Visões Úteis

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Desde 1994, o Visões Úteis criou cerca de 40 espectáculos de teatro e criou também para outros suportes, designadamente audiowalks, pelo que apresentamos parte deste trabalho como Performance na Paisagem.

“E enquanto corto a cebola penso num final feliz; um final em que não morra tanta gente.”

“O Anzol” é a segunda incursão do Visões Úteis na obra da dramaturga catalã Gemma Rodríguez. A peça mostra um momento decisivo na vida de três personagens que, nas palavras da  autora, “têm em comum as suas vidas fracassadas mas não perdem a esperança de apanhar o anzol da felicidade”.

“O Anzol” estreou a 23 de Abril de 2009 no Pequeno Auditório do Teatro Municipal de Vila Real.

Sinopse

“O Anzol” retrata um momento crítico na vida de três “perdedores” : Lena, o seu pai e a sua vizinha do lado, Irene.
Lena decidiu convidar o pai, um ex-alcoólico em recuperação com quem não fala há dois anos, para um jantar. Enquanto espera que ele chegue, desespera com o atraso do seu companheiro, que já deveria ter chegado a casa com os filhos dela. No apartamento ao lado, Irene aguarda a chegada dos funcionários do gás, que chamou após ter detectado uma fuga. A caminho do edifício, o pai de Lena prepara-se para tentar recuperar o amor dos netos e a confiança da filha.

Influenciada pela dramaturgia alemã contemporânea, em “O Anzol” Gemma Rodríguez alia com mestria a amargura à comicidade, a fantasia poética à rude realidade, numa obra em que a tensão cresce minuto a minuto, em direcção a um desfecho que tem tanto de dramático como de banal.

“O Anzol”
34ª criação Visões Úteis / uma co-produção com o Teatro Municipal de Vila Real

texto
Gemma Rodríguez

tradução e direcção
Ana Vitorino, Carlos Costa e Catarina Martins

cenografia e figurinos
Inês de Carvalho

desenho de luz
José Carlos Coelho

banda sonora original e sonoplastia
João Martins

interpretação
Ana Vitorino, Carlos Costa, Catarina Martins, Pedro Carreira
e Gemma Rodríguez e Paula Seabra (voz-off)

coordenação técnica
Luís Ribeiro

assistência cenográfica
Rui Azevedo

produção executiva
Joana Neto

assistência de produção
Helena Madeira

design gráfico
entropiadesign a partir de imagem de Ricardo Lafuente

classificação etária
M/12

duração
60 minutos

“O Anzol” estreou a 23 de Abril de 2009 no Pequeno Auditório do Teatro Municipal de Vila Real no âmbito do Festival Vinte e Sete. Em Dezembro de 2009 esteve em cena no Teatro Helena Sá e Costa (Porto).

Vídeo relacionado

Última modificação em Quinta, 05 Fevereiro 2015 00:47

“Meu filho, porque estás tu a tremer?
Pai, o Rei dos Elfos, não o estás a ver?
O Rei dos Elfos de cauda e coroa?
Meu filho, é só o nevoeiro que voa.”

“Muna” é um projecto que parte de uma mesma concepção dramatúrgica, plástica e sonora para dar origem a dois espectáculos: um apresentado de dia— “Muna” para a infância— e outro apresentado de noite— “Muna” para adultos. Inspirando-nos no poema “O Rei dos Elfos” de Goethe e no universo do ilustrador Júlio Vanzeler, exploramos o território entre o sonho e o acordar, onde a realidade e a ficção se unem e onde habitam todas as coisas sem nome que nos causam simultaneamente fascínio e medo. O espectáculo foi produzido em colaboração com os Teatros Nacionais São João e Dona Maria II.

“Muna” estreou a 18 Junho (versão para a infância) e a 20 Junho (versão para adultos) de 2008 no Teatro Carlos Alberto no Porto.

Sinopse

Versão para a infância

Num quarto uma criança está deitada na cama. Está doente e os pais vigiam-na. No seu sono de febre a criança mergulha num território estranho e desconhecido, onde se imagina um super-herói. Os objectos e vozes do quarto confundem-se com as personagens excêntricas desse mundo sonhado. O nosso herói vive uma aventura inesperada com um pé na realidade e outro na fantasia. Enquanto luta com o Rei dos Elfos para salvar a lua roubada, toma o xarope que a mãe lhe dá.

Versão para adultos

Num quarto um pai que perdeu um filho está deitado na cama. No seu delírio de dor mergulha num território estranho e desconhecido de onde não consegue fugir. As memórias e os remorsos confundem-se com as personagens bizarras desse mundo que inexplicavelmente o interpela. Numa batalha perdida à partida, o pai tenta dominar a sua esmagadora impotência. Num mundo que foge a qualquer lógica, tenta encontrar o caminho de volta à realidade.

Estreou a 18 Junho (versão para a infância) e a 20 Junho (versão para adultos) de 2008 no Teatro Carlos Alberto no Porto, e em Outubro seguinte esteve em cena no Teatro Nacional Dona Maria II em Lisboa. Em Dezembro de 2008 foi ainda apresentado no Auditório da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (versão para a infância) e em Outubro de 2009 ambas as versões estiveram em reposição no Teatro Helena Sá e Costa (Porto). Muna fez já um total de cerca de 50 apresentações. Continua disponível para itinerância.

dramaturgia e direcção
Ana Vitorino, Carlos Costa, Catarina Martins

cenografia e adereços
João Calvário

figurinos
Ana Luena

a partir de ilustrações originais de
Júlio Vanzeler

banda sonora original e sonoplastia
João Martins

desenho de luz
José Carlos Coelho

caracterização
Anita Novais

interpretação
Ana Vitorino, Carlos Costa, Catarina Martins, João Martins, Pedro Carreira, Rui Queirós de Matos e Raquel Carreira (voz-off)

assistência de cenografia e adereços
Rui Azevedo

execução de adereços adicionais
Suzete Rebelo

execução de guarda-roupa
Ana Maria Fernandes, Glória Costa

pintura de figurinos
Catarina Felgueiras

execução de cenografia
Américo Castanheira/Tudo Faço

coordenação de montagem e assistência de iluminação
Luís Ribeiro

assistência de produção
Helena Madeira

produção executiva
Marina Freitas

Última modificação em Segunda, 08 Novembro 2010 12:10

“E os adúlteros e as adúlteras que, neste preciso momento, levam a cabo o seu trabalho febril (...) criam uma rede na qual se apoia o resto das contradições que moldam a realidade. A mim, a todos nós, adúlteros e adúlteras esforçados, a sociedade deve-nos tudo.”

“Adúlteros Desorientados”, adaptação da obra “Cuentos de adúlteros desorientados” de Juan José Millás, é mais uma incursão do Visões Úteis no teatro portátil— um monólogo divertido para um público descontraído mas exigente, concebido para possibilitar a relação directa entre criadores e público.

Sinopse

Um adúltero tenta encontrar justificação para a sua vida dúplice no relato de inúmeros adultérios reais, possíveis e imaginários. Com um humor desconcertante, viaja pelo estado de confusão em que estão submersos os adúlteros, permanentemente obrigados a uma vigilância constante para que a sua opção de vida não se torne transparente aos olhos dos outros. Sempre encarando o adultério como algo a que não se pode escapar... enfim uma vocação, ou até uma metáfora da própria vida.

Estreou a 15 de Janeiro de 2008 no Espaço Serv'artes no Porto. Até ao final de 2010 foi ainda apresentado em Aveiro, Vila Real, Guimarães, Maia, S. Pedro do Sul, Portalegre, Barcelos, Coimbra, Gouveia, Leiria, Estarreja, Castêlo da Maia e Lisboa, fazendo também a sua primeira apresentação em território internacional ao integrar a programação do FIOT 2010 na Coruña (Galiza). Continua disponível para itinerância.

texto
Juan José Millás

tradução
Anabela Mendes

dramaturgia e direcção
Ana Vitorino, Carlos Costa e Catarina Martins

direcção musical
João Martins

interpretação
Pedro Carreira

Vídeo relacionado

Última modificação em Quinta, 09 Janeiro 2014 18:31

“Os dois pioneiros do comércio e do progresso passavam dias a olhar o vazio. O rio corria calmo debaixo do sol vibrante. E a toda a volta, a imensa floresta, plena de vida, estendia-se no eloquente silêncio daquela grandeza muda. Kayerts e Carlier não percebiam nada. Não queriam saber de nada.”

A Frente do Progresso é a primeira produção do projecto A Caminho do Resto do Mundo, uma reflexão sobre o nosso tempo e lugar a partir da escrita de Joseph Conrad.

É uma adaptação do conto “An Outpost of Progress” de Joseph Conrad, que se instala no palco, brincando com maquinaria e convenção teatral, para contar ao público uma história tão longínqua - no espaço e no tempo - e tão próxima.

Estreou a 29 de Março de 2007 no Teatro Carlos Alberto, em co-produção com o Teatro Nacional São João.

Sinopse

Kayerts e Carlier estão encarregues de um entreposto comercial, nas margens de um rio, no coração da selva. Rodeados por uma imensidão que se torna mais estranha e incompreensível pelas visões fugazes e misteriosas da vida intensa que contêm, os dois homens são como crianças e não têm qualquer preparação para enfrentar tal desafio. Uma parábola do nosso mundo num registo cómico e grotesco.

Estreia a 29 de Março de 2007 no Teatro Carlos Alberto, em co-produção com o Teatro Nacional São João.

A Frente do Progresso
a partir de “An Outpost of Progress” (1897), de Joseph Conrad

dramaturgia e direcção
Ana Vitorino, Carlos Costa e Catarina Martins

cenografia
João Calvário, a partir de ilustrações originais de José Carlos Fernandes

figurinos
Ana Luena, a partir de ilustrações originais de José Carlos Fernandes

banda sonora original e sonoplastia
João Martins

desenho de luz
José Carlos Coelho

interpretação
Ana Vitorino, Carlos Costa, Miguel Rosas, Pedro Carreira e Rui Queirós de Matos

apoio dramatúrgico
Nuno Casimiro

caracterização
Anita Novais

adereços e execução de cenografia
João Calvário, Luísa Soares, Pedro Raposo

máscaras
Cristóvão Neto

execução de guarda-roupa
Ana Maria Fernandes

enchimentos
Jonas Ribeiro

coordenação de montagem e assistência de iluminação
Luís Ribeiro

produção executiva
Marina Freitas

Vídeo relacionado

Última modificação em Quinta, 08 Março 2012 18:06
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Disponível para Itinerância

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