Visões Úteis

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Criações

Criações

Desde 1994, o Visões Úteis criou cerca de 40 espectáculos de teatro e criou também para outros suportes, designadamente audiowalks, pelo que apresentamos parte deste trabalho como Performance na Paisagem.

“Opera fiXi” designa a ópera em bicicleta dirigida por Kaffe Matthews, e realizada para a cidade do Porto em colaboração com o

Visões Úteis e integrando a programação do "Serralves em Festa" 2013
.



Fala dum tempo e dum lugar em que os pescadores são mulheres e as sereias são homens. Em que os ‘sereios’ têm seios, cabelos de algas e tocam harpas feitas com linhas de pesca e as raparigas ‘pescadoras’ usam fatos de pele de peixe quando saem para o mar, cantando canções na frequência do coração humano (298.5Hz), convidando os peixes machos para as suas enormes redes tecidas com os seus cabelos e vinhas.
Os conteúdos de "Opera fiXi" inspiraram-se na pesca contemporânea, no rio Douro e na qualidade da sua água, na duração de uma jornada de pesca durante a noite e na poluição do rio que determina a taxa de mudança de sexo dos peixes.

O público dirigia-se à loja designada na Ribeira do Porto e era convidado a, gratuitamente, pedalar para ouvir a obra que se ia desdobrando ao longo da marginal do rio até ao farol, e de volta à loja. Um sistema único de localização identificava a posição do ciclista e as respetivas camadas de música de cada ponto do seu percurso.

O Visões Úteis colaborou com Kaffe Matthews na definição do percurso e da dramaturgia de "Opera fiXi", bem como na escrita das letras, na interpretação e na tradução de conteúdos entre português e inglês. Para além da equipa artística do Visões Úteis, "Opera fiXi" contou com a colaboração de um vasto leque de entidades, músicos e vozes.

O percurso de "Opera fiXi" tinha uma duração máxima aproximada de 1h30.

 

Opera fiXi:

Realizado com software baseado em localização desenvolvido por Dave Griffiths.

Bicicletas sónicas desenhadas por Kaffe Matthews e produzidas por timelab 2012.

Canções e música de Kaffe Matthews excepto as canções das ‘pescadoras’ que são adaptações de música tradicional portuguesa e escocesa.

Letras de Matthews, Carlos Costa e Ana Vitorino.


Vozes (por ordem)
:

Coro de raparigas 'pescadoras'/NEFUP – Núcleo de Etnografia e Folclore da Universidade do Porto): Cláudia Bastos, Helena Queirós, Márcia Santos, Paula Silva, Teresa Ruiz.

Coro da poluição/Instituto ORFF do Porto: Inês, João, Jorge, Luis, Manuel, Leonor, Vicente, Daniel.

Avatar: Ana Vitorino

Data Rapper: Nuno Moura

Coro de ‘pescadoras’/ Grupo Coral da Afurada: Rosa Maria, Maria José, Maria de Fátima, Fátima Ferreirinha, Sara Moreira, Emília Alda.

Capitão: Rui Rodrigues

Seis peixes machos: Carlos Costa, João Martins, Arsélio Martins, Pedro Carreira, Emanuel Costa, Vitorino Neves

Rapper: André Neves

Amantes: Fátima Almeida, Mário Moutinho

Poeta de rua: Adolfo Luxúria Canibal


Músicos:

Angelica Vázquez Salvi: harpa

João Martins: saxofones soprano e baixo, ‘laptop’ acústico

Kaffe Matthews: processamento electroacústico, contratear e gravações de campo.

Arranjos adicionais nos raps: Pedro Augusto


Tradutores: Ana Vitorino, Carlos Costa, João Martins


Agradecimentos
: Gustavo e Patrícia: Sonoscopia, Mário Azevedo, Pedro Vieira, Ricardo Rodrigues, Ricardo Organista, Ana Coutinho, Henrique Fernandes, João Vitorino, Alzira Matos, Senhor Domingos


Produção: Fundação de Serralves

 

"Opera fiXi" estreou no Porto (Ribeira) a 25 de maio de 2013, integrando a programação do "Serralves em Festa" 2013. Esteve disponível ao público até 23 de junho.

Última modificação em Sexta, 03 Janeiro 2014 16:49

“Só há uma coisa que me faz confusão… são aquelas protuberâncias… aquilo são cornos ou raios de sol?”

Em Porto Monocromático quisemos viver o Porto e o seu quotidiano e durante sete meses lançámo-nos num processo de investigação em que algumas portas se fecharam e muitas se abriram. No final não sabemos se falámos do porto mas de certeza que ficámos a conhecer-nos melhor e que falámos de nós. Fomos igualmente confrontados com as dificuldades de uma criação colectiva, questionando como se conjugam a Ideia, o Processo e o Resultado Final de um espectáculo. Porto Monocromático foi acima de tudo um prisma de todos quantos nele participaram e um reflexo do colectivo.

Estreou a 9 de Maio de 1997 no Teatro Nacional São João no Porto onde teve 3 apresentações.

texto
Criação Colectiva

direcção
Nuno Cardoso

dramaturgia
Nuno Cardoso

apoio à dramaturgia
António Brás

cenografia
Eduardo Loio, Laia Oms e Limamil

música e sonoplastia
Albrecht Loops

desenho de luz
Nuno Cardoso e Rui Gonçalves

vídeo
João Nuno e Tiago Rodrigues

figurinos
Preciosa Afonso

concepção gráfica
Eduardo Loio

fotografia
Limamil

contra-regra
Pedro Guimarães (TNSJ)

operação de luz
Rui Gonçalves e José Carlos Coelho (ambos do TNSJ)

maquinistas
Jorge Silva, Carlos Biana, António Quaresma, Lídio Pontes, Filipe Silva e Joaquim Marques (todos do TNSJ)

interpretação
Alexandra Lobato, Ana Vitorino, Carlos Costa, Catarina Martins e Pedro Carreira

produção executiva
Lucinda Gomes

Última modificação em Segunda, 21 Junho 2010 16:08

"Há dias em que, ao entrar pelo lado da sacristia, não consegue evitar a impressão de que os santos se moveram durante a noite."

O Visões Úteis é parceiro artístico do projecto "Viagens com Alma", promovido pela Diocese do Porto, no âmbito do qual criou e produziu um conjunto de trabalhos artisticos, nos quais se incluem estes audio-walks.


Os quatro mini audio-walks que integram o projecto Viagens com Alma, abriram ao público a 23 de Maio de 2011 nas localidades de Cête, Vairão, Paço de Sousa e Santo Tirso. Quatro percursos que cruzam a ficção com a arquitectura e o espírito de quatro mosteiros do Distrito do Porto, e que espelham diferentes relações entre o imaterial - a devoção humana -  e o material - os lugares, objectos e rituais que concretizam essa devoção.

Inspirados na experiência do projecto A Língua das Pedras, que desenvolvemos em 2010 para a comemoração dos 1100 anos da Ordem de Cluny, estes audio-walks foram ainda acompanhados de instalações e intervenções plásticas que sublinhavam a ligação entre este património local e a rede europeia de monumentos e sítios cluniacenses.

À semelhança de projetos anteriores, o realizador italiano Michele Putortì realizou uma leitura vídeo da experiência destes quatro audio-walks.

Os audio-walks "Viagens com Alma" estrearam a 23 de Maio de 2011 e mantiveram-se disponíveis ao público em Cête e Santo Tirso até ao final do mês de Julho, em Vairão até ao final de Agosto e em Paço de Sousa até ao final de Setembro de 2011.

Mosteiro de São Pedro de Cête
Largo do Mosteiro, Cête, concelho de Paredes
Coordenadas GPS: 41° 10' 50.790" N / 8° 22' 0.456" O

Mosteiro de São Salvador de Paço de Sousa
Largo do Mosteiro, Paço de Sousa, concelho de Penafiel
Coordenadas GPS: 41° 9' 57.398" N / 8° 20' 41.085" O

Mosteiro de São Salvador de Vairão
Largo do Mosteiro, Vairão, concelho de Vila do Conde
Coordenadas GPS: 41º 19' 58.25" N; 8º 40' 12.02" O

Mosteiro de Santo Tirso de Riba d’Ave
Largo Abade Pedrosa, Santo Tirso
Coordenadas GPS: 41° 20' 42.04" N / 8° 28' 18.03" O


Viagens com Alma - Audio-walks
39ª Criação Visões Úteis

Direcção e Texto
Ana Vitorino e Carlos Costa

Investigação e Colaboração na Dramaturgia
Ana Silveira Ferreira

Colaboração na escrita
Nuno Casimiro

Paisagem Sonora e Engenharia de Som
João Martins

Intervenções plásticas no percurso
Inês de Carvalho

Interface Digital
João Martins/entropiadesign

Vídeo
Michele Putortì

citações de Kaváfis e Yeats em versão de Maria Helena Guimarães

Interpretação
Adelaide Teixeira, Alice Costa, Ana Luisa Azevedo, Ana Vitorino, Bárbara de Sá, Carlos Costa, Leandro Havelda, Lígia Roque, Luis Ribeiro, Manuel Tur, Marina Freitas, Miguel Rosas, Pedro Carreira, Thomas Scanlon, Valdemar Santos

Coordenação Financeira
Pedro Carreira

Coordenação Técnica
Luís Ribeiro

Produção Executiva
Joana Neto

Assistência de Produção
Helena Madeira

Grafismo
entropiadesign a partir de imagem de Manufactura Independente

Produção
Visões Úteis para o Departamento de Bens Culturais da Diocese do Porto


Classificação Etária – M12
Duração - aprox. 25 minutos cada percurso

Última modificação em Terça, 07 Junho 2016 16:28

“Uma tarde de Verão, no meu quarto. A janela está aberta. Entra um cheiro estranho a folhas podres e asfalto a derreter-se ao Sol.”

Durante três meses convidámos o público a espreitar pelo buraco da fechadura de uma casa de mulheres. Pela primeira vez tivemos consciência, para o bem e para o mal, das dificuldades das grandes temporadas em espaços alternativos. Ao longo de 76 apresentações levámos este espectáculo a dez localidades e vimos como evolui um espectáculo desde a estreia em 1996 na Rua de S. João no Porto até à última apresentação no Auditório Carlos Paredes, Lisboa, em Abril de 1999. Ainda aconteceu outra novidade: foi até hoje o único espectáculo a que decidimos pôr termo. Não houve uma morte lenta em que nos apercebemos que já não conseguíamos colocar o espectáculo em cena por diversas razões mas sim uma decisão de o fazer pela última vez porque a carreira já ia longa e daí para a frente já não havia surpresa e risco, que é o que nos faz fazer teatro.

Estreou a 26 de Setembro de 1996. Além do Porto, foi apresentada em Aveiro, Almada, Évora, Braga, Guarda, Covilhã, Valongo, Coimbra, Beja, Glória do Ribatejo e Lisboa num total de 76 apresentações.

texto
Dacia Maraini

tradução
José Colaço Barreiros

encenação
Nuno Cardoso

cenografia
Eduardo Loio

figurinos
Preciosa Afonso

música
Albrecht Loops

desenho de luz
Nuno Cardoso

fotografia
Limamil

design gráfico
Eduardo Loio

registo vídeo
Tiago Rodrigues e Edgard Fernandes

operação de luz e som
Pedro Carreira

interpretação
Ana Vitorino e Catarina Martins

produção executiva
Ana Vitorino, Carlos Costa, Catarina Martins, Nuno Cardoso e Pedro Carreira

Última modificação em Segunda, 21 Junho 2010 16:08
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