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Mostrar artigos por etiqueta: António Feio
Segunda, 02 Agosto 2010 12:16

Desmente a gente se ria...

Em 1997 viajámos pela mão do António Feio à Ilha do Corvo, numa adaptação (sua) de um texto de Martin McDonagh. Um texto simultaneamente comovente e hilariante, um trabalho com muitas risadas garantidas.
Primeiro ensaio, primeiro acto, cena 1: As actrizes entram em cena e proferem as duas primeiras frases do texto. O encenador levanta-se e diz calmamente: “Ok. Vamos parar.”
Mau– pensamos– a este ritmo não chegamos à estreia!
O António põe-se ao nosso lado e mostra-nos porque é que estamos a começar mal. Mostra-nos com o corpo, mostra-nos com os olhos, porque antes de ser encenador ele é um actor que encena. Não nos mostra “como se faz”, mostra-nos pessoas e emoções, e na sua figura alta e fininha vemos aparecer uma angustiada velhota de 60 anos, um puto armado em carapau-de-corrida, um solteirão coscuvilheiro de aldeia. E tudo começa a funcionar, e tudo começa a ser comovente e hilariante. E, apesar dos ocasionais empandeiranços e faralhanços, é um trabalho cheio de risadas– as nossas e depois as do público. Desmente a gente procure o rigor e a verdade e (sempre) o prazer de fazer.

“O António Feio deixou-nos para sempre.”

Nós aqui preferimos meter uma sardinha...

O António Feio vive para sempre.

Obrigado!

Publicado em Novidades
Segunda, 21 Junho 2010 11:11

O Aleijadinho do Corvo

“Não vão precisar de trabalhar, vão ter só de representar, que não se pode dizer que seja trabalhar, é só dizer umas coisas.”

No fnal de 1997 quisemos contar uma história sem grandes mensagens, para toda a gente. Uma história simples, de pessoas simples, de pessoas isoladas, de pessoas que sonham, de sonhos que se concretizam, de anos, de solidão e com humor. Com o António Feio a encenar um texto de Martin McDonagh rimos, chorámos e falámos "Açoreano" na Ilha do Corvo onde nunca estivemos mas acerca da qual temos um imaginário fértil.
Nunca tínhamos simplesmente contado uma história.
Gostámos e um dia destes havemos de repetir, na atura certa, mesmo que outras mentes iluminadas achem que não devíamos fazer "essas coisas".

Estreou a 27 de Novembro de 1997 no Rivoli no Porto. Além do Porto, foi apresentada em Estremoz num total de 15 apresentações.

texto
Martin McDonagh

tradução e adaptação
António Feio

encenação
António Feio

cenografia
Eduardo Loio

figurinos
Eduardo Loio

execução de figurinos
Armanda Neto

caracterização
Aurora Gaia

música
Albrecht Loops

desenho de luz
Laia Oms

fotografia
Limamil

concepção gráfica
Eduardo Loio

registo vídeo
João Nuno Martins

direcção de montagem
Laia Oms

operação de luz
Laia Oms

operação de som
Paulo Rodrigues/Lucinda Gomes

interpretação
Alexandra Lobato, Ana Vitorino, Anabela Mira, Carlos Costa, Catarina Martins, Fernando Moreira, Miguel Cabral, Nuno Cardoso e Pedro Carreira

produção executiva
Lucinda Gomes

Publicado em Espectáculos

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