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Tudo o que queria saber sobre o financiamento da actividade do Visões Úteis
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Artistas Associados

Artistas Associados (10)

O Visões Úteis acolhe, em programas bienais, artistas performativos emergentes e artistas performativos próximos da reforma, numa associação em que pretendemos reforçar laços de solidariedade inter-geracional e partilhar os nossos recursos, práticas e experiências em termos de produção. A condição de Artista Associado ao Visões Úteis permite beneficiar de apoios muito variados. A associação de artistas promove a confiança entre agentes do espectáculo, o trabalho em rede e o desenvolvimento profissional e artístico das Artes Performativas a nível local.

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Comentário à entrevista da Senhora Ministra da Cultura ao jornal Público


A Senhora Ministra da Cultura debruçou-se hoje, em entrevista ao jornal Público, sobre os cortes orçamentais que vão afectar o seu Ministério, e em particular a Direcção Geral das Artes. Naturalmente a generalidade dos artistas e agentes culturais está profundamente consciente da solidariedade e esforço que neste momento se exige a todos os sectores de actividade em Portugal. Mas o que espanta nas declarações da Senhora Ministra é a ligeireza com que recupera discursos do passado, ignora as dificuldades com que no presente se tem debatido uma Direcção Geral do seu Ministério e projecta o futuro a partir de premissas erradas. Vejamos:

- A Direcção Geral das Artes está há meses paralisada pela falta de recursos para responder a um quotidiano cada vez mais litigioso: Mesmo no conturbado panorama nacional é inédita esta situação em que o Verão chega sem que os concursos anuais e pontuais, referentes ao ano em curso, não estejam resolvidos. E se a DGArtes já não consegue trabalhar com os recursos que tem, é verdadeiramente difícil imaginar que conseguirá funcionar com menos.

- Os concursos públicos não são uma “carga”, como classifica a Senhora Ministra, mas uma garantia de transparência na gestão do dinheiro dos contribuintes e uma condição indispensável para a normal renovação do tecido criativo. Seja todos os anos, seja de dois em dois ou de quatro em quatro, não há razão válida para justificar que os concursos deixem de ser para todos e passem a ser só para alguns.

- A Senhora Ministra confunde a sua anterior actividade profissional com as condições em que os seus empregadores desenvolviam os respectivos projectos: um artista pode ter um contrato e por isso não ser, em termos jurídicos, apoiado financeiramente pelo estado. Mas isso não quer dizer que não o seja em termos económicos, sempre que a sua entidade patronal seja apoiada financeiramente pelo estado. E o que se diz para o artista pode dizer-se também para o Professor Universitário, para o Médico de um Hospital Público ou para o General das Forças Armadas. A argumentação da Senhora Ministra anda muito perto do falacioso.

- A Senhora Ministra persiste – é pelo menos a segunda vez este ano – em alinhar o seu discurso pelo da direita francesa, tentando lentamente substituir a ideia de “uma cultura para todos” - condição de cidadania plena e património da esquerda portuguesa ao longo das últimas décadas – pela ideia de “uma cultura para cada um” - virada para a lógica do mercado e cara às tendências liberais na Europa.


Ou a Ministra da Cultura muda o assessor que lhe dita estes discursos... ou o Primeiro Ministro tem que mudar esta Ministra da Cultura liberal que se infiltrou no governo socialista.


Porto, 25 de Junho de 2010
A Direcção do Visões Úteis

Quarta, 30 Junho 2010 05:54

Julho na estrada!

Escrito por Visões Úteis

Em Julho rumamos a Sul com os espectáculos "Boom & Bang" e "A Comissão"


“A Comissão”, a nossa mais recente criação, será apresentada em Évora no âmbito do Festival Escrita na Paisagem 2010 (Festival de Performance e Artes da Terra). São duas sessões no dia 15 Julho – às 18h00 e às 21h30 – na sala de reuniões do Hotel D.Fernando.


No dia 14 Julho a partir das 22h estaremos no Pátio das Romãs, Convento dos Remédios, para uma conversa pública sobre o trabalho que o Visões Úteis tem desenvolvido na área da Arte na Paisagem.

“A Comissão”
criação original de Ana Vitorino e Carlos Costa
Duração: 80 min
M12
Info: (+351) 22 200 6144



"Boom & Bang",
a nossa divertida explicação da crise financeira, continua na estrada, com três novas datas agendadas:

Dia 1 Julho (5ª) às 22h no Bar do Gil (antiga mercearia Prata) - Torres Vedras
Dia 2 Julho (6ª) às 22h no espaço da Sociedade de Instrução Musical de Porto Salvo - Oeiras
Dia 3 Julho (Sáb.) às 22h na sala 2 do antigo cinema Floresta Center - Sintra

Estas apresentações são feitas a convite do Bloco de Esquerda e integradas nas suas jornadas para a juventude.


“Boom & Bang”
a partir de “The Power of Yes”

de David Hare
Duração: 50 minutos
M12

Info: (+351) 22 200 6144


Terça, 20 Julho 2010 05:54

Noite no Terraço

Escrito por Visões Úteis


Antes de partirmos de férias, e enquanto vamos finalizando o projecto em torno da herança espiritual de Cluny, que em Setembro nos levará até França, despedimo-nos com um convívio no nosso terraço na Fábrica Social no próximo dia 23 de Julho (6ªfeira). Pode jantar connosco a partir das 20h00 (mediante reserva) ou aparecer mais tarde e passar uma noite descontraída, por entre teatro, música e até uma espreitadela às estrelas.
Encontramo-nos no terraço!

*Nota: Jantar 10,00€ / pessoa sob marcação prévia até dia 20 de Julho (3ªfeira).

Informações e Reservas
(+351) 22 200 6144
(+351) 93 176 5475
Fábrica Social
Rua da Fábrica Social, s/n
4000-201 Porto

Os gases do efeito estufa (GEE) ou gases estufa são substâncias gasosas que absorvem parte da radiação infra-vermelha, emitida principalmente pela superfície terrestre, e dificultam a sua emissão para o espaço, mantendo a Terra aquecida. O efeito estufa é um fenómeno natural. Esse fenómeno acontece desde a formação da Terra e é necessário para a manutenção da vida no planeta. No entanto o aumento dos gases estufa na atmosfera tem ultrapassado esse fenómeno natural, causando um aumento anormal da temperatura e consequentemente uma mudança climática que, segundo especialistas, pode ser potencialmente catastrófica.

O nível actual de emissão de gás carbónico na atmosfera é o mais elevado dos últimos 420 mil anos. Os oito anos mais quentes da História ocorreram na última década. Os GEE são os grandes responsáveis pelas mudanças climáticas no nosso planeta, em especial pelo aquecimento global, que está a provocar incêndios florestais, mudança das correntes marítimas, degelo e elevação do nível dos oceanos. E entre os gases do efeito estufa que estão a aumentar de concentração, o dióxido de carbono CO2, o metano CH4 e o óxido nitroso N2O são os mais importantes.

Ao introduzir uma taxa carbono no seu orçamento anual de despesas, o Visões Úteis espera contribuir, de uma forma positiva e activa, não só para a consciencialização do problema das emissões e gases estufa, mas também, de uma forma directa, para apoiar entidades que se dediquem à preservação do meio ambiente e sustentabilidade energética.

Este é um custo pelo qual insistimos em nos responsabilizar e que se aplica não só a qualquer tipo de deslocação susceptível de produzir gases estufa, nomeadamente automóvel e avião, mas também ao consumo corrente de energia nas nossas instalações. Deste modo procedemos, desde 2009, ao cálculo anual da emissão de gases associada ao desenvolvimento da nossa atividade e consideramos essa pegada ecológica como um custo que a produção obrigatoriamente assume, comprometendo-nos a contribuir, em igual medida, para projetos cuja atividade permita reduzir as emissões mundiais de carbono. O objetivo é um equilíbrio entre as nossas emissões e as nossos contribuições, para que, através desta aquisição informal de créditos de carbono, a atividade do Visões Úteis seja o mais ecológica possível. E para contabilização desta nossa Taxa Carbono utilizamos padrões internacionais de referência.

Em 2017, último ano contabilizado, a atividade do Visões Úteis originou a emissão de 4,81 toneladas de Gases de Efeito de Estufa (0, 845 toneladas referentes ao consumo de combustível, 3,722 toneladas referentes a viagens aéreas e 0,243 toneladas referentes ao consumo de energia elétrica). A compensação destas emissões exigiu – como valor de referência - a plantação de 31 árvores, com um custo de 159,79 euros.

O Visões Úteis contabiliza a sua pegada carbono, recorrendo à calculadora da Iniciativa Verde, O  valor relativo à compensação das emissões foi entregue por nós à QUERCUS.

"A Quercus é uma Organização Não Governamental de Ambiente (ONGA) portuguesa fundada a 31 de outubro de 1985. É uma associação independente, apartidária, de âmbito nacional, sem fins lucrativos e constituída por cidadãos que se juntaram em torno do mesmo interesse pela Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais e na Defesa do Ambiente em geral, numa perspectiva de desenvolvimento sustentado.A Associação designa-se Quercus por ser essa a designação comum em latim atribuída aos Carvalhos, às Azinheiras e aos Sobreiros, árvores características dos ecossistemas florestais mais evoluídos que cobriam o nosso país e de que restam, atualmente, apenas relíquias muito degradadas.

Ao longo dos anos, a Quercus tem vindo a ocupar na sociedade portuguesa um lugar simultaneamente irreverente e construtivo na defesa das múltiplas causas da natureza e do ambiente. O seu âmbito de ação abrange hoje diversas áreas temáticas da atualidade ambiental, onde se incluem, além da conservação da natureza e da biodiversidade, a energia, a água, os resíduos, as alterações climáticas, as florestas, o consumo sustentável, a responsabilidade ambiental, entre outras. Este acompanhamento especializado é, em grande parte, suportado pelo trabalho desenvolvido por vários grupos de trabalho e projetos permanentes.

Este estatuto foi progressivamente conquistado através de uma conduta atenta ao real, sem perder o ponto de referência fundamental dos princípios, nem se afastar das necessidades de complementar a denúncia crítica com o esforço para a construção de consensos na sociedade portuguesa, sem os quais nenhum efetivo modelo de desenvolvimento sustentável será possível no nosso país.Uma das características da Quercus é a sua descentralização, através dos 18 Núcleos Regionais espalhados um pouco por todo o país, incluindo as regiões autónomas dos Açores e da Madeira, que acompanham a realidade ambiental e realizam atividades de sensibilização no seu raio geográfico.
Em 1992, a Quercus recebeu o Prémio Global 500 das Nações Unidas e o título de membro honorário da Ordem do Infante D. Henrique, atribuído pelo Senhor Presidente da República, Dr. Mário Soares."
fonte: www.quercus.pt

Finalmente, e para além da Taxa Carbono, o Visões Úteis promove boas práticas ambientais não só em termos quotidianos mas também relativamente à reciclagem de cenografias e equipamentos, sendo uma entidade credenciada, junto da Câmara Municipal do Porto, para deposição de materiais em ecocentros.

O próximo período de candidaturas decorre entre 1 de Outubro e 30 de Novembro de 2010 e refere-se à Associação durante os anos de 2011 e 2012. Não existem formalidades especiais e as linhas de orientação são as seguintes:

  1. Podem candidatar-se artistas performativos, portugueses ou estrangeiros, em nome individual ou colectivo (formal ou informalmente organizados) que estejam a iniciar actividade profissional, sediada na área do Grande Porto.
  2. O Artista Associado será apoiado nos mais diversos níveis da sua actividade produtiva:
    • espaço de ensaios
    • apoio à direcção de produção, produção executiva, secretariado de produção, coordenação técnica e comunicação
    • apoio na pesquisa de financiamento e elaboração das respectivas candidaturas
    • apoio financeiro à produção
    • cedência de material técnico
    • envolvimento privilegiado (como formador) nas actividades do nosso Serviço Educativo
  3. Apesar de o processo de Associação poder naturalmente gerar algum tipo de cumplicidade artística, esta não é objectivo prioritário da iniciativa, pelo que o Artista Associado conserva uma plena autonomia estética.
Última modificação em Terça, 20 Julho 2010 01:02

A Companhia Erva Daninha surge no ano de 2006 e instala-se na Fábrica da Rua da Alegria (Porto), espaço cedido pela Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo. Nasce de uma vontade de explorar as técnicas teatrais físicas em cruzamento com outras áreas artísticas como o circo, a música, as artes plásticas e tecnológicas seguindo uma estética contemporânea.

Membros permanentes:
Ana Vargas
, Gilberto Oliveira, Julieta Guimarães, Romeu Guimarães e Vasco Gomes.

Criações anteriores:
Fio Prumo (2009), Trinspira (2009), Noites Brancas (2008), Um acordar cinzento e cheio de sono (2008), Uma história qualquer (2007), Casa de banho (2006).

 

Noites Brancas, Erva Daninha

www.companhiaervadaninha.blogspot.com

Última modificação em Terça, 20 Julho 2010 00:53

O Visões Úteis foi fundado no Porto em 1994, por um grupo de pessoas que, anos antes, se tinha cruzado na Universidade de Coimbra e em particular num grupo de teatro universitário: o CITAC – Círculo de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra.

Esta matriz informal dá origem, já no Visões Úteis, a um primeiro ciclo de trabalho, entre 1994 e 1999, visando a absorção das mais diversas influências, em que é  central a aposta em encenadores convidados (Paulo Lisboa, Paulo Castro, Carlos Curto, João Paulo Seara Cardoso, António Feio, Diogo Dória e José Wallenstein), levando à cena um vasto leque de autores como Genet, José Gomes Ferreira, Dostoievski, Ionesco, Gregory Motton, Beckett, Kafka ou Al Berto, e colaborando com os principais programadores da época como a Culturgest, o Centro Cultural de Belém e o Teatro Nacional de São João.

Entre 1999 e 2008, poderemos apontar um segundo ciclo de trabalho, orientado pela necessidade de pesquisa e laboratório. Predominam então os trabalhos dirigidos pelos responsáveis artísticos da companhia e a criação dramatúrgica ganha especial relevo. Neste período destaca-se a abordagem a autores como Kafka, Tonino Guerra, Tchekov, Pirandello, Gregory Motton, Bohumil Hrabal, Ibsen, Juan José Millàs, Gemma Rodriguèz, bem como a regular edição dos textos produzidos. Mas importa salientar, sobretudo, a crescente importância de espectáculos completamente originais e de uma metodologia de escrita de cena que se vai sedimentando ao longo da década

Desde a fundação que a actividade se desdobrou em diversos projectos, paralelos à criação e itinerância de espectáculos de teatro, que desde sempre traduziram o desejo de confronto com outras áreas artísticas– através da organização de encontros de criadores e da produção de exposições e concertos– e com públicos distantes da produção artística– apresentação de espectáculos em estabelecimentos prisionais, em pequenas localidades do interior e em diferentes espaços urbanos, trabalho com crianças e jovens de áreas carenciadas e com público escolar. Esta diversificação passou também pelo rápido enquadramento dos novos processos digitais de criação, organização e difusão de conteúdos, pelo início da criação em áreas transdisciplinares e pelo progressivo desejo de internacionalização.

Em 2001 o Visões Úteis recebeu a Medalha de Ouro de Mérito Cultural da Cidade do Porto, em reconhecimento da sua acção artística junto de públicos diversificados; E no mesmo ano deslocou-se ao Parlamento Europeu, onde apresentou, a convite da Comissão de Cultura, uma comunicação sobre o seu percurso pessoal em articulação com uma ideia de cultura e acesso à cultura na Europa.

Entretanto, e a partir de 2001, o projecto artístico alargou-se progressivamente a trabalhos sobre a paisagem urbana que têm conhecido uma progressiva internacionalização, nomeadamente através de parcerias com instituições prestigiadas de Espanha, França e Itália. E, ao longo da década, os trabalhos sobre a paisagem urbana começaram também a abrir caminho para processos de criação no âmbito da arte comunitária que têm sido acompanhados por um crescente reconhecimento da crítica e dos públicos, sempre em companhia de instituições como o Teatro Nacional de São João ou o Teatro Nacional Dona Maria II.

A partir de 2009, e com a mudança de instalações para a Fábrica Social, a equipa permanente cresce de forma a permitir um trabalho quotidiano cada vez mais estruturado e dinâmico. Esta situação apresenta-se hoje como um convite a novas formas de organização dos processos criativos (numa multiplicação de oportunidades para todos os criadores envolvidos), a uma acrescida capacidade de produção e a um envolvimento permanente com a comunidade.

Hoje o Visões Úteis é um projecto artístico marcadamente de autor que se produz a si próprio, um projecto pluridisciplinar, com uma direcção partilhada e assente em metodologias de trabalho colaborativas que convocam uma especial participação de toda a equipa artística; Metodologias que corporizam os novos paradigmas das artes performativas na Europa e nos Estados Unidos da América, e a que normalmente se associa, em Portugal, a designação de “colectivo Visões Úteis”.

No Visões Úteis o projeto estético continua a crescer em sintonia com uma forte motivação ética– poderemos mesmo dizer política–  numa constante reflexão acerca do sentido contemporâneo de fazer arte e teatro, que quotidianamente marca as opções de trabalho e agudiza a consciência da responsabilidade social e política para com as comunidades envolventes. Consciência esta que hoje exige a presença permanente de um Serviço Educativo, um espaço onde as metodologias de trabalho da arte contemporânea possam também ser ferramentas de reflexão e autonomia da população em geral, e em particular de todos aqueles que vivem nas periferias, sejam estas de geografia, género, geração, cultura ou etnia.

O núcleo do Visões Úteis é a criação artística, mas a sua atividade espalha-se também por outros domínios como a programação (através da associação de artistas juniores e seniores), a circulação nacional e internacional, a edição (digital, em livro e em DVD), o desenvolvimento de públicos (através do referido Serviço Educativo), a investigação (através de parcerias com Universidades e centros de investigação cientifica creditados) e a formação da equipa. 

Direção Artística é de Ana Vitorino, Carlos Costa e João Martins que, através dos seus ricos e transversais percursos de formação e experiência, garantem a pluridisciplinaridade e transversalidade de um projecto artístico que, até ao final de 2017 criou e produziu 42 espetáculos de teatro, 11 trabalhos na área da Arte na Paisagem e cinco festivais/encontros de criadores.

Visões Úteis é membro da PLATEIA – Associação de Profissionais das Artes Cénicas, do IETM – International Network for Contemporary Performing Arts e da Fundação Anna Lindh.

Visões Úteis é uma estrutura financiada pela Direcção Geral das Artes do Governo de Portugal.

Como se financia o Visões Úteis?

Visões Úteis é financiado pelo Estado Português através da Direção Geral das Artes. Este financiamento é vital para o desenvolvimento da nossa actividade e representa cerca de 50% do nosso orçamento anual. O Estado Português financia a criação artística por a considerar um bem público, tal como a saúde, a educação, o ambiente, a agricultura, a segurança ou a defesa nacional. E o financiamento dos bens públicos permite o seu desenvolvimento sem o constrangimento da lógica dos mercados. Isto permite, no caso da criação artística, que esta evolua num permanente gesto crítico do mundo e de forma acessível à generalidade da população. Basicamente o Visões Úteis é um privado que exerce, do ponto de vista das finanças públicas, uma actividade semelhante à de uma universidade, hospital ou força policial.

Os restantes 50% das receitas do Visões Úteis tem origens muito diversas, a saber:

  • Coproduções: Entidades nacionais e estrangeiras que decidem, antecipadamente, suportar parte (eventualmente a totalidade) do custo de um projecto. Podemos aqui encontrar teatros, fundações, federações, instituições de ensino, municípios e até a a União Europeia (programas Europa Criativa e Erasmus +) num cruzamento complexo de (mais) capital público e privado. Mas sempre justificado pelo cruzamento dos objectivos dessas entidades com os do Visões Úteis.

  • Vendas: Uma situação relativamente simples em que uma entidade (pública ou privada) compra um espectáculo/actividade do Visões Úteis porque o deseja apresentar ao seu público. Pode ser uma entidade que programa regularmente (um teatro municipal ou um Festival, por exemplo), pontualmente (uma instituição de ensino ou município, por exemplo) ou mesmo esporadicamente (um evento avulso ou até mesmo, e a título completamente particular, uma pessoa em nome individual, por exemplo). Pelo que se vê, também aqui se cruzam dinheiros públicos e privados.

  • Apoios: Trata-se, essencialmente, de entidades privadas que prestam serviços gratuitamente ou oferecem/emprestam produtos. Isto a troco da menção pública do referido apoio. Estas entidades optam por este envolvimento, essencialmente, por considerarem que o mesmo beneficia a sua imagem.

  • Mecenato: A cultura empresarial e o regime fiscal vigente não facilitam o funcionamento deste tipo de financiamento (pelo menos à escala em que se desenvolvem os nossos projetos, relativamente pequena). Ainda assim podemos apontar um recente caso de sucesso, no âmbito de um projeto de aplicação das artes à Terapêutica do Síndroma de Asperger.

  • Outras receitas: Incluem-se aqui as receitas de bilheteira, as propinas dos cursos do nosso Serviço Educativo, a venda de publicações e merchandising e alguma eventual prestação de serviços relacionada com as competências/recursos próprios da nossa equipa (aluguer de material, formação etc). Naturalmente, e considerando o esforço já feito pelos cidadãos/contribuintes no financiamento do  serviço público de que somos agentes, as possibilidades de crescimento deste item são auto-limitadas, não se aplicando aqui a lógica pela qual se guiam os agentes ou entidades de cariz comercial.

 

Quem controla a nossa gestão do dinheiro público (o seu dinheiro)?

Anualmente o Visões Úteis elabora relatórios (intercalares e finais) de actividades e contas para a Direção Geral das Artes. E o nosso trabalho é fiscalizado de perto pela Direção Regional de Cultura do Norte (e por uma Comissão de Acompanhamento) que garante que a nossa actividade cumpre o acordado com o Estado, nos termos dos respectivos concursos públicos e contratos.

As demais contratações, nomeadamente com entidades públicas, são também sujeitas a contratos, relatórios e prestação de contas e dependem, em grande parte dos casos, da comprovação de situação regularizada perante finanças e segurança social.

A Contabilidade do Visões Úteis é organizada nos termos legais por uma empresa do sector (a SSC, Gestão e Contabilidade) Todos os movimentos são documentados e susceptíveis de verificação pelas entidades competentes.

O Visões Úteis, em termos jurídicos, é uma Associação Cultural de Direito Privado e sem fins lucrativos. E está, nos termos legais, isento de IRC e IVA. Em termos práticos - e no que diz respeito ao IVA - o Visões Úteis é um consumidor final, suportando o imposto sem direito a qualquer devolução sempre que compra; mas não faturando imposto quando vende.

O Visões Úteis é uma Pessoa Colectiva de Utilidade Pública nos termos do Despacho nº11156/2010 de 25 de Junho de 2010 do Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, publicado em Diário de República, 2ª série - Nº131 - a 8 de Julho de 2010.

O Visões Úteis tem a sua situação regularizada com o Fisco e com a Segurança Social.

 

Quer apoiar a actividade do Visões Úteis?

Antes de o fazer deve lembrar-se que já a apoia através dos impostos que paga e que pode prolongar esse esforço simplesmente através da compra, por exemplo, de um bilhete.

E se pretender participar ainda mais na nossa atividade poderá - na sua declaração de IRS - consignar 0,5% dos impostos que paga para apoiar a nossa atividade. Desse modo estará a coproduzir diretamente o nosso plano de atividade. Para isso basta que na declaração, na folha de Rosto do Modelo 3, preencha o quadro 11 e no campo 1103 coloque o nosso NIF 503 285 315. Mas não deixe de recordar que são imensas e notáveis as entidades a quem pode consignar 0,5% do seu IRS; falamos não só de organizações do setor cultural mas também de organizações ligadas à saúde, direitos humanos, ambiente etc... portanto pense duas vezes antes de inserir um NIF para consignação.

Entretanto, se pretender mesmo tornar-se um mecenas do Visões Úteis , deverá contactar-nos para discutirmos a melhor forma de o fazer e o respetivo enquadramento fiscal.

Em Outubro e Novembro este monólogo a partir de Juan José Millàs e interpretado por Pedro Carreira estará em cena em Coimbra, Castelo Branco, Gouveia e Porto

Hoje às 21h30 estamos na Oficina Municipal de Teatro em Coimbra.
Quarta, 14 Abril 2010 03:24

Muna no Teatro Helena Sá e Costa

Escrito por
MUNA aterra novamente no Porto!

MUNA, o estranho mundo que o Visões Úteis criou em 2008, em colaboração com os Teatros Nacionais S. João (18 a 29 de Junho de 2008: Teatro Carlos Alberto no Porto) e Dona Maria II (14 a 26 de Outubro de 2008: Sala Estúdio do Teatro Nacional D. Maria II em Lisboa), está de regresso ao Porto.

As crianças poderão iniciar a viagem já hoje mas
os adultos ainda terão que esperar até sexta-feira.






De 19 a 24 Outubro no Teatro Helena Sá e Costa
Versão para Infância [M4]

e
Versão para Adultos [M12]

Reservas 225189982 / 225189983


Horários
Seg a Sex (p/ escolas)
10h30 + 15h00 [M4]

Sex
21h30 [M12]

Sáb
16h30 [M4] | 21h30[M12]



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O Visões Úteis é uma estrutura financiada

Ministério da CulturaDireção Geral das Artes

O Visões Úteis é membro

Plateia - Associação dos Profissionais das Artes Cénicas IETM - International Network for Contemporary Performing Arts Anna Lindh Foundation

Visões Úteis é associado

Associação dos Amigos do Teatro da Liberdade da Palestina - The Freedom Theatre ZERO - Associação Sistema Terreste Sustentável