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Diziam_4



“Diziam que do Outro Lado Havia um Caminho que Cortava o Tempo da Demanda em Dois”
… é o título absurdamente comprido - mas absolutamente deliberado – de um espetáculo assente num particular processo de investigação e criação.

Ao longo de todo o ano de 2019, Ana Vitorino, Carlos Costa e João Martins embarcaram em três demandas muito pessoais que os levaram (respetivamente) a um exercício de memorização e recolha dos nomes e curiosidades de todos os países do mundo, à aprendizagem do surf e ao risco do investimento numa empresa de energia ondomotriz, ao resgatar da prática do desenho e substituição do tempo de ecrã pelo tempo da observação e do registo.

O mote para a partida: conceber um espetáculo sobre confronto e superação, sobre tudo o que se ilumina quando damos tempo suficiente ao tempo, sobre os padrões que emergem quando laboriosamente repetimos os pequenos gestos de uma tarefa, acreditando que o processo revelará o sentido do resultado.

Ao longo das suas viagens – ou não fossem elas demandas –, os três artistas perderam o rasto uns dos outros, chegaram quase a esquecer que procuravam algo comum. No regresso, perceberam que o sentido do desafio tinha sido, afinal, outro: um confronto pessoal com o que os perturba no passado, com o que os desafia no presente, com o que os assusta no futuro. E a redescoberta do sentido de estar e criar juntos, que o tempo histérico do quotidiano tantas vezes parece diluir.

A partir dos despojos acumulados nas suas demandas individuais, desenharam uma criação que fala das perturbações, desafios e medos que são, afinal, de todos.


Direção e Dramaturgia: Ana Vitorino, Carlos Costa, João Martins em cocriação com Inês de Carvalho, José A. Nunes, Kaffe Matthews, Nuno Barbosa, Pedro Correia Produção Executiva Amarílis Felizes Interpretação: Ana Vitorino, Carlos Costa, João Martins, Maria Manada Coprodução: Visões Úteis, Teatro Nacional S. João, Teatro Municipal de Vila Real

Estreia Absoluta: 24 de outubro de 2020 / AGORA Theater "Jubiläumsfest" / St. Vith (Bélgica) Cancelado na sequência das medidas de contenção do Covid 19

Estreia Nacional: 6 de novembro 2020 / Teatro Municipal de Vila Real

Estreia no Porto
: 27 de janeiro 2021 / Teatro Carlos Alberto

Última modificação em Domingo, 18 Outubro 2020 17:02

"Little B" em estreia

"Little B", uma coprodução com o Teatro Municipal do Porto, o Teatro Académico Gil Vcente em Coimbra e o Teatro Diogo Bernardes de Ponte de Lima, é um espetáculo de teatro criado e interpretado por Ana Vitorino, Carlos Costa, Mário Moutinho e Sara Barros Leitão e inspirado na vida e biografia profissional de Mário Moutinho.

Em "Little B", porém, o que interessa não é tanto a documentação de uma vida, antes a pluralidade de vidas que uma vida pode conter; não é tanto a vida vivida por Mário Moutinho, mas a sua vida por viver; não tanto aquilo que (d)ele se recorda mas os atalhos, imprecisões e armadilhas da memória… E não é tanto o sucesso que alcançou, mas sobretudo o que sonhou e falhou fazer - porque é aí que todos nos encontramos.

M/14
Duração aproximada: 90 minutos 

Direção e Texto Ana Vitorino, Carlos Costa, Mário Moutinho, Sara Barros Leitão Cenografia Inês de Carvalho Sonoplastia João Martins Desenho de luz Pedro Correia Vídeo Alexandra Allen, Sara Allen Interpretação Ana Vitorino, Carlos Costa, Mário Moutinho, Sara Barros Leitão / Francisca Neves, participação especial Clara Costa / Leonor Costa, Pedro Monteiro Coordenação de produção Teresa Camarinha Produção executiva Pedro Monteiro Coordenação técnica Zé Diogo Cunha Produção Visões Úteis Coprodução Teatro Municipal do Porto, Teatro Diogo Bernardes, Teatro Académico de Gil Vicente Agradecimentos Teatro de Marionetas do Porto, Ana Azevedo, Emilie Spitale

 

Próximas Apresentações / 2020:

15 a 19 de janeiro: Porto - Teatro Municipal Rivoli

24 de janeiro: Coimbra - TAGV

24 de setembro: Sintra - Festival Muscarium

 

"Little B" estreou a 8 de novembro de 2019 no Teatro Diogo Bernardes em Ponte de Lima apresentando-se posteriormente em Setúbal (Casa da Cultura, dezembro de 2019), no Porto (Teatro Municipal/Rivoli, janeiro de 2020), Coimbra (Teatro Académico Gil Vicente, janeiro de 2020), Sintra (Festival Muscarium, setembro 2020).

Vídeo relacionado

Última modificação em Domingo, 04 Outubro 2020 00:02

 

"Velocidade de Escape" - cartaz

design: Teatro Nacional São João

 

"É uma armadilha. Digam-me que percebem que é uma armadilha, que percebem a minha responsabilidade, que não posso deixar isto para quem vier depois de mim!"


“Velocidade de Escape”
, que toma para título a expressão que designa a velocidade mínima que um objeto sem propulsão precisa para se libertar de um campo gravitacional, é o segundo momento de uma reflexão do Visões Úteis sobre o modo como lidamos com o lastro do nosso passado e desenhamos o futuro em que nos queremos projetar, reflexão iniciada na criação “Teoria 5S” (novembro, 2017).

Estamos agora nesse futuro projetado, um espaço e tempo “ideal”, mais económico e leve, limpo do desperdício da existência humana - com as suas complexas memórias e emoções, a sua expressividade exagerada. Entramos na casa de um homem de meia-idade (Pedro Carreira) que aparentemente conseguiu libertar-se do seu lastro material e emocional, cortar os laços com o passado e assim conquistar a absoluta serenidade.

Para “passar um tempo agradável”, ele recebe dois convidados mais jovens (Mafalda Banquart e Tiago Araújo), que não conhece mas que foram selecionados por um qualquer algoritmo capaz de sugerir a companhia ideal para cada ocasião. O encontro põe à prova as reais capacidades do anfitrião para pertencer ao “maravilhoso novo mundo” leve, conciso, flexível, em que os jovens convidados parecem viver tão confortavelmente… mas revela também que, afinal, o convite escondia um objetivo sinuoso: resolver o último e embaraçante obstáculo à total libertação deste homem.

Duração aproximada: 1h

Classificação etária: M/14

Direção e Texto - Ana Vitorino, Carlos Costa, João Martins Cenografia - Inês de Carvalho Sonoplastia - João Martins Desenho de Luz - Pedro Correia Vídeo - Nuno Barbosa Interpretaçãoe Cocriação - Mafalda Banquart, Pedro Carreira, Tiago Araújo Coordenação de Produção - Teresa Camarinha Coordenação de Montagem - Zé Diogo Cunha Coprodução - Visões Úteis, Teatro Nacional São João

PRÓXIMA APRESENTAÇÃO / 2020:
3 de abril - Teatro de Vila Real

 


"Velocidade de Escape"
estreou a 16 de março de 2018 no Teatro Carlos Alberto (Porto), com apresentações ainda nos dias 17 e 18, numa coprodução com o Teatro Nacional S. João. Em maio o espetáculo apresentou-se em Ponte de Lima (Teatro Diogo Bernardes) em conjunto com "Teoria 5S".

Continua disponível para itinerância.

Última modificação em Segunda, 09 Março 2020 14:41

 

"Teoria 5S" / Foto: Visões Úteis

 

"É simples: Se isto fosse explodir tudo e tivesses um minuto para agarrar qualquer coisa para salvar, o que é que salvavas?"

 

A conservação das memórias através de um arquivo morto (ou de objetos do passado) é algo que nos prende a um tempo onde já não podemos existir nem atuar. Não será, assim, o ato da destruição desse arquivo uma libertação necessária para podermos pertencer verdadeiramente ao presente e nos projetarmos no futuro, para nos podermos mover, seguir caminho? Por outro lado, sem esse espólio seremos nós ainda alguma coisa? Não será a única forma de identificação de uma pessoa a materialização daquilo que fez e experienciou no passado?

“Teoria 5S”, coprodução entre o Visões Úteis e o Teatro Municipal do Porto, foi a primeira de duas criações originais – a que se seguiu “Velocidade de Escape”, coprodução com o Teatro Nacional S. João em março de 2018 – dedicadas a esse confronto com o nosso lastro físico, e à eventual (ilusória?)  libertação que a sua destruição ou redução minimalista nos poderá trazer. 

O espetáculo, que reflete com humor sobre uma certa ansiedade reducionista (ou mesmo minimalista) dos nossos tempos, inspira-se no confronto com o arquivo que o Visões Úteis criou ao longo de mais de duas décadas, e é marcado pelo reencontro com dois atores que ocupam um lugar muito especial nesse arquivo – e na própria história do teatro do Porto -, Jorge Paupério e Óscar Branco.

Em “Teoria 5S”, um grupo de pessoas mergulha no seu arquivo comum, forçando-o aos ensinamentos e regras trazidos por uma especialista em metodologias de arrumação, organização e eficácia. Um caminho de redução material que tenta criar espaço para um futuro mais promissor, mas que vai afinal mostrar-se cheio de paradoxos, expondo fragilidades individuais e fraturas dentro do próprio grupo. Se calhar alguns de nós não cabem no futuro…?

Duração: 75 minutos
Maiores de 12 anos

Direção e Texto Ana Vitorino, Carlos Costa, João Martins Cenografia e Figurinos Inês de Carvalho Desenho de Luz Pedro Correia Banda sonora original e Sonoplastia João Martins Vídeo Nuno Barbosa Cocriação Ana Azevedo, Jorge Paupério, Óscar Branco Interpretação Ana Azevedo, Ana Vitorino, Carlos Costa, Jorge Paupério, Óscar Branco Produção Executiva Teresa Camarinha Coordenação de Montagem: Zé Diogo Cunha Apoio Adão OculistaAnjos Urbanos

 


"Teoria 5S"
estreou a 24 e 25 de novembro de 2017 no Rivoli - Auditório Isabel Alves Costa, numa coprodução com o Teatro Municipal do Porto. Em março de 2018 apresentou-se no Mosteiro de Arouca no âmbito das Jornadas Técnicas «Novos Modelos de Gestão do Património» promovidas pela Direção Regional de Cultura do Norte. Em maio o espetáculo apresentou-se ainda nas instalações da LIPOR (Baguim do Monte) com duas sessões exclusivas para funcionários, em Ponte de Lima (Teatro Diogo Bernardes) em conjunto com "Velocidade de Escape", e em Coimbra (Teatro Académico Gil Vicente).

 Continua disponível para itinerância.


Última modificação em Domingo, 05 Janeiro 2020 16:59
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Paulo Lisboa

Paulo Lisboa, actor e encenador brasileiro, foi um dos fundadores do Visões Úteis em 1994. O seu trabalho, o seu entusiasmo, a sua generosidade e o seu talento foram decisivos no arranque deste projecto...Ver mais

Paulo Lisboa

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