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Criações

Criações

Desde 1994, o Visões Úteis criou cerca de 40 espectáculos de teatro e criou também para outros suportes, designadamente audiowalks, pelo que apresentamos parte deste trabalho como Performance na Paisagem.

“Não é medo. É precaução. Ter cuidado. Nunca cheguei atrasada, nunca caí de um escadote, nunca escorreguei da banheira. Nunca morri. Uma vez torci um pé, mas mesmo assim cheguei a horas porque já vinha a contar com isso.”

Uma cidade de diários é um depósito de interpretações contaminadas, uma colecção de impressões erróneas sobre si e sobre o mundo, um conjunto de gestos vãos que lutam contra a transitoriedade e a consciência da minúscula dimensão real de cada vida.
Na “Cidade dos Diários” não se escreve a História do Homem, que incansavelmente avança, mas é nela que porventura encontramos a História dos homens.

... Cidade dos Diários é um pequeno grito para entravar a História “que nos engole”...

Eugénia Vasques
prefácio a Cidade dos Diários, o livro

Sinopse

Estamos numa gare. Cruza-se o espaço a caminho de qualquer lado ou faz-se tempo num espaço de ninguém. Há um cadáver por reclamar. No balcão dos perdidos e achados amontam-se os restos de muitos dias. O homem que apresenta o tempo anda sempre de guarda-chuva e nunca mais chove. Alguém morre e alguém mata.
Estamos a meio de um inquérito. O culpado afinal não tem culpa, mas julga que sim. Já todos esqueceram as vidas que se perderam, menos a vítima que veio de longe. O Chefe quer saber o que se passa. A Luz masca pastilhas mas não consegue deixar de fumar.
Estamos num dia. O Sol está em actividade muito intensa. Caiu o recorde do mundo do salto em altura. Uma desgraça antiga de primeira página acaba em homicídio. Uma mulher tem medo de ficar só.

A Cidade dos Diários estreou a 13 de Maio de 2005 no Balleteatro Auditório no Porto onde fez uma temporada de 13 apresentações.

dramaturgia e direcção
Ana Vitorino, Carlos Costa, Catarina Martins, Pedro Carreira

colaboração na criação dramatúrgica
Nuno Casimiro

banda sonora original, sonoplastia e desenho de som
João Martins

cenografia e figurinos
Ana Luena

desenho de luz e vídeo
José Carlos Coelho

infografismo e media
entropiadesign

elenco
Ana Azevedo (Funcionária), Ana Vitorino (Estrangeira), Carlos Costa (Apresentador da Metereologia), Catarina Martins (Investigadora), Pedro Carreira (Controlador Aéreo) e ainda Miguel Peixoto e Pedro Peixoto (Seguranças) e as vozes de Jorge Mota (Professor) e Jorge Paupério (Chefe)

construção do cenário
A. Grave

confecção dos figurinos
Ana Maria Fernandes

coordenação de montagem
Luís Ribeiro

produção executiva
Marina Freitas

produção
Visões Úteis/TNSJ

Vídeo relacionado

Última modificação em Quinta, 08 Março 2012 18:09

“... Raios te partam! Sempre a atravessar-se no meu caminho, o palerma! São capazes de me dizer como é que um sujeito de trinta e poucos anos, ou seja eu, vive com um instrumento que tudo o que faz é estorvá-lo? ”

Para começar 2005 fizemos teatro a más horas no bar Triplex, para quem aparecesse por lá. E apareceu muita gente para ver as desventuras de um homem e do seu contrabaixo. O instrumento mais importante de uma orquestra. O que parece uma velha gorda.

Sinopse

Numa sala à prova de som, provavelmente o quarto onde vive, um contrabaixista de uma Orquestra Nacional decide contar como é vivida a sua solidão e confidenciar, com ironia amargurada, o seu amor não revelado por uma das sopranos da Ópera. Esta relação platónica encontra no próprio contrabaixo o seu maior obstáculo: instrumento arcaico, que melhor se ouve quanto mais nos afastarmos dele, de aparência hermafrodita, desajeitado e incómodo, o contrabaixo torna-se para este homem no maior empecilho à liberdade e ao amor.
Pelo discurso desta personagem isolada e frustrada, viajamos ainda pela História da música e dos músicos e encontramos uma crítica sagaz à sociedade contemporânea.

O Contrabaixo, na sua versão de sete episódios, estreou a 12 de Janeiro de 2005 no Bar Triplex no Porto. Esta versão foi reposta no Porto em 2006 no Labirintho Bar. Na sua versão alargada, e até ao final de 2013, o espectáculo foi apresentado no Espaço Serv’Artes e na estação de Metro do Bolhão no Porto, e ainda em Vila Real, Vila Nova de Famalicão, Aveiro, Barcelos, Maia, São Mamede de Infesta, Valongo, Leiria, Lisboa, Coimbra, Guarda, Portalegre, Castêlo da Maia, Mira, Viana do Castelo, Figueira da Foz e Setúbal.
Em 2015 o espetáculo apresentou-se pela primeira vez em Espanha, na cidade de Vigo, em versão castelhana. Em 2016 será a vez de Santiago de Compostela, agora em versão portuguesa.

Continua disponível para
itinerância nesta versão alargada.

texto
Patrick Süskind

tradução
Anabela Mendes

dramaturgia e direcção
Ana Vitorino, Carlos Costa, Catarina Martins e Pedro Carreira

direcção musical
João Martins

grafismo
Vítor Azevedo

produção executiva
Marina Freitas

interpretação
Pedro Carreira

e ainda...

João Martins (versão alargada com músico)

João Martins e músicos convidados (versão por episódios)

Vídeo relacionado

Última modificação em Sexta, 05 Fevereiro 2016 12:08

“Eu proponho uma revolução contra a mentira de que a maioria tem o monopólio da verdade. Quais são as verdades que a maioria normalmente apoia? São verdades tão antigas que já começam a ruir. E se uma verdade é assim tão antiga está no bom caminho para se tornar uma mentira, meus senhores.”

Em 2003 lançámo-nos com unhas e dentes ao “Inimigo do Povo”, prontos para descobrir o que é que de tão relevante, actual e provocante permanecia neste texto do fim do séc. XIX e, sobretudo, como é que poderíamos partir dele para criar o nosso “Inimigo”. Tentámos olhar para a obra de Ibsen como se a estivéssemos a ler pela primeira vez. E foi então que o encontrámos. Um pouco dissimulado pela imagem que anteriores montagens da peça e comentários ao trabalho de Ibsen nos foram dando, ali estava o inimigo de que queríamos falar.

Sinopse

Uma pequena cidade vê a sua vida económica florescer quando decide investir na construção de uma estância termal. Mas o espírito harmonioso e optimista que une os seus cidadãos é subitamente abalado quando o médico oficial das Termas faz uma inesperada descoberta: a água está poluída e é uma verdadeira fonte de doenças. Forçados a optar entre o encerramento do próspero negócio termal e a defesa da saúde pública, os diferentes grupos de interesse começam a posicionar-se num jogo de influências e manipulações, onde a verdade e a ética parecem ser secundárias.

O Inimigo estreou a de 2004 na Casa das Artes de Famalicão. Para além de Famalicão esteve também no Porto num total de 13 apresentações.

direcção e dramaturgia
Ana Vitorino, Carlos Costa, Catarina Martins e Pedro Carreira (a partir da tradução inglesa de R. Farquharson Sharp)

cenografia, adereços e figurinos
Paulo Soares

desenho de luz
José Carlos Coelho

banda sonora original e sonoplastia
João Pedro Martins

interpretação
Ana Azevedo, Ana Vitorino, Carlos Costa, Catarina Martins e Pedro Carreira

design gráfico
Vítor Azevedo

coordenação de montagem e operação de luz
Luís Ribeiro

confecção de figurinos
Branca Elísio

produção executiva
Marina Freitas

produção
Visões Úteis

Vídeo relacionado

Última modificação em Sábado, 16 Maio 2015 20:53

“...são outras coisas, são pequenas coisas, as luzes baixas, as cortinas corridas..”

Para falar do mal partimos do normal.
Partimos de um conceito de normalidade pelo qual pautamos o discurso e a postura das personagens, bem como o ambiente plástico e sonoro que as rodeia. Falamos da normalidade enquanto imagem daquilo que é socialmente definido e aceite, imagem à qual por vezes nos agarramos, histericamente, artificialmente, quando tudo à nossa volta (ou dentro de nós) parece questionar quem somos e o modo como nos relacionamos. Exploramos os falsos equilíbrios que criamos diariamente quando a dor e a dúvida se tornam demasiado pesadas, quando tentamos adiar um problema que atinge o coração da nossa imensa fragilidade.

Sinopse

O habitante do número 667 daquela rua era um homem absolutamente normal: pai de família, bom profissional, empreendedor. Apenas uma coisa perturbava o doce correr dos seus dias: a estranheza que emanava da casa ao lado, o aspecto bizarro e as movimentações suspeitas do seu vizinho.
Este vizinho do lado transforma-se lentamente na personificação de todo o mal. O seu aspecto e as suas acções são-nos transmitidos pelos olhos de 667 que o observa fascinado, quase com obsessão, a partir de sua casa.
Assim, enquanto nos deixamos seduzir pelo mistério da casa ao lado, enquanto somos atraídos pela possibilidade de nela residir o mal de todos os males, a nossa atenção é tentada a desviar-se do homem que na realidade se vai revelando: 667, o nosso “espião”, é um homem à beira da ruptura, incapaz de aguentar a pressão da família e do trabalho. A “paz” no seio do seu lar, que nos vai sendo apresentada, assenta em tédio e frustração.
Será a “casa ao lado” o refúgio do Diabo, figura essencial para a paz de espírito do homem “normal” / pai de família? Ou apenas um espelho da sua própria hipocrisia e da crescente disfunção na sua vida familiar?

Co-produção com o Rivoli – Teatro Municipal
Estreou a 21 de Junho de 2003 no Teatro Municipal Rivoli no Porto. Além do Porto foi apresentado em Coimbra e Vila Real num total de 15 apresentações.

direcção, dramaturgia e texto
Ana Vitorino, Carlos Costa e Catarina Martins

espaço cénico e figurinos
Paulo Soares

banda sonora original e sonoplastia
João Martins

desenho de luz
José Carlos Coelho

apoio ao processo de escrita
Nuno Casimiro

interpretação
Ana Azevedo, Ana Vitorino, Carlos Costa, Catarina Martins e Fernando Moreira

design gráfico
Vitor Azevedo/DeC

direcção técnica
Pedro Carreira

produção executiva
Ágata Marques Fino

produção
Visões Úteis

Última modificação em Sexta, 30 Julho 2010 11:43
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