Visões Úteis

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Criações

Desde 1994, o Visões Úteis criou cerca de 40 espectáculos de teatro e criou também para outros suportes, designadamente audiowalks, pelo que apresentamos parte deste trabalho como Performance na Paisagem.

"trans/missão" Design: João Martins Foto: Paulo Pimenta

                                                                                                 Design: João Martins Foto: Paulo Pimenta


"Era após Era, de Messias em Messias, ora o nariz empinado, ora a cabeça baixa. Mas sempre em rebanho. Cá vamos indo, não é?"


Sinopse


Em "trans/missão" um músico e um dramaturgo abrem ao público o seu processo de trabalho numa ópera que se pretende revolucionária: uma criação que questiona precisamente as dificuldades de organização e mobilização dos coletivos - seja uma equipa artística, uma comunidade ou todo um povo... de que o português é um especial bom exemplo.
Mas, ao longo desta apresentação pública, torna-se evidente a própria dificuldade de colaboração entre os dois artistas, que entram numa rota de colisão que ameaça destruir todo o projeto!

  

"trans/missão" é um espetáculo híbrido, que junta música e teatro, e onde o processo colaborativo artístico é utilizado como espelho das marcas de uma identidade nacional, que parece estar fadada à não-inscrição e à dificuldade de mobilização.  Partindo do diagnóstico traçado por obras como "Portugal Hoje, o Medo de Existir" de José Gil, a peça explora com humor a tensão entre o pensar e o agir, e a nossa aparente incapacidade de passar dos diagnósticos à mudança concreta.

"trans/missão" é uma coprodução Visões Úteis / Teatro Municipal do Porto e contou ainda, no seu processo de criação, com uma série de parcerias e colaborações muito especiais, nas áreas da Música (NEFUP, Sonoscopia, Porta-Jazz, Ensemble Super Moderne) Fotografia (Paulo Pimenta e Fotógrafos convidados pelo Mira Forum) e Sociologia (Departamento de Sociologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto).


Texto e Direção
Ana Vitorino, Carlos Costa, João Martins

Banda sonora original e Sonoplastia

João Martins  

Fotografia
Paulo Pimenta
e Acúrcio Moniz, Adelino Marques, Antonieta Monteiro, Celso Rocha, Cláudia Fernandes, Dania Marques, Joana Gaio, João Hernâni Tavares, José Manuel Esteves, Luisa Malheiro Rodrigues, Manuela Matos Monteiro, Manuela Vaz António Gonçalves e Salomé Carvalho (Mira Forum com curadoria de Manuela Matos Monteiro)

 Ilustração para tatuagem
Pedro Oliveira

 Ilustração e Modelos em papel
Cláudia Escaleira
 

Kit eletrónico
Ricardo Lameiro
 

Interpretação
Carlos Costa e João Martins
e ainda (em off) Ana Azevedo, Arsélio Martins, Cristóvão Carvalheiro, Inês Carreira, Isabel Damião, João Mendonça, João Ricardo, José Carlos Coelho, Pedro Carreira, Mariana Martins, Marina Freitas, Sara Fernandes

Colaborações musicais
Sonoscopia: Alberto Lopes, Gustavo Costa, Henrique Fernandes e João Ricardo

Ensemble Super Moderne: José Soares - sax alto; José Pedro Coelho - sax tenor; Rui Teixeira - sax barítono, clarinete baixo; Paulo Perfeito - trombone; Eurico Costa - guitarra; Carlos Azevedo - piano; Miguel Ângelo - contrabaixo; Mário Costa - bateria, percussão;

NEFUP: Adelaide Soares, Adelino Geraço, Adriana Costa, Armanda Sousa, Armando Dourado, Belisanda Cavaleiro, Bruno Costa, Carlos Cal Brandão, Carmo Pacheco, Cláudia Monteiro, Conceição Aguiar, Fátima Teixeira, Fernando Fangueiro, Filomena Teixeira, Helena Queirós, Inês Loureiro, Isabel Reis, Joana Paulo, João Dias, Joaquim Reis, Jorge Alçada, José Ferreira, José Fróis, José Gabriel, Lígia Milheiro, Luís Monteiro, Luis Pacheco, Luís Ramos, Mafalda Pinto, Manuel Friães, Marcelino Couto, Márcia Santos, Margarida Luz, Maria José Rocha, Paula Silva, Rita Pacheco, Rita Sousa, Rogério Pinto, Silvério Meireles, Teresa Ruiz, Vasco Ferreira

O texto inclui citações de Álvaro Cunhal, Anónimo com username Argala, Che Guevara, Ho Chi Minh, Isabel do Carmo, John Perry Barlow, José Gil, Manuel António Pina, Nelson Mandela, Susan George, The Mentor
A banda sonora inclui as citações “Cantiga sem Maneiras” de José Mário Branco/GAC, “Nós de cá e Vós de lá” tradicional de Arouca e “A Internacional” de Pierre De Geyter

Coordenação de produção
Marina Freitas

Coprodução
Visões Úteis / Teatro Municipal do Porto

Parcerias
Departamento de Sociologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Mira Forum, NEFUP- Núcleo de Etnografia e Folclore da Universidade do Porto, Porta-Jazz, Sonoscopia, Teatro de Ferro


"trans/missão"
estreou a 21 de maio de 2015 no Teatro Municipal do Porto / Rivoli - Auditório Isabel Alves Costa onde esteve em cena até dia 24 de maio. A 26 de junho fez mais uma apresentação no Porto, desta feita no Espaço Mira Forum (Campanhã).
Desde então o espetáculo apresentou-se em Setúbal, Praia de Mira, Aveiro, Lanheses, Paredes de Coura, Barcelos, Coimbra, Vila Real, na Festa do Avante! 2017 (Seixal) e em Évora. 
Em 2017,
no âmbito do projeto "Reclaim the Future", o espetáculo foi adaptado na Suécia pela companhia Teatermaskinen, estreando a 20 de junho; esta versão foi ainda apesentada em língua inglesa no Porto a 14 de julho aquando do evento português de "Reclaim the Future" - "Exige o Futuro".
Em 2018 a versão original de "trans/missão"  será traduzida para inglês e adaptada a contextos internacionais, com apresentações já agendadas para 26 e 27 de Abril no Porto (no âmbito do Plenário da Primavera do IETM) e para Agosto na Escócia (Hébridas Exteriores).

Continua disponível para itinerância.

Vídeo relacionado

Última modificação em Terça, 17 Abril 2018 23:35

"Biodegradáveis" Design: Joana Moteiro e Paul Hardman

                                                                                                                 design: Joana Monteiro e Paul Hardman

 

"Temos de nos abrigar. O que vem aí é muito mau. É muito pior do que isto."

 


Sinopse

:
"Biodegradáveis"
- uma coprodução com o Teatro Nacional São João, com a colaboração dos laboratórios Grupo 3B’s (Universidade do Minho) e IPATIMUP (Universidade do Porto)

Uma reflexão sobre os efeitos da passagem do tempo sobre os corpos, o modo como lidamos com a nossa finitude, enquanto homens e enquanto espécie, e a influência dos avanços tecnológicos e científicos na forma como nos vemos e nos definimos (e redefinimos) enquanto humanos.

"Biodegradáveis" parte de uma reflexão em torno dos limites da Biologia humana e do contacto próximo com investigadores científicos, para chegar, com uma saudável dose de humor à mistura, a uma celebração da contínua renovação da vida.

"A transformação em palco, seja de veteranos, seja de jovens, famosos ou desconhecidos, não cessa de deslumbrar. A actuação é pessoal, ao ponto de confundir o espectador sobre os limites convencionais da ficção e realidade, como não pode deixar de ser sempre que a actuação é boa."   Jorge Louraço Figueira in Jornal Público


Biodegradáveis
45ª criação Visões Úteis

texto e direção
Ana Vitorino, Carlos Costa

cenografia e figurinos
Inês de Carvalho

banda sonora original, sonoplastia, grafismos e vídeo
João Martins

desenho de luz
José Carlos Coelho

cocriação
Catarina Ribeiro Santos e Cristóvão Carvalheiro (Porta 27)

coordenação de produção
Marina Freitas

interpretação
Ana Vitorino, Carlos Costa
, Catarina Ribeiro Santos, Cristóvão Carvalheiro

coprodução
Visões Úteis, TNSJ

colaboração
Ipatimup – Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto, Grupo 3B’s - Biomateriais, Biodegradáveis e Biomiméticos da Universidade do Minho

apoio
Adão Oculistas, Ornimundo

duração aproximada
1h30

classificação etária
M/16 anos

"Biodegradáveis" estreou a 6 de novembro de 2014 no Teatro Carlos Alberto (Porto), onde esteve em cena até dia 16. Continua disponível para itinerância.

Vídeo relacionado

Última modificação em Segunda, 31 Agosto 2015 15:47

"Estamos a escutar mas não estamos a ouvir. Estamos a trabalhar. Só nos interessa ajudá-lo."

 


Sinopse


Uma secção de análise de informação. Três analistas. Um grupo de sujeitos para testar e um nunca acabar de factos, dados e sinais para monitorizar, anotar, editar ou eliminar. Na mesa, um caso em aberto: uma estranha história que resiste à interpretação racional, onde um sujeito (ou serão vários?) parece constantemente passar de culpado a inocente, de herói a traidor.

Em "Ficheiros Secretos" falamos de espionagem moderna - aquela em que a ação humana no terreno foi sendo substituida pela vigilância de sinais eletrónicos. Olhamos para esta gigantesca rede de sinais e para aquilo que de verdadeiramente humano se esconde por detrás dela - a nossa contínua necessidade de guardar e descobrir segredos, o nosso fascínio por tudo o que não entendemos mas sentimos estar relacionado de algum modo enigmático, e o medo que nos pode fazer abrir mão das mais básicas noções de liberdade e intimidade.

 

"Isto são factos. E não há factos que possam mudar o mundo, apenas as interpretações desses factos. O Visões Úteis sabe disso e é isso que nos mostra nesta peça: a dificuldade da interpretação. Perante os factos, como interpretá‑los de uma forma que faça sentido, que permita agir? É sobre esta dificuldade, a dificuldade da interpretação, que se funda este espetáculo e, com a inteligência que caracteriza as produções da companhia, o Visões Úteis aborda essa dificuldade, usando as ferramentas clássicas do teatro para ajudar a situá‑la no contexto dos dilemas sociais que o teatro nasceu para retratar."

Jorge Palinhos
 

 

Ficheiros Secretos
43ª criação Visões Úteis

texto e direção
Ana Vitorino, Carlos Costa  

cenografia e figurinos
Inês de Carvalho

banda sonora original e sonoplastia
João Martins

desenho de luz
José Carlos Coelho  

cocriação
Pedro Carreira

colaboração na pesquisa
Ana Carvalho, Ricardo Lafuente/Manufactura Independente  

interpretação
Ana Vitorino, Carlos Costa, Pedro Carreira e ainda João Martins voz-off Arsélio Martins  

co-produção
Visões Úteis / TNSJ

duração aproximada
1h40

classificação etária
M/16 anos

 

"Ficheiros Secretos" estreou a 14 de novembro de 2013 no Teatro Carlos Alberto (Porto), onde esteve em cena até dia 24. Em Março de 2014 o espetáculo apresentou-se no Teatro Académico de Gil Vicente, em Coimbra.

Última modificação em Quinta, 05 Março 2015 15:40

"Se calhar não devíamos estar na rua..."

 

 

Sinopse

 

"Corpo Casa Rua" designa uma performance no espaço público que juntou 21 participantes, com idades entre os 8 e os 80 anos, pertencentes a quatro comunidades - os alunos das Aulas de Teatro do Serviço Educativo do Visões Úteis, alunos do Serviço Educativo do Balleteatro Escola Profissional, utentes seniores do Centro de Dia da Junta de Freguesia de Santo Ildefonso e reclusas do Estabelecimento Prisional de Santa Cruz do Bispo.

Durante 5 dias no mês de junho de 2013 os utilizadores do metro do Porto e o público em geral puderam cruzar-se com as "casas" e habitantes destas comunidades na Estação de Metro de São Bento (átrio principal) - numa performance que pretendeu gerar uma heterotopia, congregando num único espaço o que não está ou não pode estar junto à superfície. Um espetáculo de acesso gratuito e destinado a público de todas as idades.

Ao longo de três meses, "Corpo Casa Rua" reuniu 21 participantes de 4 grupos distintos, associados ao Serviço Educativo do Visões Úteis. Pretendemos, pela primeira vez, juntar a equipa artística do VU às comunidades que integram o nosso Serviço Educativo, num processo criativo em que as habituais metodologias de trabalho fossem forçadas a uma adaptação a contextos diversos, em termos sociais, culturais, económicos e geracionais. Na verdade, a experiência não seria completamente nova, porque há cerca de dez anos, e em colaboração com Isabel Alves Costa e o (extinto) Rivoli Teatro Municipal, já tínhamos arriscado algo parecido. Apenas parecido.
Desta vez, propusemo-nos a trabalhar uma vez por semana com cada um dos grupos: 4 crianças de uma turma de teatro do Serviço Educativo do Balleteatro, 6 seniores do Centro de Dia da Junta de Freguesia de Santo Ildefonso, 5 jovens da turma de teatro do Serviço Educativo do Visões Úteis e 6 mulheres reclusas no Estabelecimento Prisional de Santa Cruz do Bispo. E ao longo de 12 semanas fomos abordando exatamente as mesmas pistas de trabalho com cada grupo, partindo em cada semana de um motivo comum, mas necessariamente utilizando metodologias diferentes em cada contexto. E em comum, também, a necessidade de imaginar como seriam "os outros" - todos os nomes sem rosto -  de quem semanalmente cada grupo ouvia falar, mas que só conheceria na semana anterior às apresentações;

E assim fomos construindo um caleidoscópio em que se confundiam diferentes modos de definir identidade, tanto ao nível mais íntimo do Corpo - último reduto de cada um -  como ao nível do espaço público que partilhamos. E se nunca pretendemos tornar simples o que é complexo, também é verdade que nunca nos deixámos de surpreender com a imensa teia de consensos e antagonismos com que quotidianamente nos deparávamos, e cujos contornos se definiam por fatores (des)agregadores multiplos, em que a pedra de toque tanto podia ser a idade, o género, a biografia ou o contexto social.

E mais do que tentar expressar o visível - o que somos - tentamos paulatinamente expressar o invisível de que se tece o desejo do que gostaríamos de ser, ou de ter sido. Sempre imaginando que esta congregação de (im)possíveis se juntaria, num momento final, numa estação de Metro do Porto, criando assim uma heterótopia, na medida em que reuniria num mesmo espaço (subterrâneo) o que coexiste (à superfície) num mesmo tempo, mas nunca num mesmo espaço.

Não exageramos se dissermos que - nos quase 20 anos de atividade do VU -  este foi o processo criativo mais sujeito a contingências e transformações. Não só pela sua natureza em si - juntar o que não está junto - mas também pelo conturbado momento que o país atravessa e que nos levou a sucessivos cortes no orçamento da produção e um encaixe de sucessivos e incontroláveis fatores. E, a eleger o mais avassalador, teríamos que destacar as sucessivas convocações e desconvocações de greves pelo Corpo da Guarda Prisional, que constantemente conduziam ao encerramento de algumas das participantes nas suas celas durante 22 (!) horas por dia.

Por tudo isto, em "Corpo Casa Rua", ao fascínio deste processo criativo juntou-se uma muito particular obsessão com o produto, transformando-se este num desejo de efetivamente chegarmos todos juntos ao fim de um processo, que quotidianamente mostrava que tínhamos tudo para falhar, ou seja, para abandonarmos a convicção na possibilidade - ainda que transitória - da heterotopia.

Mas chegámos ao fim - ou melhor deveremos chegar ao fim. E, no seu final, acreditamos que "Corpo Casa Rua" se exprime de uma forma paradoxal: Por um lado, um processo centrado em consensos e numa noção de comunidade mais vasta do que o quotidianamente habitual; Por outro lado, um objeto em que, quase sempre, os consensos são preteridos pela convergência de ideias diferentes acerca do que partilhamos e do modo como o deveríamos fazer. Porque - e apesar de sermos todos tão "humanamente" parecidos em tantas coisas - a verdade é que todos pensamos de modo diverso.

Antes assim, em confronto aberto pela Praça de uma cidade que amamos, do que silenciados em nome de um consenso estúpido e hipócrita.

 

Corpo Casa Rua
42ª criação Visões Úteis

direção
Carlos Costa

dramaturgia
Ana Vitorino, Carlos Costa

cenografia, figurinos e adereços
Inês de Carvalho

cocriação e cocoordenação de participantes
Ana Azevedo

banda sonora original e sonoplastia
João Martins

desenho de luz
José Carlos Coelho

vídeo
Tiago Afonso

coordenação de produção
Marina Freitas

interpretação e cocriação
Ana Cardoso, Ana Coelho, Carla Sofia Martins, Carmen Gonçalves, David Coelho, Emanuel Costa, Fernanda Barros, João Paulo Lima, Leonor Quinta, Margarida Pinto, Maria Emília, Maria José Mendes, Martim Pinto Paiva, Patrícia Martins, Patrícia Susana Alves, Rita Ribeiro, Rute Andreia Nunes, Sissi Aubert, Teresa Alves Pires, Teresa Fernanda Ramalheira e Vitorino Neves.

apoio
Metro do Porto, Condaltom, Sempre Versátil

colaboração
Teatro Nacional São João, Balleteatro Escola Profissional, Estabelecimento Prisional de Santa Cruz do Bispo, Junta de Freguesia de Santo Ildefonso e Serviço Educativo do Visões Úteis

produção
Visões Úteis

"Corpo Casa Rua" apresentou-se de 17 a 21 de junho de 2013 na Estação de Metro de São Bento (átrio principal), no Porto.

Última modificação em Quinta, 12 Dezembro 2013 17:38
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O Visões Úteis é uma estrutura financiada

Ministério da CulturaDireção Geral das Artes

O Visões Úteis é membro

Plateia - Associação dos Profissionais das Artes Cénicas IETM - International Network for Contemporary Performing Arts Anna Lindh Foundation

Visões Úteis é associado

Associação dos Amigos do Teatro da Liberdade da Palestina - The Freedom Theatre ZERO - Associação Sistema Terreste Sustentável