como o amor pode ruir, e de como ninguém necessita de uma boa pessoa neste mundo, e como a deceção reina, e como as pessoas vivem em apartamentos, enquanto as crianças tiritam em campos de refugiados, e como todos eles têm de voltar para o deserto, e como dia após dia somos forçados a separar-nos daqueles que amamos – O teatro pode contar tudo.

O teatro esteve sempre aqui e permanecerá para sempre.

E agora, nestes últimos cinquenta ou setenta anos, ele é particularmente necessário.

Porque se olharmos para todas as artes públicas, podemos ver de imediato o que o só o teatro é capaz de nos dar – uma palavra de boca a boca, um olhar de olhos nos olhos, um gesto de mão para mão, e de corpo para corpo.

O teatro não precisa de nenhum intermediário para poder exercer a sua ação entre os seres humanos – ele constitui o lado mais transparente da luz, não pertencendo nem ao sul, nem ao norte, nem ao leste ou ao oeste – oh não, ele é a essência da luz em si mesma, brilhando de todos os quatro cantos do mundo, imediatamente reconhecível por qualquer pessoa, seja hostil ou amistosa para com ele.

E precisamos do teatro que permaneça sempre diferente; precisamos de teatro de muitos tipos diferentes.

Penso ainda que de todas as formas possíveis de teatro, as suas formas mais arcaicas serão aquelas que chamarão sobre si um maior apelo. O teatro de formas rituais não deve ser artificialmente oposto ao das designadas nações “civilizadas”. A cultura secular está a ser mais e mais lugar de emasculação, e nela a chamada «informação cultural» está gradualmente a substituir e a expulsar de si as entidades portadoras de singularidade, assim como a nossa esperança de um dia as poder vir a conhecer.
Mas uma coisa eu posso ver agora claramente: O teatro está a abrir as suas portas amplamente. Entrada gratuita para todos sem exceção.

Para o inferno com gadgets e computadores – simplesmente venham ao teatro; ocupem filas inteiras nas bancadas e nas galerias, oiçam a palavra e contemplem as imagens vivas! – é o teatro que está à vossa frente, não o negligenciem nem desperdicem a oportunidade de participar nele – talvez seja a oportunidade mais preciosa que podemos partilhar nas nossas vidas vãs e apressadas.

Precisamos de todo e cada tipo de teatro.

Há apenas um teatro de que ninguém por certo sentirá falta – refiro-me ao teatro dos jogos políticos, o teatro das armadilhas políticas, o teatro dos políticos, o teatro fútil da política.

Do que nós certamente não necessitamos é de um teatro de terror diário – seja ele individual ou coletivo, do que não precisamos mesmo é do teatro de cadáveres e de sangue nas ruas e nas praças, nas capitais ou nas províncias, um teatro falseado de confrontos entre religiões ou grupos étnicos…"

 

Tradução a partir do inglês: Margarida Saraiva | Revisão: Armando Nascimento Rosa

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Terça, 25 Março 2014 17:07

Dia Mundial do Teatro 2014

Um excelente Dia Mundial do Teatro a todos!

A mensagem oficial é este ano da autoria do dramaturgo sul-africano Brett Bailey:

"Onde quer que exista sociedade humana, o irreprimível Espírito da Representação manifesta-se.

Debaixo de árvores em pequenas aldeias e em sofisticados palcos nas grandes metrópoles; nos auditórios das escolas e nos campos e em templos; em bairros de lata, na praças das cidades, nos centros comunitários, as pessoas juntam-se para comungar os mundos teatrais efémeros que criamos para exprimir a nossa complexidade humana, a nossa diversidade, a nossa vulnerabilidade, de viva carne, voz e respiração.

Juntamo-nos para chorar e para recordar; para rir e para contemplar; para aprender e para afirmar e para imaginar. Para nos maravilharmos com a destreza técnica e para encarnar deuses. Para recuperarmos o nosso fôlego coletivo perante a nossa capacidade para a beleza, a compaixão e a monstruosidade. Vimos para ganhar energia e poder. Para celebrar a riqueza das nossas diferentes culturas, e para dissolver as barreiras que nos dividem.

Onde quer que exista sociedade humana, o irreprimível Espírito da Representação manifesta-se. Nascido da comunidade, ele usa as máscaras e os costumes das nossas diversas tradições. Aproveita as nossas linguagens e ritmos e gestos, e abre um espaço entre nós.

E nós, os artistas que trabalham com este espírito ancestral, sentimo-nos compelidos a canalizá-lo através dos nossos corações, das nossas ideias e dos nossos corpos, para revelar as nossas realidades em toda a sua mundanidade e brilhante mistério.

Mas, neste tempo em que tantos milhões de pessoas estão a lutar pela sobrevivência, sofrem sob regimes repressivos e um capitalismo predatório, fogem de conflitos e de condições precárias; em que a nossa privacidade é invadida por Serviços Secretos e as nossas palavras são censuradas por governos intrusivos; em que florestas estão a ser aniquiladas, espécies exterminadas e oceanos envenenados: o que é que nós somos compelidos a revelar?

Neste mundo de poder desigual, em que várias ordens hegemónicas tentam convencer-nos que uma nação, uma raça, um género, uma preferência sexual, uma religião, uma ideologia, um contexto cultural é superior a todos os outros, pode continuar a defender-se a ideia que as artes devem estar separadas das agendas sociais?

Estaremos nós, os artistas das arenas e dos palcos, a conformarmo-nos com as asséticas exigências do mercado, ou a aproveitar o poder que temos: para abrir um espaço nos corações e nas mentes da sociedade, para unir as pessoas à nossa volta, para inspirar, encantar e informar,  e para criar um mundo de esperança e de colaboração sincera?"

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