Visões Úteis

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Criações

Desde 1994, o Visões Úteis criou cerca de 40 espectáculos de teatro e criou também para outros suportes, designadamente audiowalks, pelo que apresentamos parte deste trabalho como Performance na Paisagem.

“Os dois pioneiros do comércio e do progresso passavam dias a olhar o vazio. O rio corria calmo debaixo do sol vibrante. E a toda a volta, a imensa floresta, plena de vida, estendia-se no eloquente silêncio daquela grandeza muda. Kayerts e Carlier não percebiam nada. Não queriam saber de nada.”

A Frente do Progresso é a primeira produção do projecto A Caminho do Resto do Mundo, uma reflexão sobre o nosso tempo e lugar a partir da escrita de Joseph Conrad.

É uma adaptação do conto “An Outpost of Progress” de Joseph Conrad, que se instala no palco, brincando com maquinaria e convenção teatral, para contar ao público uma história tão longínqua - no espaço e no tempo - e tão próxima.

Estreou a 29 de Março de 2007 no Teatro Carlos Alberto, em co-produção com o Teatro Nacional São João.

Sinopse

Kayerts e Carlier estão encarregues de um entreposto comercial, nas margens de um rio, no coração da selva. Rodeados por uma imensidão que se torna mais estranha e incompreensível pelas visões fugazes e misteriosas da vida intensa que contêm, os dois homens são como crianças e não têm qualquer preparação para enfrentar tal desafio. Uma parábola do nosso mundo num registo cómico e grotesco.

Estreia a 29 de Março de 2007 no Teatro Carlos Alberto, em co-produção com o Teatro Nacional São João.

A Frente do Progresso
a partir de “An Outpost of Progress” (1897), de Joseph Conrad

dramaturgia e direcção
Ana Vitorino, Carlos Costa e Catarina Martins

cenografia
João Calvário, a partir de ilustrações originais de José Carlos Fernandes

figurinos
Ana Luena, a partir de ilustrações originais de José Carlos Fernandes

banda sonora original e sonoplastia
João Martins

desenho de luz
José Carlos Coelho

interpretação
Ana Vitorino, Carlos Costa, Miguel Rosas, Pedro Carreira e Rui Queirós de Matos

apoio dramatúrgico
Nuno Casimiro

caracterização
Anita Novais

adereços e execução de cenografia
João Calvário, Luísa Soares, Pedro Raposo

máscaras
Cristóvão Neto

execução de guarda-roupa
Ana Maria Fernandes

enchimentos
Jonas Ribeiro

coordenação de montagem e assistência de iluminação
Luís Ribeiro

produção executiva
Marina Freitas

Vídeo relacionado

Última modificação em Quinta, 08 Março 2012 18:06

“Um homem tosse. Tosse uma tosse seca, de mil anos de tabaco nos pulmões.”

A tensão criada pelo espaço claustrofóbico dos escritórios de uma empresa, tendo como pano de fundo os processos de globalização e deslocalização do trabalho.

Com este espectáculo Gemma Rodriguez foi pela primeira vez  apresentada ao público português.

Mal Vistos recebeu o “Prémio Maria Teresa Léon 2002”.

Estreou em Maio de 2006 no FITEI/Porto.

Sinopse

Em redor das instalações da sucursal de uma multinacional alemã, uma multidão avoluma-se e protesta contra os despedimentos massivos, o inevitável encerramento, a previsível deslocalização.

Lá dentro vive-se mais um dia sem trabalho. Num clima de crescente tensão e desconfiança, mimam-se os procedimentos necessários à manutenção das aparências. Quatro homens, quadros superiores da empresa, evitam a tudo o custo admitir abertamente o fracasso e a sua impotência face à situação. Agarrando-se à ideia da sua superioridade hierárquica, debatendo-se com a frustração, o sentimento de culpa e a incerteza do seu futuro, tentam esconder uma verdade gritante: estão ultrapassados e são dispensáveis.

Estreou a 31 de Maio de 2006 no Teatro Carlos Alberto no Porto, integrado no XXIX FITEI. Foi ainda apresentado em Aveiro e Coimbra, tendo sido reposto no Porto em Novembro de 2007 no Teatro Helena Sá e Costa, num total de 15 apresentações.

tradução
Ana Vitorino, Carlos Costa e Catarina Martins, a partir do original castelhano de 2003 e do original catalão na versão de 2006

direcção
Ana Vitorino e Carlos Costa

cenografia, adereços e figurinos
Ana Luena

desenho de luz
José Carlos Coelho

banda sonora original e sonoplastia:
João Martins

interpretação
Ana Vitorino, Carlos Costa, Miguel Rosas, Nuno Simões, Pedro Carreira e Valdemar Santos

design gráfico
Vitor Azevedo

coordenação de montagem
Luís Ribeiro

assistente de cenografia
Júlio Alves

produção executiva
Marina Freitas

produção
Visões Úteis

Vídeo relacionado

Última modificação em Quinta, 08 Março 2012 18:00

“Não é medo. É precaução. Ter cuidado. Nunca cheguei atrasada, nunca caí de um escadote, nunca escorreguei da banheira. Nunca morri. Uma vez torci um pé, mas mesmo assim cheguei a horas porque já vinha a contar com isso.”

Uma cidade de diários é um depósito de interpretações contaminadas, uma colecção de impressões erróneas sobre si e sobre o mundo, um conjunto de gestos vãos que lutam contra a transitoriedade e a consciência da minúscula dimensão real de cada vida.
Na “Cidade dos Diários” não se escreve a História do Homem, que incansavelmente avança, mas é nela que porventura encontramos a História dos homens.

... Cidade dos Diários é um pequeno grito para entravar a História “que nos engole”...

Eugénia Vasques
prefácio a Cidade dos Diários, o livro

Sinopse

Estamos numa gare. Cruza-se o espaço a caminho de qualquer lado ou faz-se tempo num espaço de ninguém. Há um cadáver por reclamar. No balcão dos perdidos e achados amontam-se os restos de muitos dias. O homem que apresenta o tempo anda sempre de guarda-chuva e nunca mais chove. Alguém morre e alguém mata.
Estamos a meio de um inquérito. O culpado afinal não tem culpa, mas julga que sim. Já todos esqueceram as vidas que se perderam, menos a vítima que veio de longe. O Chefe quer saber o que se passa. A Luz masca pastilhas mas não consegue deixar de fumar.
Estamos num dia. O Sol está em actividade muito intensa. Caiu o recorde do mundo do salto em altura. Uma desgraça antiga de primeira página acaba em homicídio. Uma mulher tem medo de ficar só.

A Cidade dos Diários estreou a 13 de Maio de 2005 no Balleteatro Auditório no Porto onde fez uma temporada de 13 apresentações.

dramaturgia e direcção
Ana Vitorino, Carlos Costa, Catarina Martins, Pedro Carreira

colaboração na criação dramatúrgica
Nuno Casimiro

banda sonora original, sonoplastia e desenho de som
João Martins

cenografia e figurinos
Ana Luena

desenho de luz e vídeo
José Carlos Coelho

infografismo e media
entropiadesign

elenco
Ana Azevedo (Funcionária), Ana Vitorino (Estrangeira), Carlos Costa (Apresentador da Metereologia), Catarina Martins (Investigadora), Pedro Carreira (Controlador Aéreo) e ainda Miguel Peixoto e Pedro Peixoto (Seguranças) e as vozes de Jorge Mota (Professor) e Jorge Paupério (Chefe)

construção do cenário
A. Grave

confecção dos figurinos
Ana Maria Fernandes

coordenação de montagem
Luís Ribeiro

produção executiva
Marina Freitas

produção
Visões Úteis/TNSJ

Vídeo relacionado

Última modificação em Quinta, 08 Março 2012 18:09

“... Raios te partam! Sempre a atravessar-se no meu caminho, o palerma! São capazes de me dizer como é que um sujeito de trinta e poucos anos, ou seja eu, vive com um instrumento que tudo o que faz é estorvá-lo? ”

Para começar 2005 fizemos teatro a más horas no bar Triplex, para quem aparecesse por lá. E apareceu muita gente para ver as desventuras de um homem e do seu contrabaixo. O instrumento mais importante de uma orquestra. O que parece uma velha gorda.

Sinopse

Numa sala à prova de som, provavelmente o quarto onde vive, um contrabaixista de uma Orquestra Nacional decide contar como é vivida a sua solidão e confidenciar, com ironia amargurada, o seu amor não revelado por uma das sopranos da Ópera. Esta relação platónica encontra no próprio contrabaixo o seu maior obstáculo: instrumento arcaico, que melhor se ouve quanto mais nos afastarmos dele, de aparência hermafrodita, desajeitado e incómodo, o contrabaixo torna-se para este homem no maior empecilho à liberdade e ao amor.
Pelo discurso desta personagem isolada e frustrada, viajamos ainda pela História da música e dos músicos e encontramos uma crítica sagaz à sociedade contemporânea.

O Contrabaixo, na sua versão de sete episódios, estreou a 12 de Janeiro de 2005 no Bar Triplex no Porto. Esta versão foi reposta no Porto em 2006 no Labirintho Bar. Na sua versão alargada, e até ao final de 2013, o espectáculo foi apresentado no Espaço Serv’Artes e na estação de Metro do Bolhão no Porto, e ainda em Vila Real, Vila Nova de Famalicão, Aveiro, Barcelos, Maia, São Mamede de Infesta, Valongo, Leiria, Lisboa, Coimbra, Guarda, Portalegre, Castêlo da Maia, Mira, Viana do Castelo, Figueira da Foz e Setúbal.
Em 2015 o espetáculo apresentou-se pela primeira vez em Espanha, na cidade de Vigo, em versão castelhana. Em 2016 será a vez de Santiago de Compostela, agora em versão portuguesa.

Continua disponível para
itinerância nesta versão alargada.

texto
Patrick Süskind

tradução
Anabela Mendes

dramaturgia e direcção
Ana Vitorino, Carlos Costa, Catarina Martins e Pedro Carreira

direcção musical
João Martins

grafismo
Vítor Azevedo

produção executiva
Marina Freitas

interpretação
Pedro Carreira

e ainda...

João Martins (versão alargada com músico)

João Martins e músicos convidados (versão por episódios)

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Última modificação em Terça, 12 Dezembro 2017 15:31
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