Visões Úteis

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Criações

Criações

Desde 1994, o Visões Úteis criou cerca de 40 espectáculos de teatro e criou também para outros suportes, designadamente audiowalks, pelo que apresentamos parte deste trabalho como Performance na Paisagem.

"Estamos a escutar mas não estamos a ouvir. Estamos a trabalhar. Só nos interessa ajudá-lo."

 


Sinopse


Uma secção de análise de informação. Três analistas. Um grupo de sujeitos para testar e um nunca acabar de factos, dados e sinais para monitorizar, anotar, editar ou eliminar. Na mesa, um caso em aberto: uma estranha história que resiste à interpretação racional, onde um sujeito (ou serão vários?) parece constantemente passar de culpado a inocente, de herói a traidor.

Em "Ficheiros Secretos" falamos de espionagem moderna - aquela em que a ação humana no terreno foi sendo substituida pela vigilância de sinais eletrónicos. Olhamos para esta gigantesca rede de sinais e para aquilo que de verdadeiramente humano se esconde por detrás dela - a nossa contínua necessidade de guardar e descobrir segredos, o nosso fascínio por tudo o que não entendemos mas sentimos estar relacionado de algum modo enigmático, e o medo que nos pode fazer abrir mão das mais básicas noções de liberdade e intimidade.

 

"Isto são factos. E não há factos que possam mudar o mundo, apenas as interpretações desses factos. O Visões Úteis sabe disso e é isso que nos mostra nesta peça: a dificuldade da interpretação. Perante os factos, como interpretá‑los de uma forma que faça sentido, que permita agir? É sobre esta dificuldade, a dificuldade da interpretação, que se funda este espetáculo e, com a inteligência que caracteriza as produções da companhia, o Visões Úteis aborda essa dificuldade, usando as ferramentas clássicas do teatro para ajudar a situá‑la no contexto dos dilemas sociais que o teatro nasceu para retratar."

Jorge Palinhos
 

 

Ficheiros Secretos
43ª criação Visões Úteis

texto e direção
Ana Vitorino, Carlos Costa  

cenografia e figurinos
Inês de Carvalho

banda sonora original e sonoplastia
João Martins

desenho de luz
José Carlos Coelho  

cocriação
Pedro Carreira

colaboração na pesquisa
Ana Carvalho, Ricardo Lafuente/Manufactura Independente  

interpretação
Ana Vitorino, Carlos Costa, Pedro Carreira e ainda João Martins voz-off Arsélio Martins  

co-produção
Visões Úteis / TNSJ

duração aproximada
1h40

classificação etária
M/16 anos

 

"Ficheiros Secretos" estreou a 14 de novembro de 2013 no Teatro Carlos Alberto (Porto), onde esteve em cena até dia 24. Em Março de 2014 o espetáculo apresentou-se no Teatro Académico de Gil Vicente, em Coimbra.

Última modificação em Quinta, 05 Março 2015 15:40

"Se calhar não devíamos estar na rua..."

 

 

Sinopse

 

"Corpo Casa Rua" designa uma performance no espaço público que juntou 21 participantes, com idades entre os 8 e os 80 anos, pertencentes a quatro comunidades - os alunos das Aulas de Teatro do Serviço Educativo do Visões Úteis, alunos do Serviço Educativo do Balleteatro Escola Profissional, utentes seniores do Centro de Dia da Junta de Freguesia de Santo Ildefonso e reclusas do Estabelecimento Prisional de Santa Cruz do Bispo.

Durante 5 dias no mês de junho de 2013 os utilizadores do metro do Porto e o público em geral puderam cruzar-se com as "casas" e habitantes destas comunidades na Estação de Metro de São Bento (átrio principal) - numa performance que pretendeu gerar uma heterotopia, congregando num único espaço o que não está ou não pode estar junto à superfície. Um espetáculo de acesso gratuito e destinado a público de todas as idades.

Ao longo de três meses, "Corpo Casa Rua" reuniu 21 participantes de 4 grupos distintos, associados ao Serviço Educativo do Visões Úteis. Pretendemos, pela primeira vez, juntar a equipa artística do VU às comunidades que integram o nosso Serviço Educativo, num processo criativo em que as habituais metodologias de trabalho fossem forçadas a uma adaptação a contextos diversos, em termos sociais, culturais, económicos e geracionais. Na verdade, a experiência não seria completamente nova, porque há cerca de dez anos, e em colaboração com Isabel Alves Costa e o (extinto) Rivoli Teatro Municipal, já tínhamos arriscado algo parecido. Apenas parecido.
Desta vez, propusemo-nos a trabalhar uma vez por semana com cada um dos grupos: 4 crianças de uma turma de teatro do Serviço Educativo do Balleteatro, 6 seniores do Centro de Dia da Junta de Freguesia de Santo Ildefonso, 5 jovens da turma de teatro do Serviço Educativo do Visões Úteis e 6 mulheres reclusas no Estabelecimento Prisional de Santa Cruz do Bispo. E ao longo de 12 semanas fomos abordando exatamente as mesmas pistas de trabalho com cada grupo, partindo em cada semana de um motivo comum, mas necessariamente utilizando metodologias diferentes em cada contexto. E em comum, também, a necessidade de imaginar como seriam "os outros" - todos os nomes sem rosto -  de quem semanalmente cada grupo ouvia falar, mas que só conheceria na semana anterior às apresentações;

E assim fomos construindo um caleidoscópio em que se confundiam diferentes modos de definir identidade, tanto ao nível mais íntimo do Corpo - último reduto de cada um -  como ao nível do espaço público que partilhamos. E se nunca pretendemos tornar simples o que é complexo, também é verdade que nunca nos deixámos de surpreender com a imensa teia de consensos e antagonismos com que quotidianamente nos deparávamos, e cujos contornos se definiam por fatores (des)agregadores multiplos, em que a pedra de toque tanto podia ser a idade, o género, a biografia ou o contexto social.

E mais do que tentar expressar o visível - o que somos - tentamos paulatinamente expressar o invisível de que se tece o desejo do que gostaríamos de ser, ou de ter sido. Sempre imaginando que esta congregação de (im)possíveis se juntaria, num momento final, numa estação de Metro do Porto, criando assim uma heterótopia, na medida em que reuniria num mesmo espaço (subterrâneo) o que coexiste (à superfície) num mesmo tempo, mas nunca num mesmo espaço.

Não exageramos se dissermos que - nos quase 20 anos de atividade do VU -  este foi o processo criativo mais sujeito a contingências e transformações. Não só pela sua natureza em si - juntar o que não está junto - mas também pelo conturbado momento que o país atravessa e que nos levou a sucessivos cortes no orçamento da produção e um encaixe de sucessivos e incontroláveis fatores. E, a eleger o mais avassalador, teríamos que destacar as sucessivas convocações e desconvocações de greves pelo Corpo da Guarda Prisional, que constantemente conduziam ao encerramento de algumas das participantes nas suas celas durante 22 (!) horas por dia.

Por tudo isto, em "Corpo Casa Rua", ao fascínio deste processo criativo juntou-se uma muito particular obsessão com o produto, transformando-se este num desejo de efetivamente chegarmos todos juntos ao fim de um processo, que quotidianamente mostrava que tínhamos tudo para falhar, ou seja, para abandonarmos a convicção na possibilidade - ainda que transitória - da heterotopia.

Mas chegámos ao fim - ou melhor deveremos chegar ao fim. E, no seu final, acreditamos que "Corpo Casa Rua" se exprime de uma forma paradoxal: Por um lado, um processo centrado em consensos e numa noção de comunidade mais vasta do que o quotidianamente habitual; Por outro lado, um objeto em que, quase sempre, os consensos são preteridos pela convergência de ideias diferentes acerca do que partilhamos e do modo como o deveríamos fazer. Porque - e apesar de sermos todos tão "humanamente" parecidos em tantas coisas - a verdade é que todos pensamos de modo diverso.

Antes assim, em confronto aberto pela Praça de uma cidade que amamos, do que silenciados em nome de um consenso estúpido e hipócrita.

 

Corpo Casa Rua
42ª criação Visões Úteis

direção
Carlos Costa

dramaturgia
Ana Vitorino, Carlos Costa

cenografia, figurinos e adereços
Inês de Carvalho

cocriação e cocoordenação de participantes
Ana Azevedo

banda sonora original e sonoplastia
João Martins

desenho de luz
José Carlos Coelho

vídeo
Tiago Afonso

coordenação de produção
Marina Freitas

interpretação e cocriação
Ana Cardoso, Ana Coelho, Carla Sofia Martins, Carmen Gonçalves, David Coelho, Emanuel Costa, Fernanda Barros, João Paulo Lima, Leonor Quinta, Margarida Pinto, Maria Emília, Maria José Mendes, Martim Pinto Paiva, Patrícia Martins, Patrícia Susana Alves, Rita Ribeiro, Rute Andreia Nunes, Sissi Aubert, Teresa Alves Pires, Teresa Fernanda Ramalheira e Vitorino Neves.

apoio
Metro do Porto, Condaltom, Sempre Versátil

colaboração
Teatro Nacional São João, Balleteatro Escola Profissional, Estabelecimento Prisional de Santa Cruz do Bispo, Junta de Freguesia de Santo Ildefonso e Serviço Educativo do Visões Úteis

produção
Visões Úteis

"Corpo Casa Rua" apresentou-se de 17 a 21 de junho de 2013 na Estação de Metro de São Bento (átrio principal), no Porto.

Última modificação em Quinta, 12 Dezembro 2013 17:38

"Mas como é que nós vamos arranjar dinheiro para comprar salsichas? Temos alguma coisa que os alemães queiram?"



Sinopse

Numa espécie de enclave territorial, um estranho grupo de personagens decide separar-se do seu país natal e proclamar a independência de um novo Estado. A nova micro-nação, Nióbio, é constituída por três habitantes, uma banda e uma lagosta. E a banda nem sequer está completa…

Para que uma nação seja uma nação a sério tem de ter História, leis e linguagem próprias, e se nada disso existir pode criar-se rapidamente. O novo povo de Nióbio vai implementar todos os procedimentos necessários à validação do recém-país, desde a escolha dos símbolos nacionais, à relação diplomática com as organizações internacionais, passando pelas estratégias de sustentabilidade a longo prazo. Mas, apesar de todo o empenho dos seus fundadores (e únicos cidadãos), a nação de Nióbio não parece ter grandes hipóteses de futuro. Talvez porque não consegue deixar de replicar os erros que ditaram a degeneração da nação mãe.

A única salvação pode ser firmar uma aliança estratégica, formalizada através de um casamento de conveniência. Uma ótima oportunidade para exibir toda a glória niobiana, através da organização de um grande evento social e cultural. E, claro, tem de haver banquete. Nem que seja à custa do sacrifício da lagosta, único animal do país e símbolo nacional.

 

Soluções radicais, patrimoniais, políticas. Qual crise, qual quê! Os niobianos sabem como resolver, sem sacrifícios escusados nem aborrecidas negociações com a troyka. Como uma nova ilha da utopia. Tem o nosso país políticos corruptos e promiscuidades várias? A dívida portuguesa parece uma rosca-sem-fim e os nossos políticos promovem uma cultura da pobreza, seriamente aborrecida, com cortes de toda a ordem? Os niobianos encontram soluções criativas.
Basta-nos ser espectadores atentos e seguir os seus destinos com a dedicação de quem segue uma novela televisiva ou vê uma peça vicentina cheia de risos e de castigados lusos costumes.”

José Alberto Ferreira



NIÓBIO
41.ª criação Visões Úteis

texto e direção
Ana Vitorino, Carlos Costa

cenografia e figurinos
Inês de Carvalho

banda sonora original e sonoplastia
João Martins

desenho de luz
José Carlos Coelho

co-criação
Ana Azevedo

interpretação
Ana Azevedo, Ana Vitorino, Carlos Costa, Pedro Carreira e ainda João Martins

fotografia
Paulo Pimenta

grafismo
Manufactura Independente

coordenação técnica
Luís Ribeiro

produção executiva
Marina Freitas

assistência de produção
Helena Madeira

co-produção
Visões Úteis / Guimarães 2012 – Capital Europeia da Cultura

duração aproximada
90 minutos

classificação etária
M/16 anos

 

"Nióbio" estreou a 7 de junho de 2012 no Centro Cultural Vila Flôr (Guimarães), numa co-produção com Guimarães 2012 - Capital Europeia da Cultura. Ainda em junho o espetáculo apresentou-se em Coimbra (Teatro Académico de Gil Vicente), Porto (Teatro do Campo Alegre) e  Aveiro (Estúdio Performas). Está agora disponível para itinerância.

Vídeo relacionado

Última modificação em Quinta, 05 Fevereiro 2015 00:47

"E é aqui que começamos a perguntar: se perdermos o controlo e nos espatifarmos lá em baixo, como é que estar dobrado para a frente com as mãos sobre a cabeça me vai salvar a vida? E se isto não me salva a vida, porque é que eles querem que eu me ponha nesta posição?"



Sinopse

Em 2001 o Visões Úteis co-produziu com o TNSJ o espectáculo “Orla do Bosque”. Tratava-se do último momento de um longo processo criativo, intitulado “Visíveis na Estrada Através da Orla do Bosque”, que se iniciou com o espetáculo “Estudos”, e que pelo meio passou por uma viagem de um mês pela Europa, ao encontro de diversas figuras da arte, arquitetura, cultura e política, conversando e refletindo sobre as ideias de fronteira, alteridade, espaço público e viagem. Todo o processo, e em particular o espetáculo “Orla do Bosque”, acabava por ser a reflexão de uma geração – a entrar nos 30 anos – acerca do seu papel na cidade, no espaço público. Um olhar desconfiado sobre o momento de otimismo e euforia consumista que as sociedades ocidentais atravessavam.

Em 2011 o TNSJ acolheu uma nova criação do Visões Úteis. “Monstros de Vidro” parte do desejo de falar do modo como, desde sempre, se criaram mitos e monstros para explicar e sublimar os acontecimentos traumáticos – os que acontecem devido a causas incontroláveis, mas também aqueles que resultam diretamente das nossas próprias ações enquanto indivíduos e comunidades.
Mas “Monstros de Vidro” é também um regresso ao espetáculo “Orla do Bosque”, uma década depois. Não para recriar ou atualizar esse espectáculo mas para lançar um novo olhar crítico ao nosso aqui e agora, partindo das perguntas e premissas de então. E desse olhar ninguém está a salvo.

A geração dos 30 anos está agora a chegar aos 40. Os pais começaram a morrer, os filhos passaram a ser pais. Agora conseguem reconhecer todos os pontos de vista, e sabem usar as palavras com mestria, articular os argumentos, para justificar todas as suas ações. E nunca estiveram tão perdidos nem tão assustados como hoje. Prontos para criar novos monstros... ou decidir que não.


Monstros de Vidro

40.ª criação Visões Úteis

texto e direção
Ana Vitorino, Carlos Costa

cenografia e figurinos
Inês de Carvalho

banda sonora original e sonoplastia
João Martins

desenho de luz
José Carlos Coelho

elementos gráficos e audiovisuais
entropiadesign

co-criação
Ana Azevedo, Nuno Casimiro, Pedro Carreira


interpretação
Ana Azevedo, Ana Vitorino, Carlos Costa, Pedro Carreira e ainda Inês de Carvalho; voz-off Alice Costa


música adicional: "Perfidia" (Alberto Domínguez), "Music to watch girls by" (Sid Ramin), "Crema Batida" (Al Caiola), "Viva la Vida-Instrumental" (Coldplay)


produção
Visões Úteis

duração aproximada
[1:30]

classificação etária
M/16 anos

 

"Monstros de Vidro" estreou a 25 de Novembro de 2011 no Teatro Carlos Alberto (Porto), num acolhimento do Teatro Nacional S. João. Apresentou-se de seguida em Coimbra – Teatro Académico de Gil Vicente (7 de dezembro) - e Aveiro – Estúdio Performas (10 de dezembro). Continua disponível para itinerância.

Vídeo relacionado

Última modificação em Quinta, 05 Fevereiro 2015 00:45
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