Visões Úteis

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Desde 1994, o Visões Úteis criou cerca de 40 espectáculos de teatro e criou também para outros suportes, designadamente audiowalks, pelo que apresentamos parte deste trabalho como Performance na Paisagem.

"Biométricos" Design: João Martins / entropiadesign

                                                                                                                                              design: João Martins / entropiadesign

 

"Biométricos”, a primeira criação original do Visões Úteis em 2014, integrou a programação do "Serralves em Festa" 2014, em coprodução com a Fundação de Serralves e com o apoio financeiro da Porto Lazer. Um projecto dedicado ao tema do esforço físico, comparando três áreas que normalmente não são relacionadas: a arte, o desporto e o trabalho. Uma reflexão sobre a capacidade de ultrapassar os limites do corpo, mas também sobre as diferenças no valor que habitualmente se atribui ao esforço nestas três áreas, bem como na ideia de beleza que a elas se associa.

Entre os dias 17 de maio e 1 de junho de 2014, “Biométricos” desdobrou-se em três atividades – todas de acesso gratuito - e três espaços diferentes:

Biométricos Rua - Durante duas semanas, o público pôde dirigir-se ao Espaço Montepio na Avenida dos Aliados e requisitar um smartphone que continha a aplicação original "Biométricos". Era então desafiado a escolher o melhor percurso para ligar um conjunto de “estações obrigatórias” no centro da cidade do Porto. A sua localização era continuamente monitorizada por GPS e condicionava a banda sonora ouvida a cada momento. Pelo caminho, o espetador podia descobrir e validar os códigos "Biométricos" espalhados pelas ruas, e escolher as ligações geográficas que implicavam maior ou menor esforço físico.


Biométricos Mira -  Durante três horas, na tarde de 24 de maio, juntámos no Espaço Mira um grupo de convidados ligados ao desporto, às artes e a trabalhos que implicam especial esforço físico. Uma espécie de “instalação viva” onde foram replicadas as suas atividades - da performance de ator à ultramaratona, do desenho às artes marciais, do trabalho operário aos cantares e danças inspirados no trabalho rural. O público pôde não só comparar ao vivo os esforços das várias áreas, mas também aceder a dados informativos e biométricos dos participantes, medidos em tempo real. Tinha ainda oportunidade de medir alguns dos seus próprios dados, e compará-los com os daqueles profissionais. A endocrinologista Isabel do Carmo, o ator António Fonseca, o Núcleo de Etnografia e Folclore da Universidade do Porto (NEFUP) e a atleta Ester Alves foram alguns dos participantes convidados.


Biométricos Parque - Durante os dois dias do "Serralves em Festa" ocupámos parte dos jardins de Serralves com um original jogo de equipas, onde desporto e arte se misturavam. O Visões Úteis esteve em campo, defrontando quem quisesse experimentar este divertido jogo, onde a perceção era desafiada e a estratégia de equipa podia ser muito mais importante do que a capacidade física individual. Contámos ainda com uma dupla de comentadores, formada por um jornalista de desporto e um crítico e investigador de teatro, que fez no local o relato em direto das partidas.

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BIOMÉTRICOS

44ª criação Visões Úteis

Direção: Ana Vitorino, Carlos Costa e João Martins

Cocriação: Inês de Carvalho

Leitura Vídeo: Alexandre Martins
Imagem: João Martins / entropiadesign

Coordenação de Produção: Marina Freitas

BIOMÉTRICOS RUA

Concepção e interface da aplicação, banda sonora original e sonoplastia: João Martins

Programação: Óscar Rodrigues (Digitópia/Casa da Música)

Textos: Ana Vitorino, Carlos Costa e João Martins e entrevistas com Alexandre Viegas, António Fonseca, Conceição Martins, Ester Alves e Isabel do Carmo.

Interpretação: Ana Vitorino, Carlos Costa, Inês de Carvalho, João Martins, José Carlos Gomes e Marina Freitas e ainda Alexandre Viegas, António Fonseca, Conceição Martins, Ester Alves e Isabel do Carmo.

Com citações de Alberta Lemos, Carlos Sá, Filippo Tommaso Marinetti, Hugo Ball, La Fontaine por Curvo Semedo e Marion Bartoli. A banda sonora inclui registos de ensaio do NEFUP, de situações em contexto de trabalho e desporto, e um excerto da transmissão de uma partida de ténis entre Michelle Brito e Maria Sharapova.


BIOMÉTRICOS MIRA

Com a participação de Alexandre Viegas, António Fonseca, Conceição Martins, Ester Alves, Inês de Carvalho, Isabel do Carmo, João Tiago Fernandes, Jorge Palinhos, NEFUP – Núcleo de Etnografia e Folclore da Universidade do Porto: Adriana Costa, Belisanda Cavaleiro, Carmo Pacheco, Conceição Aguiar, Fernando Fangueiro, Helena Queirós, João Ferreira, José Fróis, José Gabriel, Luís Pacheco, Luís Ramos, Manuel Friães, Márcia Santos, Margarida Luz, Paula Silva, Rogério Pinto, Vasco Ferreira e Teresa Ruiz e Cláudia Bastos (off) e a colaboração de Catarina Bettencourt/Farmácia Barreiros

Com textos originais de Isabel do Carmo, excertos de “Os Lusíadas” de Luiz Vaz de Camões e músicas tradicionais portuguesas.


BIOMÉTRICOS PARQUE

Conceção Plástica: Inês de Carvalho
Relato: Fernando Eurico/Antena 1
Comentários
: Jorge Palinhos

O projeto "Biométricos" estreou no dia 17 de maio e esteve disponível ao público até dia 1 de junho de 2014, em três calendários e espaços diferentes: Biométricos Rua - de 17 de maio a 1 de junho no centro do Porto, com partida do Espaço Montepio; Biométricos Mira - dia 24 de maio no Espaço Mira; Biométricos Parque - dias 31 de maio e 1 de junho no "Serralves em Festa 2014" (jardins de Serralves)


 

Última modificação em Quarta, 12 Novembro 2014 14:29

“Não se pode voltar atrás agora. Já não tenho nenhuma razão para viver. Tenho de arranjar prateleiras novas.”

Depois do Centro Cultural de Belém nos ter convidado para com o João Paulo Seara Cardoso fazer esta peça ficámos de pé atrás. Não conhecíamos o autor e parecia um "trabalho por encomenda". Decidimos dar o benefício da dúvida, lemos o texto e ficámos imediatamente apaixonados pelo estilo corrosivo de Gregory Motton e a sua escrita sobre a tirania de uma sociedade sem tiranos, sobre o mundo actual de pequenas idiossincrasias e grandes questões que se diluem por serem muitas. Se com o João Paulo redescobrimos o prazer da liberdade e da loucura, com Gregory Motton aprendemos porque é que se estão a dar "todas as casas às baleias" e que "aquela coisa grande e azul do lado de fora da janela" é o céu. Primeiro contacto com o dramaturgo Gregory Motton, que veio a ser uma presença assídua no nosso trabalho.

Estreou a 18 de Setembro de 1997 no Balleteatro Auditório no Porto. Além do Porto, foi apresentado em Tondela, Coimbra, Aveiro, Lisboa, Braga e Vila do Conde num total de 27 apresentações.

texto
Gregory Mottton

tradução
Espirídia Viterbo, Jean Ann Burrows e João Paulo da Cunha Galvão

encenação
João Paulo Seara Cardoso

cenário
João Paulo Seara Cardoso e Eduardo Loio

figurinos
Judite Oliveira

banda sonora original
Albrecht Loops

desenho de luz
António Real

efeitos especiais
José Cunha

fotografia
Limamil

grafismo
Eduardo Loio

interpretação
Ana Vitorino, Carlos Costa, Nuno Cardoso e Pedro Carreira

operação de luz
Paulo Rodrigues

operação de som
Catarina Martins

coordenação de produção
Lucinda Gomes

produção executiva
Catarina Martins e Lucinda Gomes

Última modificação em Segunda, 21 Junho 2010 16:08

“Opera fiXi” designa a ópera em bicicleta dirigida por Kaffe Matthews, e realizada para a cidade do Porto em colaboração com o

Visões Úteis e integrando a programação do "Serralves em Festa" 2013
.



Fala dum tempo e dum lugar em que os pescadores são mulheres e as sereias são homens. Em que os ‘sereios’ têm seios, cabelos de algas e tocam harpas feitas com linhas de pesca e as raparigas ‘pescadoras’ usam fatos de pele de peixe quando saem para o mar, cantando canções na frequência do coração humano (298.5Hz), convidando os peixes machos para as suas enormes redes tecidas com os seus cabelos e vinhas.
Os conteúdos de "Opera fiXi" inspiraram-se na pesca contemporânea, no rio Douro e na qualidade da sua água, na duração de uma jornada de pesca durante a noite e na poluição do rio que determina a taxa de mudança de sexo dos peixes.

O público dirigia-se à loja designada na Ribeira do Porto e era convidado a, gratuitamente, pedalar para ouvir a obra que se ia desdobrando ao longo da marginal do rio até ao farol, e de volta à loja. Um sistema único de localização identificava a posição do ciclista e as respetivas camadas de música de cada ponto do seu percurso.

O Visões Úteis colaborou com Kaffe Matthews na definição do percurso e da dramaturgia de "Opera fiXi", bem como na escrita das letras, na interpretação e na tradução de conteúdos entre português e inglês. Para além da equipa artística do Visões Úteis, "Opera fiXi" contou com a colaboração de um vasto leque de entidades, músicos e vozes.

O percurso de "Opera fiXi" tinha uma duração máxima aproximada de 1h30.

 

Opera fiXi:

Realizado com software baseado em localização desenvolvido por Dave Griffiths.

Bicicletas sónicas desenhadas por Kaffe Matthews e produzidas por timelab 2012.

Canções e música de Kaffe Matthews excepto as canções das ‘pescadoras’ que são adaptações de música tradicional portuguesa e escocesa.

Letras de Matthews, Carlos Costa e Ana Vitorino.


Vozes (por ordem)
:

Coro de raparigas 'pescadoras'/NEFUP – Núcleo de Etnografia e Folclore da Universidade do Porto): Cláudia Bastos, Helena Queirós, Márcia Santos, Paula Silva, Teresa Ruiz.

Coro da poluição/Instituto ORFF do Porto: Inês, João, Jorge, Luis, Manuel, Leonor, Vicente, Daniel.

Avatar: Ana Vitorino

Data Rapper: Nuno Moura

Coro de ‘pescadoras’/ Grupo Coral da Afurada: Rosa Maria, Maria José, Maria de Fátima, Fátima Ferreirinha, Sara Moreira, Emília Alda.

Capitão: Rui Rodrigues

Seis peixes machos: Carlos Costa, João Martins, Arsélio Martins, Pedro Carreira, Emanuel Costa, Vitorino Neves

Rapper: André Neves

Amantes: Fátima Almeida, Mário Moutinho

Poeta de rua: Adolfo Luxúria Canibal


Músicos:

Angelica Vázquez Salvi: harpa

João Martins: saxofones soprano e baixo, ‘laptop’ acústico

Kaffe Matthews: processamento electroacústico, contratear e gravações de campo.

Arranjos adicionais nos raps: Pedro Augusto


Tradutores: Ana Vitorino, Carlos Costa, João Martins


Agradecimentos
: Gustavo e Patrícia: Sonoscopia, Mário Azevedo, Pedro Vieira, Ricardo Rodrigues, Ricardo Organista, Ana Coutinho, Henrique Fernandes, João Vitorino, Alzira Matos, Senhor Domingos


Produção: Fundação de Serralves

 

"Opera fiXi" estreou no Porto (Ribeira) a 25 de maio de 2013, integrando a programação do "Serralves em Festa" 2013. Esteve disponível ao público até 23 de junho.

Última modificação em Sexta, 03 Janeiro 2014 16:49

“Só há uma coisa que me faz confusão… são aquelas protuberâncias… aquilo são cornos ou raios de sol?”

Em Porto Monocromático quisemos viver o Porto e o seu quotidiano e durante sete meses lançámo-nos num processo de investigação em que algumas portas se fecharam e muitas se abriram. No final não sabemos se falámos do porto mas de certeza que ficámos a conhecer-nos melhor e que falámos de nós. Fomos igualmente confrontados com as dificuldades de uma criação colectiva, questionando como se conjugam a Ideia, o Processo e o Resultado Final de um espectáculo. Porto Monocromático foi acima de tudo um prisma de todos quantos nele participaram e um reflexo do colectivo.

Estreou a 9 de Maio de 1997 no Teatro Nacional São João no Porto onde teve 3 apresentações.

texto
Criação Colectiva

direcção
Nuno Cardoso

dramaturgia
Nuno Cardoso

apoio à dramaturgia
António Brás

cenografia
Eduardo Loio, Laia Oms e Limamil

música e sonoplastia
Albrecht Loops

desenho de luz
Nuno Cardoso e Rui Gonçalves

vídeo
João Nuno e Tiago Rodrigues

figurinos
Preciosa Afonso

concepção gráfica
Eduardo Loio

fotografia
Limamil

contra-regra
Pedro Guimarães (TNSJ)

operação de luz
Rui Gonçalves e José Carlos Coelho (ambos do TNSJ)

maquinistas
Jorge Silva, Carlos Biana, António Quaresma, Lídio Pontes, Filipe Silva e Joaquim Marques (todos do TNSJ)

interpretação
Alexandra Lobato, Ana Vitorino, Carlos Costa, Catarina Martins e Pedro Carreira

produção executiva
Lucinda Gomes

Última modificação em Segunda, 21 Junho 2010 16:08
Pág. 10 de 14

Disponível para Itinerância

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