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Tudo o que queria saber sobre o financiamento da actividade do Visões Úteis
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Artistas Associados

Artistas Associados (12)

O Visões Úteis acolhe, em programas bienais, artistas performativos emergentes e artistas performativos próximos da reforma, numa associação em que pretendemos reforçar laços de solidariedade inter-geracional e partilhar os nossos recursos, práticas e experiências em termos de produção. A condição de Artista Associado ao Visões Úteis permite beneficiar de apoios muito variados. A associação de artistas promove a confiança entre agentes do espectáculo, o trabalho em rede e o desenvolvimento profissional e artístico das Artes Performativas a nível local.

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Na passada sexta-feira, já a meio da tarde, a Senhora Ministra daCultura convocou os artistas do reino, perdão, do país para se apresentarem em Lisboa, na segunda-feira logo pela manhã, e assim tomarem conhecimento do seu Plano de Salvação da Cultura Nacional.
Nesse encontro, para o qual toda a imprensa está desde já convidada, será apresentado um belíssimo número mediático que demonstrará os seguintes pontos:

- A Senhora Ministra demonstrará uma notável abertura ao diálogo com os agentes do sector, apesar de este nunca ter acontecido nem ir acontecer.
- A Senhora Ministra demonstrará que é possível os agentes pronunciarem-se sobre opções do Orçamento Geral do Estado cujo verdadeiro teor tem sido sucessivamente iludido.
- A Senhora Ministra demonstrará a razoabilidade de no orçamento do Ministério com menor peso no O.E. - apenas 0,4% -  haver um corte de 20% a 30% no financiamento de um bem público: a criação artística.
- A Senhora Ministra demonstrará que não tem um papel decorativo no Governo, que não é irrelevante no Conselho de Ministros e que não foi abandonada pelo seu grupo parlamentar.

No final da sessão será aberta uma garrafa de espumante, cortesia de um dos mecenas que a Senhora Ministra acredita poderem salvar a Cultura no reino, perdão, no país.

Infelizmente, no Visões Úteis somos obsessivamente Republicanos, pelo que não estaremos presentes na cerimónia.

 

Sábado, 30 Outubro 2010 14:49

Ao João Paulo Seara Cardoso

Escrito por Visões Úteis

Dizer que sofremos mais uma perda é não dizer nada. Porque “perda” é uma palavra demasiado pequena para este vazio e o João Paulo não era “mais um” em nada. Inconfundível no humor, na provocação, na beleza da escrita, no entusiasmo da criação, na constante insatisfação. E sobretudo na gargalhada.

Esta noite muda a hora. Isto é importante porque amanhã temos hora marcada para nos despedirmos de um amigo. Mas mais importante seria que esta noite terrível que nos vai roubando os amigos passasse de vez, e finalmente chegasse um dia em que não houvesse mais despedidas.

E ouve, João Paulo: É verdade que conseguiste transformar marionetas em actores, mas quantas vezes já te dissemos que o contrário não é possível? Os actores não conseguem ser marionetas, nem mesmo quando isso lhes dá jeito. Porque se saltarem demais ficam tontos, se caírem partem uns ossos, se não comerem desmaiam... E se os deixares sofrem, sentem-se órfãos e choram bem alto com a dor da tua ausência. Estás a ouvir?

Exma. Senhora Dr.ª Maria Gabriela Canavilhas

Ministra da Cultura

 

Ao longo das últimas décadas o Estado Português tem considerado a criação artística – a sua pluralidade e acessibilidade – como um bem público. Assim, e na prossecução deste objectivo, tem entendido financiar agentes privados (artistas e produtores) para que estes possam desenvolver a sua actividade de forma a garantir a referida pluralidade e acessibilidade. A par deste pilar da sua política de apoio às artes, o Estado Português – agora no campo específico das Artes do Espectáculo - tem também desenvolvido esforços – através nomeadamente dos Teatros Nacionais e da (projectada) Rede de Teatros Municipais - no sentido de assumir directamente iniciativas enquanto produtor.

 

Ou seja, tal como em outras áreas, o Estado entende que nem sempre o melhor modo de realizar o bem público é através da sua acção directa. Por isso, e sem prejuízo da sua acção através de estruturas de produção, como as referidas atrás, o Estado entende que a acção dos privados (artistas e produtores) realiza de forma mais adequada e menos dispendiosa o interesse público.

 

Não é por isso verdade que o financiamento a artistas e produtores implique uma demissão do Estado das sua obrigações constitucionais. Trata-se apenas da operacionalização da prestação do serviço público imposto pela Constituição da República.

 

Não é verdade que o financiamento da criação artística – enquanto pilar do sistema de apoio - tenha que tolher a possibilidade de o Estado se assumir como produtor. Antes pelo contrário. Seria de todo desejável um sistema misto em que ao eixo do apoio à criação artística se juntasse um novo eixo, o de uma rede de difusão com capacidade real de (co)produção.

 

Não é verdade que a criação ex novo de “meia dúzia” de Núcleos de Produção Estatais espalhados pelo país possa ter sentido enquanto eixo exclusivo de uma política nacional. Porque todos os modelos – neste caso os Centros Dramáticos espanhóis e franceses – têm um contexto e os contextos não são susceptíveis de importação.

 

Não é verdade que uma solução deste género resolva os conflitos causados pelos concursos públicos do actual modelo. Porque os concursos públicos – com este ou com aquele modelo – terão que continuar a existir enquanto garantes do Estado de Direito em que todos queremos viver. E porque não confundimos as patologias que atacam os procedimentos concursais, com os concursos públicos em si, desde já afirmamos que gostamos de concursos públicos e não gostamos de apoios convencionados.

 

Entendemos que só um sistema que tenha como peça estruturante o apoio directo à criação artística pode garantir a pluralidade inerente ao bem público que o Estado deve fomentar.

 

Entendemos que atirar o apoio directo à criação para uma dimensão residual da política de apoio às artes seria um absurdo que mais não faria do que privilegiar e alargar a teia de mediadores que se interpõe entre artistas e público, entre produtores e consumidores.

 

Finalmente recordamos – e sem querer retirar legitimidade à expressão individual de opinião, de que aqui damos exemplo - que existem em Portugal duas associações formais que representam agentes do sector – A PLATEIA e a REDE. Pelo que a particular legitimação destas entidades, que representam uma pluralidade de indivíduos e estruturas, deverá, nos termos da lei, ser tomada em linha de conta, sempre que se pretenda pensar a política cultural do Estado Português. Porque a política – enquanto conformação do espaço público – é coisa de espaços abertos e participados.

 

Com os melhores cumprimentos,

A Direcção do Visões Úteis

Quarta, 20 Outubro 2010 12:06

"Viagens com Alma" - Evento de Abertura

Escrito por Visões Úteis

A abertura oficial do projecto "Viagens com Alma", promovido pela Diocese do Porto e no âmbito do qual o Visões Úteis desenvolverá um conjunto de intervenções artísticas, está agendada para o dia 27 de Outubro. O evento de abertura inclui a apresentação de uma curta-metragem realizada por Michele Putortì e uma performance inspirada nos próprios cruzamentos artísticos e históricos que marcam todo o projecto: um Live Act com imagens e música misturadas em tempo real a preencher o claustro do Mosteiro de São Bento da Vitória.A performance inicia-se com uma actuação do Ensemble de música antiga “Mi Contra Fa” – voz, flautas, e viola de mão– que interpretará peças que serão, posteriormente, misturadas pelo músico polaco Michal Jacaszek enquanto o cineasta Pedro Maia combina a música com a projecção de imagens suas.

O trabalho do autor e produtor de música elctroacústica de origem polaca, Jacaszek, combina sons preparados electronicamente com instrumentos acústicos. A sua música é um projecto ambicioso através do qual pretende criar uma linguagem musical única, pessoal e reconhecível na qual a manipulação electrónica dos sons gravados enriquecerá os instrumentos acústicos tradicionais. Pedro Maia apresentará nesta performance conjunta uma variante do seu projecto Super 8 Series. Trabalhando directamente sobre a película e tendo como ponto de partida um tipo de exploração visual resultante da interacção dos quadros vibrantes e de padrões abstractos, a intervenção pretende explorar os limites sensoriais da repetição e da abstracção.

Entrada Livre

Dia 27 de Outubro às 22h
Mosteiro de São Bento da Vitória
(Rua de São Bento da Vitória - Porto)




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Concepção - Ana Vitorino e Carlos Costa

Música – Ensemble “Mi contra Fa” (Magna Ferreira-voz / Pedro Sousa Silva-flautas / Hugo Sanches-viola de mão) e Michal Jacaszek

Imagem - Pedro Maia

Vídeo Inicial – Michele Putortì

Espaço Cénico - Inês de Carvalho

Desenho de luz e Direcção técnica - José Carlos Coelho

Assistência Técnica - Luís Ribeiro

Grafismo - Entropiadesign a partir de imagem de Ricardo Lafuente

Produção Executiva - Joana Neto

Assistência de Produção - Helena Madeira

Produção - Visões Úteis para a Diocese do Porto / 2010

Colaboração - Teatro Nacional São João

O Visões Úteis agradece a colaboração do Professor José Abreu.

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+Info
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(+351) 22 200 6144 / 93 176 5475

 

Encontre-nos, se estiver por perto, com dois espectáculos “portáteis” que este mês apresentamos em Portugal e na Galiza!

“O Contrabaixo”

As desventuras de um homem e do seu contrabaixo voltam à cena este mês!

Depois de vários anos na estrada, o “instrumento mais importante da orquestra, aquele que parece uma velha gorda”, faz duas apresentações no Tertúlia Castelense.

Dias 14 e 15 de Outubro às 23h00 (abertura de portas às 22h)

Tertúlia Castelense

Rua Augusto Nogueira da Silva, nº779

Castêlo da Maia

 

“Adúlteros Desorientados”

Pela primeira vez em território internacional, os “Adúlteros” inspirados na escrita de Juan José Millás apresentam-se na Coruña, integrando a programação do FIOT 2010 – Festival Internacional Outono de Teatro.

Dia 17 de Outubro às 21h00

Pazo da Cultura

Rúa do Pan, s/n, 15.100 Carballo - A Coruña

Galiza

 

Quarta, 22 Setembro 2010 10:46

Aulas de Teatro e Workshop de Voz

Escrito por Visões Úteis

As aulas de teatro com a Ana Azevedo e o workshop de voz com a Marina Freitas têm nova edição ao longo do ano lectivo de 2010/2011. Sempre nas instalações do Visões Úteis na Fábrica Social. As inscrições decorrem até ao final de Setembro:

 

WORKSHOP DE VOZ

Formadora: Marina Freitas
Datas: 7 de Outubro 2010 a 3 de Março 2011
Horário: 5ª feira das 19h00 às 21h00
Duração: 40 horas
Local: Visões Úteis – Fábrica Social
...
Propina do Curso: 20,00€ (inscrição) + 5,00€ (seguro)
1ª Prestação: 100,00€ (pago no Acto de Inscrição)
2ª Prestação: 100,00€ (pago até 31 de Janeiro 2011)

As inscrições estão abertas a todos os interessados que tenham mais de 18 anos, dominem a língua portuguesa e utilizem a voz como ferramenta de trabalho na sua vida profissional.
O workshop será reconhecido por um Certificado de Participação.


Inscrições e Informações:
Visões Úteis Rua da Fábrica Social, s/n 4000-201 Porto
Telf. 22 200 6144 | Tlm. 93 176 54 75 | Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar


__________
Marina Freitas nasceu no Porto em 1979. É licenciada em Teatro / Estudos Teatrais com especialização em voz pela Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo do Instituto Politécnico do Porto. Teve formação na área de voz com as seguintes pessoas: Maria João Serrão, António Salgado, Maria Luís França e Luís Madureira. Lecciona cursos de voz falada desde 2003.

 

AULAS DE TEATRO:

Formadora: Ana Azevedo
Datas: 1 de Outubro 2010 a 30 de Junho 2011
Horário: 6ª feira das 18h30 às 20h00
Duração: 1h30 / semana
Local: Visões Úteis – Fábrica Social
...Propina do Curso: 10,00€ / inscrição (seguro incluído) + 20,00€ / mês

O Curso poderá ter um máximo de 10 participantes por turma.
As inscrições estão abertas a todos os interessados que tenham mais de 14 anos, com pouca ou sem experiência.
O workshop será reconhecido por um Certificado de Participação, entregue a todos os formandos que o frequentarem.



Inscrições e Informações:
Visões Úteis Rua da Fábrica Social, s/n 4000-201 Porto
Telf. 22 200 6144 | Tlm. 93 176 54 75 | Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar


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Ana Azevedo formada no Balleteatro, Escola Profissional de Teatro do Porto e com pós-graduação em Texto Dramático da Faculdade de Letras do Porto. Frequentou, também, o Curso Superior de Tecnologias da Comunicação Audiovisual. Exerce a actividade de professora de teatro no Balleteatro e coordenadora do Serviço Educativo da Companhia Visões Úteis, onde também participa em alguns projectos como actriz.

Segunda, 20 Setembro 2010 16:03

Adúlteros Desorientados na Maia e em Lisboa

Escrito por Visões Úteis

Esta semana os "Adúlteros Desorientados" andam na estrada! No Norte e no Sul:

Dia 23 Setembro às 23h00 no TERTULIA CASTELENSE
(Rua Augusto Nogueira da Silva, 779, MAIA)
...Telf: 22 982 9425

Entrada: 5,00€ (oferta de cortesia, inclui uma bebida até 2,00 euros)

Dia 24 Setembro às 23h30 no CABARET MAXIME
(Praça da Alegria, 58 LISBOA)
Telf: 21 346 7090

Bilhetes: 6,00€


“E os adúlteros e as adúlteras que, neste preciso momento, levam a cabo o seu trabalho febril (...) criam uma rede na qual se apoia o resto das contradições que moldam a realidade. A mim, a todos nós, adúlteros e adúlteras esforçados, a sociedade deve-nos tudo.”


“Adúlteros Desorientados”, adaptação da obra “Cuentos de adúlteros desorientados” de Juan José Millás, é mais uma incursão do Visões Úteis no teatro portátil — um monólogo divertido para um público descontraído mas exigente, concebido para possibilitar a relação directa entre criadores e público.

Texto: Juan José Millás; Dramaturgia, direcção e concepção plástica: Ana Vitorino, Carlos Costa e Catarina Martins; Banda sonora original: João Martins; Desenho de Luz: José Carlos Coelho; Interpretação: Pedro Carreira

M16 / Duração: 40 minutos

Quinta, 16 Setembro 2010 00:18

Boom & Bang e A Comissão em Coimbra

Escrito por Visões Úteis

Esta semana estamos em Coimbra, a convite do Teatrão, com os espectáculos:

BOOM & BANG | Oficina Municipal do Teatro (Tabacaria)| 16 de Setembro | Quinta | 22h

A COMISSÃO | Hotel Ibis | 17 de Setembro | Sexta | 21h30

 

Preço dos bilhetes: € 5

Oficina Municipal do Teatro - R. Pedro Nunes, Qta. da Nora, 3030-199 Coimbra

Hotel Ibis - Avenida Emídio Navarro 70, 3000-150 Coimbra

Informações e reservas: 239 714013 / 914 617 383

Segunda, 06 Setembro 2010 08:55

Cluny - A Língua das Pedras

Escrito por Visões Úteis

De 7 a 12 de Setembro o Visões Úteis apresenta em Cluny (França) uma instalação multimédia que integra o evento “Toute l'Europe à Cluny”, encerramento oficial das comemorações dos 1100 de Cluny.

Espalhada pelos 6 pisos da medieval Tour des Fromages, a instalação “A Língua das Pedras” compreende vídeo, som, intervenções plásticas e um interface digital. Tudo inspirado no material recolhido pela equipa do Visões Úteis durante duas viagens nos passados meses de Fevereiro e Março a quase 20 sítios cluniacenses de França, Alemanha, Itália e Suíça.

 

Com "A Língua das Pedras" procuramos desenvolver algo como uma cartografia espiritual da herança de Cluny na Europa contemporânea e devolver à cidade de Cluny os vestígios de um legado imaterial que há 1100 anos se dispersou por todo o continente. Realçamos a abordagem transdisciplinar e multimedial da comunicação que a Ordem desenvolveu e o modo como o próprio projecto da construção europeia encontra no projecto de Cluny um espelho fiel.

  

Este trabalho servirá ainda de inspiração ao projecto “Viagens com Alma” que o Visões Úteis irá desenvolver em Portugal, a convite da Diocese do Porto, a partir de Outubro próximo e até ao finalde 2011.

  

 

A Língua das Pedras

37ª criação Visões Úteis

 

Uma co-produção Visões Úteis / Cluny 2010 : Ville de Cluny et Fédération des sites Clunisiens

 

Direcção – Ana Vitorino e Carlos Costa

Instalação Digital – entropiadesign/ João Martins com Ilustração e Animações de João Tiago Fernandes, Interpretação de Diogo Dória, Fotografias de Paulo Pimenta, Montagem Vídeo de Alexandre Araújo

Instalação e Intervenções Plásticas –Inês de Carvalho com Apoio à Construção de Daniel Teixeira

Instalação Vídeo – Michele Putortì com Interpretação de Ana Vitorino e Carlos Costa

Banda Sonora e Sonoplastia – João Martins

Tradução – Maria Antónia Reis

Coordenação Técnica – Luis Ribeiro

Assistência Técnica - Romaric Bute (Cluny 2010 / Association Paille à son)

Produção Executiva – Joana Neto / Mélanie Garziglia (Cluny 2010)

Assistência de Produção – Helena Madeira

Design Gráfico – entropiadesign a partir de imagem de Ricardo Lafuente

Produção - Visões Úteis / Cluny 2010

 

 

Apoios: Office de Tourisme de Cluny, Amis de Cluny 

Segunda, 02 Agosto 2010 12:16

Desmente a gente se ria...

Escrito por Visões Úteis

Em 1997 viajámos pela mão do António Feio à Ilha do Corvo, numa adaptação (sua) de um texto de Martin McDonagh. Um texto simultaneamente comovente e hilariante, um trabalho com muitas risadas garantidas.
Primeiro ensaio, primeiro acto, cena 1: As actrizes entram em cena e proferem as duas primeiras frases do texto. O encenador levanta-se e diz calmamente: “Ok. Vamos parar.”
Mau– pensamos– a este ritmo não chegamos à estreia!
O António põe-se ao nosso lado e mostra-nos porque é que estamos a começar mal. Mostra-nos com o corpo, mostra-nos com os olhos, porque antes de ser encenador ele é um actor que encena. Não nos mostra “como se faz”, mostra-nos pessoas e emoções, e na sua figura alta e fininha vemos aparecer uma angustiada velhota de 60 anos, um puto armado em carapau-de-corrida, um solteirão coscuvilheiro de aldeia. E tudo começa a funcionar, e tudo começa a ser comovente e hilariante. E, apesar dos ocasionais empandeiranços e faralhanços, é um trabalho cheio de risadas– as nossas e depois as do público. Desmente a gente procure o rigor e a verdade e (sempre) o prazer de fazer.

“O António Feio deixou-nos para sempre.”

Nós aqui preferimos meter uma sardinha...

O António Feio vive para sempre.

Obrigado!

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O Visões Úteis é uma estrutura financiada

Ministério da CulturaDireção Geral das Artes

O Visões Úteis é membro

Plateia - Associação dos Profissionais das Artes Cénicas IETM - International Network for Contemporary Performing Arts Anna Lindh Foundation

Visões Úteis é associado

Associação dos Amigos do Teatro da Liberdade da Palestina - The Freedom Theatre e ZERO - Associação Sistema Terreste Sustentável