Visões Úteis

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Criações

Criações

Desde 1994, o Visões Úteis criou cerca de 40 espectáculos de teatro e criou também para outros suportes, designadamente audiowalks, pelo que apresentamos parte deste trabalho como Performance na Paisagem.

“Eu proponho uma revolução contra a mentira de que a maioria tem o monopólio da verdade. Quais são as verdades que a maioria normalmente apoia? São verdades tão antigas que já começam a ruir. E se uma verdade é assim tão antiga está no bom caminho para se tornar uma mentira, meus senhores.”

Em 2003 lançámo-nos com unhas e dentes ao “Inimigo do Povo”, prontos para descobrir o que é que de tão relevante, actual e provocante permanecia neste texto do fim do séc. XIX e, sobretudo, como é que poderíamos partir dele para criar o nosso “Inimigo”. Tentámos olhar para a obra de Ibsen como se a estivéssemos a ler pela primeira vez. E foi então que o encontrámos. Um pouco dissimulado pela imagem que anteriores montagens da peça e comentários ao trabalho de Ibsen nos foram dando, ali estava o inimigo de que queríamos falar.

Sinopse

Uma pequena cidade vê a sua vida económica florescer quando decide investir na construção de uma estância termal. Mas o espírito harmonioso e optimista que une os seus cidadãos é subitamente abalado quando o médico oficial das Termas faz uma inesperada descoberta: a água está poluída e é uma verdadeira fonte de doenças. Forçados a optar entre o encerramento do próspero negócio termal e a defesa da saúde pública, os diferentes grupos de interesse começam a posicionar-se num jogo de influências e manipulações, onde a verdade e a ética parecem ser secundárias.

O Inimigo estreou a de 2004 na Casa das Artes de Famalicão. Para além de Famalicão esteve também no Porto num total de 13 apresentações.

direcção e dramaturgia
Ana Vitorino, Carlos Costa, Catarina Martins e Pedro Carreira (a partir da tradução inglesa de R. Farquharson Sharp)

cenografia, adereços e figurinos
Paulo Soares

desenho de luz
José Carlos Coelho

banda sonora original e sonoplastia
João Pedro Martins

interpretação
Ana Azevedo, Ana Vitorino, Carlos Costa, Catarina Martins e Pedro Carreira

design gráfico
Vítor Azevedo

coordenação de montagem e operação de luz
Luís Ribeiro

confecção de figurinos
Branca Elísio

produção executiva
Marina Freitas

produção
Visões Úteis

Vídeo relacionado

Última modificação em Sábado, 16 Maio 2015 20:53

“...são outras coisas, são pequenas coisas, as luzes baixas, as cortinas corridas..”

Para falar do mal partimos do normal.
Partimos de um conceito de normalidade pelo qual pautamos o discurso e a postura das personagens, bem como o ambiente plástico e sonoro que as rodeia. Falamos da normalidade enquanto imagem daquilo que é socialmente definido e aceite, imagem à qual por vezes nos agarramos, histericamente, artificialmente, quando tudo à nossa volta (ou dentro de nós) parece questionar quem somos e o modo como nos relacionamos. Exploramos os falsos equilíbrios que criamos diariamente quando a dor e a dúvida se tornam demasiado pesadas, quando tentamos adiar um problema que atinge o coração da nossa imensa fragilidade.

Sinopse

O habitante do número 667 daquela rua era um homem absolutamente normal: pai de família, bom profissional, empreendedor. Apenas uma coisa perturbava o doce correr dos seus dias: a estranheza que emanava da casa ao lado, o aspecto bizarro e as movimentações suspeitas do seu vizinho.
Este vizinho do lado transforma-se lentamente na personificação de todo o mal. O seu aspecto e as suas acções são-nos transmitidos pelos olhos de 667 que o observa fascinado, quase com obsessão, a partir de sua casa.
Assim, enquanto nos deixamos seduzir pelo mistério da casa ao lado, enquanto somos atraídos pela possibilidade de nela residir o mal de todos os males, a nossa atenção é tentada a desviar-se do homem que na realidade se vai revelando: 667, o nosso “espião”, é um homem à beira da ruptura, incapaz de aguentar a pressão da família e do trabalho. A “paz” no seio do seu lar, que nos vai sendo apresentada, assenta em tédio e frustração.
Será a “casa ao lado” o refúgio do Diabo, figura essencial para a paz de espírito do homem “normal” / pai de família? Ou apenas um espelho da sua própria hipocrisia e da crescente disfunção na sua vida familiar?

Co-produção com o Rivoli – Teatro Municipal
Estreou a 21 de Junho de 2003 no Teatro Municipal Rivoli no Porto. Além do Porto foi apresentado em Coimbra e Vila Real num total de 15 apresentações.

direcção, dramaturgia e texto
Ana Vitorino, Carlos Costa e Catarina Martins

espaço cénico e figurinos
Paulo Soares

banda sonora original e sonoplastia
João Martins

desenho de luz
José Carlos Coelho

apoio ao processo de escrita
Nuno Casimiro

interpretação
Ana Azevedo, Ana Vitorino, Carlos Costa, Catarina Martins e Fernando Moreira

design gráfico
Vitor Azevedo/DeC

direcção técnica
Pedro Carreira

produção executiva
Ágata Marques Fino

produção
Visões Úteis

Última modificação em Sexta, 30 Julho 2010 11:43

“Vou construir uma torre muito alta
Para chegar até ao céu
E ver o que se passa com o sol”

A convite do Rivoli, criámos com crianças do Bairro de Aldoar um espectáculo para atirar os medos para trás das costas. E no mês de trabalho diário com aqueles meninos tentámos atirar pela janela do teatro o quotidiano duro e escondido onde habitam, esperando que mesmo depois de as luzes apagadas um qualquer raio de sol as continue a acompanhar.

Co-Produção com a Culturporto/Rivoli-Teatro Municipal no âmbito do Projecto Bairros.
Estreou a 18 de Abril de 2002 no Rivoli no Porto onde teve 3 apresentações.

texto, direcção e concepção
Ana Vitorino, Carlos Costa, Catarina Martins e Pedro Carreira

espaço cénico
Paulo Soares

banda sonora original e sonoplastia
Gustavo Costa

operação de som
Gustavo Costa

operação de luz
(Rivoli)

interpretação
Ana Vitorino, Augusto Pereira, Carla Pinto, Carlos Costa, Catarina Martins, Daniel Oliveira, Diogo Fernandes, Flávio Ribeiro, Hélder Mendes, Joana Inês Oliveira, Joana Mafalda Neves, Lúcia Pereira, Marisa Macieira, Pedro Carreira, Vanessa Pinho e Vanessa Teixeira

produção executiva
Ágata Marques Fino

Última modificação em Segunda, 08 Novembro 2010 12:10

“Esta celebração interminável. Vai ser a minha morte.”

“Celebração” parte de dois textos: “Eu que servi o Rei de Inglaterra” do checo Bohumil Hrabal (adaptado) e “A Monologue” do inglês Gregory Motton. De um lado, um homem prepara a mesa onde será servida uma grande refeição. Do outro, um homem senta-se dignamente à mesa saboreando a sua refeição. A imagem pode ser enganadora ­ o primeiro prepara-se para seguir o exemplo dos homens bem sucedidos que até aí serviu, e o segundo é de facto um condenado à morte.
Dois monólogos que representam as duas faces daquele momento em que o mundo se divide entre os que celebram e os que são marginalizados ou mesmo eliminados.

Estreou a 22 de Março de 2002 no Tzero.com.palco no Porto. Além do Porto, foi apresentada em Vila Real, Espinho, Aveiro, Maia e Paços de Brandão num total de 30 apresentações.

direcção
Ana Vitorino, Carlos Costa, Catarina Martins e Pedro Carreira

concepção plástica
Paulo Soares

construção cenográfica
Pedro Leitão e Vau Produções

confecção de figurinos
Branca Elísio

banda sonora original e sonoplastia
João Martins

desenho de luz
José Carlos Coelho

design gráfico
Vitor Azevedo

operação som e luz
Ana Vitorino

produção executiva
Ágata Marques Fino

"Eu que servi o Rei de Inglaterra" de Bohumil Hrabal

tradução
Ludmila Dismanová e Mário Gomes

adaptação
Ana Vitorino

interpretação
Carlos Costa

"Um Monólogo" de Gregory Motton

tradução
Carlos Costa

interpretação
Pedro Carreira

Última modificação em Segunda, 21 Junho 2010 16:31
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