Visões Úteis

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Criações

Criações

Desde 1994, o Visões Úteis criou cerca de 40 espectáculos de teatro e criou também para outros suportes, designadamente audiowalks, pelo que apresentamos parte deste trabalho como Performance na Paisagem.

“Trata-se de uma máquina muito especial.”

Com este espectáculo iniciámos a Trilogia da Punição de Kafka e quisemos fazer uma segunda tentativa de criação colectiva. No meio de muito ruído surgiu a luz ao fundo do túnel e criámos um espectáculo sem rede em cima de andaimes. A partir de uma ideia plástica surgiu o resto. Não havia cenário, havia a Máquina. Não havia público, havia os visitantes da Colónia Penal do Kafka. Foi como dar vida a algo que vivia de nós, se alimentava de nós e que tinha vida para além de nós. A ideia da criação colectiva deu os seus frutos e ficámos com a certeza que era por aí que queríamos ir, que uma criação colectiva pode não ser uma soma de ideias mas sim o confronto de vontades do qual nasce a ideia em si. A Máquina pode não ter sido o espectáculo ideal mas foi com certeza um dos motores de uma forma de estar no Visões Úteis.

Estreou a 7 de Julho de 1998 no Mosteiro de São Bento da Vitória no Porto onde teve 35 apresentações.

textos
Franz Kafka

Criação colectiva de
Albrecht Loops, Alexandra Lobato, Ana Vitorino, Carlos Costa, Catarina Martins, Edgard Fernandes, Eduardo Loio, Laia Oms, Limamil, Lucinda Gomes, Nuno Diogo e Pedro Carreira.

Última modificação em Segunda, 21 Junho 2010 16:09

Scroll_1




De 3 a 17 de junho 2019

“Scroll” é um inovador projeto que cruza artes performativas e novas tecnologias, e que questiona o próprio conceito e os limites do teatro (e o que significa ser espectador) num tempo marcado pela constante pluralidade de narrativas, pela constante dispersão da atenção e pelos enigmáticos desígnios dos algoritmos. Esta “peça para smartphones tem uma narrativa ficcional, atores de carne e osso e as ruas do Porto como cenário, mas é usufruída no ecrã de telemóvel do espectador, através de uma aplicação desenvolvida originalmente para o projeto.

A aplicação Scroll já está diponível para download gratuito na Google Play Store para smartphones Android e na App Store para smartphones iOS .

 

O que acontece?

Num futuro não muito longínquo, uma empresa de distribuição de bens e serviços – com um modelo de negócio semelhante ao que hoje associamos a empresas como a Uber ou a Glovo – radicalizou algumas das práticas já existentes nos nossos dias. Os serviços já não se limitam ao transporte de pessoas, comidas e bens comerciais, podendo em breve estender-se à satisfação de qualquer necessidade do cliente. A precariedade dos trabalhadores é total: considerados “parceiros” da empresa, têm de submeter-se a uma distribuição dos serviços comandada por um algoritmo cujo funcionamento não entendem, e demonstrar total disponibilidade se quiserem manter ou aumentar as suas remunerações. O que parece a uns ser uma oportunidade para trabalhar com toda a liberdade, apresenta-se a outros como uma armadilha, uma exploração, uma ferramenta de isolamento que vira os trabalhadores uns contra os outros.


É neste quotidiano que encontramos as personagens de “Scroll”: trabalhadores/parceiros desta gigantesca multinacional, a trabalhar há pouco tempo no Porto, com atitudes muito diferentes em relação à atividade que desenvolvem. Até ao dia em que um cliente muito especial solicita um serviço inesperado… um bizarro pedido que ameaça a própria estrutura da empresa e empurra os trabalhadores para uma ação radical.

 

Como se processa?

O espectador descarrega gratuitamente a aplicação “Scroll”. Regista-se como utilizador da aplicação e é-lhe atribuída uma personagem: um trabalhador/parceiro da empresa de distribuição, cuja vida e trabalho poderá seguir ao longo de 15 dias, entre 3 e 17 de junho de 2019.

Através da aplicação, o espectador terá acesso ao stream vídeo das entregas desse trabalhador e à sua avaliação por parte dos clientes e da empresa, podendo até participar nessa avaliação, votando e comentando a prestação diária da “sua” personagem.

Mas, e porque a empresa insiste numa política de total transparência dos seus colaboradores, o espectador terá também acesso a um conjunto de conteúdos da esfera privada do trabalhador/parceiro, desde as atualizações das suas redes sociais, às conversas em Skype com a família, passando pelas notícias que lê ou as músicas que ouve. Todos os conteúdos são disponibilizados em “tempo real”, podendo o espectador ser notificado de todas as atualizações, mas ficam também guardados cronologicamente na aplicação, podendo ser acedidos mais tarde… basta fazer scroll!

 

SCROLL
Direção
: Carlos Costa Dramaturgia: Ana Vitorino, Carlos Costa, João Martins Colaboração na Dramaturgia: Ana da Cunha, Beatriz Brígida Melo, Belmiro Ribeiro, Bernardo Gavina, Carina Ferrão, Cecília Ferreira, Filipe Gouveia, Flora Miranda, Frederica Nunes de Pinho, Laura Avelar Ferreira, Luísa Ferreira, Maria Pinto, Tiago Correia, Vanda R. Rodrigues (alunos da Pós-Graduação em Dramaturgia da ESMAE) com Jorge Louraço Desenvolvimento da Aplicação: André Lamelas (programação e engenharia de software), Ricardo Melo (design) Coordenação Técnica e Articulação entre a Dramaturgia e a Aplicação João Martins Vídeo: Alexandra Allen, Sara Allen Canções Originais e Interpretação: Tiago Correia, André Júlio Teixeira Letras: Tiago Correia Arranjos, Gravação, Mistura e Masterização: André Júlio Teixeira

Interpretação: Catarina Gomes, Gilberto Oliveira e Ana Azevedo, Ana Vargas, Ana Vitorino, Ângela Marques, Bernardo Gavina, Carlos Costa, Cátia Vilaça, Edna Luís, Joana Moraes, Jorge Paupério, Laura Zavagno, Leonor Quinta, Mafalda Banquart, Manuel Rito, Nuno Loureiro, Pedro Carreira, Simão Luís, Tiago Correia, Vera Silva

Coordenação de Produção: Teresa Camarinha Produção Executiva: Pedro Monteiro Assessoria de Imprensa: Joana de Belém 

Produção Visões Úteis / 2019

Apoios: ESMAE/IPP - Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo do Instituto Politécnico do Porto, Universidade de Coimbra, Agente a Norte, Direção Regional de Cultura do Norte, Fundação Escultor José Rodrigues Apoio à divulgação: Jornal de Notícias

 

Agradecimentos:

Ágata Rodrigues, Alzira Matos, Fernanda Oliveira, Helena Madeira, Inês de Carvalho, João Paulo Correia, José Reis, Manuela Monteiro, Mateus Fino, Paula Moreira, Pedro Marques, Pedro Mosca, Hernâni

Professor Jorge Cardoso, Professor Rui Craveirinha e Alunos da licenciatura em Design e Multimédia da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra: Ana Raquel Machado, Beatriz Araújo, Bruno Nabais, Carla Mendes, Carolina Cerqueira, Helena Tavares, Inês Oliveira, Joana Filipa Gama Maia, José Gomes, Luís Azevedo, Mariana Santos, Mariana Silva, Mariana Veríssimo, Mónica Gonçalves, Pedro Figueiredo, Raquel Ramalheiro, Ricardo Neto, Sara Silva, Scheilla Azevedo, Solange Santos, Tânia Couto, Tiago Serra

Professor Sérgio Dias Branco e Alunos do Mestrado em Estudos Artísticos da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra: João Fatal, Mayra Katz, Ricardo Oliveira

Instituto Politécnico de Bragança: Professor Arlindo Santos, Professor Carlos Casimiro Costa, Professor João Paulo Sousa

Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto: Professor André Rangel, Professor Pedro Amado, Professor Tiago Assis 

Colégio Luso-Francês: Professor Carlos Azevedo

Faculdade de Letras da Universidade do Porto: Professor João Teixeira Lopes

Academia Contemporânea do Espetáculo: Professora Irene Ferreira

Hotel Dom Henrique, NOS Primavera Sound, Pizzaria MTV

Última modificação em Segunda, 17 Junho 2019 11:26

“Nunca mais foste o mesmo depois daquilo.
Nunca mais serás o mesmo depois disto.”

Com o "actor mais velho" Diogo Dória aprendemos como pode ser bom ouvir o silêncio e lançar palavras.
Há já muito tempo que desejávamos fazer Beckett com o seu universo de fantasmas que não encontram o seu sentido senão no vazio de um quarto, numa esquina de rua ou dentro do crânio de cada pessoa que os escuta.
Para nós foi um trabalho extremamente gratificante e fez-nos pensar: "Será que começamos a fazer sentido?"

Estreou a 9 de Abril de 1998 no Balleteatro Auditório no Porto. Além do Porto, foi apresentada em Aveiro, Guarda, Covilhã, Lisboa e Coimbra num total de 23 apresentações.

textos
Samuel Beckett

tradução
Diogo Dória, Luís Miguel Cintra, Liberto Cruz e Miguel Serra Pereira

selecção, montagem de textos e encenação
Diogo Dória

cenografia, figurinos e grafismo
Eduardo Loio

confecção de figurinos
Armanda Neto

banda sonora e sonoplastia
Albrecht Loops

desenho de luz
Laia Oms

fotografia
Limamil

direcção de montagem
Laia Oms/Pedro Carreira

operação de luz
Laia Oms/Paulo Rodrigues

operação de som
Lucinda Gomes/Alexandra Lobato

registo vídeo
João Nuno Martins e Edgard Fernandes

interpretação
Ana Vitorino, Carlos Costa, Catarina Martins e Pedro Carreira

produção executiva
Lucinda Gomes

assistência de produção
Alexandra Lobato

Última modificação em Segunda, 21 Junho 2010 16:09

"Locus Logro" - imagem: João Martins / entropiadesign
                                                                                                                                  design: João Martins / entropiadesign

 

Há um mistério pelas ruas de Campanhã ... venha resolvê-lo!

"Locus Logro", a primeira criação do Visões Úteis em 2016, propôs uma deambulação pela memória dos espaços e das populações de Campanhã, e em particular da Rua de Miraflor.

Uma divertida e imersiva experiência, eminentemente áudio e interativa, inspirada na estrutura dos romances policiais e nas características do clássico teatro radiofónico, cruzando-as com as histórias reais de locais e de habitantes desta zona do Porto.

A Galeria Mira Forum foi simultaneamente “Estação” de partida e de chegada, num percurso ao longo do qual o público era convidado a elaborar uma hipótese para explicar um desaparecimento.

Seguindo a pista de uma investigação policial ficcional, o público recebia um mapa onde estavam assinaladas outras “Estações” - espaços mais ou menos privados - que tinha de visitar e onde encontrava ambientes particulares, testemunhos gravados e um conjunto de pistas físicas. Elementos que tanto podiam ajudar a desvendar a "verdade", como confundir ainda mais.

"Locus Logro" envolveu a população local no próprio processo criativo, criando uma particular relação entre diversos espaços em torno da Rua de Miraflor, e entre estes e a Estação de Campanhã.

"Locus Logro" esteve disponível na Galeria Mira Forum - Rua de Miraflor, nº155 - na tarde de 28 de maio de 2016, ao longo de três horas, tratando-se de uma iniciativa de acesso Gratuito. Em julho de 2016 a criação foi adaptada à cidade de Abrantes e disponibilizada ao longo de uma semana no "180 Creative Camp".


LOCUS LOGRO de
Ana Vitorino, Carlos Costa e João Martins coprodução Visões Úteis, Mira Forum banda sonora original, sonoplastia e elementos gráficos João Martins coordenação de produção Marina Freitas interpretação Acúrcio Moniz, Ana Azevedo, Ana Vitorino, António Gonçalves, Beatriz Vilas Boas, Carlos Costa, Inês Barros, Inês Lopes, Irene Monteiro, João Lafuente, João Martins, João Mendonça, Leonor Quinta, Manuela Monteiro, Mariana Martins, Marina Freitas, Pedro Carreira, Pedro Marques e Tiago Moreira

Os textos manuscritos adaptaram excertos de “Torres em Transe” de Fernanda Carlos Borges.
As fotografias nas capas são de Manuela Matos Monteiro.
Os textos do Jornal de Notícias pertencem às edições referidas ou são ficções de Augusto Correia e Maria Cláudia Monteiro.
Todos os documentos utilizados são de acesso público.

“Locus Logro” inclui citações de: “Uma solidão demasiado ruidosa” de Bohumil Hrabal (versão de Ludmila Dismánova e Mário Gomes), “O Falcão de Malta” de Dashiell Hammett e “O Vale Encantado de Campanhã” do Projecto Pular a Cerca na Companhia do Rugby.

parceria Associação Recreativa Malmequeres de Noêda, BellyStudio, Porto d'Artes
apoio Jornal de Notícias
apoio à divulgação
Câmara Municipal do Porto, Metro do Porto, Associação Cultural e Desportiva Bairro do Falcão, Associação Movimento Terra Solta, Centro Cultural Atletismo de Bonjóia, Grupo Dramático do Monte Aventino

Vídeo relacionado

Última modificação em Sexta, 24 Fevereiro 2017 14:40
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