Visões Úteis

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Espectáculos

Espectáculos

"Estamos a escutar mas não estamos a ouvir. Estamos a trabalhar. Só nos interessa ajudá-lo."

 


Sinopse


Uma secção de análise de informação. Três analistas. Um grupo de sujeitos para testar e um nunca acabar de factos, dados e sinais para monitorizar, anotar, editar ou eliminar. Na mesa, um caso em aberto: uma estranha história que resiste à interpretação racional, onde um sujeito (ou serão vários?) parece constantemente passar de culpado a inocente, de herói a traidor.

Em "Ficheiros Secretos" falamos de espionagem moderna - aquela em que a ação humana no terreno foi sendo substituida pela vigilância de sinais eletrónicos. Olhamos para esta gigantesca rede de sinais e para aquilo que de verdadeiramente humano se esconde por detrás dela - a nossa contínua necessidade de guardar e descobrir segredos, o nosso fascínio por tudo o que não entendemos mas sentimos estar relacionado de algum modo enigmático, e o medo que nos pode fazer abrir mão das mais básicas noções de liberdade e intimidade.

 

"Isto são factos. E não há factos que possam mudar o mundo, apenas as interpretações desses factos. O Visões Úteis sabe disso e é isso que nos mostra nesta peça: a dificuldade da interpretação. Perante os factos, como interpretá‑los de uma forma que faça sentido, que permita agir? É sobre esta dificuldade, a dificuldade da interpretação, que se funda este espetáculo e, com a inteligência que caracteriza as produções da companhia, o Visões Úteis aborda essa dificuldade, usando as ferramentas clássicas do teatro para ajudar a situá‑la no contexto dos dilemas sociais que o teatro nasceu para retratar."

Jorge Palinhos
 

 

Ficheiros Secretos
43ª criação Visões Úteis

texto e direção
Ana Vitorino, Carlos Costa  

cenografia e figurinos
Inês de Carvalho

banda sonora original e sonoplastia
João Martins

desenho de luz
José Carlos Coelho  

cocriação
Pedro Carreira

colaboração na pesquisa
Ana Carvalho, Ricardo Lafuente/Manufactura Independente  

interpretação
Ana Vitorino, Carlos Costa, Pedro Carreira e ainda João Martins voz-off Arsélio Martins  

co-produção
Visões Úteis / TNSJ

duração aproximada
1h40

classificação etária
M/16 anos

 

"Ficheiros Secretos" estreou a 14 de novembro de 2013 no Teatro Carlos Alberto (Porto), onde esteve em cena até dia 24. Em Março de 2014 o espetáculo apresentou-se no Teatro Académico de Gil Vicente, em Coimbra.

Última modificação em Quinta, 05 Março 2015 15:40

"Mas como é que nós vamos arranjar dinheiro para comprar salsichas? Temos alguma coisa que os alemães queiram?"



Sinopse

Numa espécie de enclave territorial, um estranho grupo de personagens decide separar-se do seu país natal e proclamar a independência de um novo Estado. A nova micro-nação, Nióbio, é constituída por três habitantes, uma banda e uma lagosta. E a banda nem sequer está completa…

Para que uma nação seja uma nação a sério tem de ter História, leis e linguagem próprias, e se nada disso existir pode criar-se rapidamente. O novo povo de Nióbio vai implementar todos os procedimentos necessários à validação do recém-país, desde a escolha dos símbolos nacionais, à relação diplomática com as organizações internacionais, passando pelas estratégias de sustentabilidade a longo prazo. Mas, apesar de todo o empenho dos seus fundadores (e únicos cidadãos), a nação de Nióbio não parece ter grandes hipóteses de futuro. Talvez porque não consegue deixar de replicar os erros que ditaram a degeneração da nação mãe.

A única salvação pode ser firmar uma aliança estratégica, formalizada através de um casamento de conveniência. Uma ótima oportunidade para exibir toda a glória niobiana, através da organização de um grande evento social e cultural. E, claro, tem de haver banquete. Nem que seja à custa do sacrifício da lagosta, único animal do país e símbolo nacional.

 

Soluções radicais, patrimoniais, políticas. Qual crise, qual quê! Os niobianos sabem como resolver, sem sacrifícios escusados nem aborrecidas negociações com a troyka. Como uma nova ilha da utopia. Tem o nosso país políticos corruptos e promiscuidades várias? A dívida portuguesa parece uma rosca-sem-fim e os nossos políticos promovem uma cultura da pobreza, seriamente aborrecida, com cortes de toda a ordem? Os niobianos encontram soluções criativas.
Basta-nos ser espectadores atentos e seguir os seus destinos com a dedicação de quem segue uma novela televisiva ou vê uma peça vicentina cheia de risos e de castigados lusos costumes.”

José Alberto Ferreira



NIÓBIO
41.ª criação Visões Úteis

texto e direção
Ana Vitorino, Carlos Costa

cenografia e figurinos
Inês de Carvalho

banda sonora original e sonoplastia
João Martins

desenho de luz
José Carlos Coelho

co-criação
Ana Azevedo

interpretação
Ana Azevedo, Ana Vitorino, Carlos Costa, Pedro Carreira e ainda João Martins

fotografia
Paulo Pimenta

grafismo
Manufactura Independente

coordenação técnica
Luís Ribeiro

produção executiva
Marina Freitas

assistência de produção
Helena Madeira

co-produção
Visões Úteis / Guimarães 2012 – Capital Europeia da Cultura

duração aproximada
90 minutos

classificação etária
M/16 anos

 

"Nióbio" estreou a 7 de junho de 2012 no Centro Cultural Vila Flôr (Guimarães), numa co-produção com Guimarães 2012 - Capital Europeia da Cultura. Ainda em junho o espetáculo apresentou-se em Coimbra (Teatro Académico de Gil Vicente), Porto (Teatro do Campo Alegre) e Aveiro (Estúdio Performas). 

Vídeo relacionado

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Última modificação em Sábado, 02 Março 2019 00:30

"E é aqui que começamos a perguntar: se perdermos o controlo e nos espatifarmos lá em baixo, como é que estar dobrado para a frente com as mãos sobre a cabeça me vai salvar a vida? E se isto não me salva a vida, porque é que eles querem que eu me ponha nesta posição?"



Sinopse

Em 2001 o Visões Úteis co-produziu com o TNSJ o espectáculo “Orla do Bosque”. Tratava-se do último momento de um longo processo criativo, intitulado “Visíveis na Estrada Através da Orla do Bosque”, que se iniciou com o espetáculo “Estudos”, e que pelo meio passou por uma viagem de um mês pela Europa, ao encontro de diversas figuras da arte, arquitetura, cultura e política, conversando e refletindo sobre as ideias de fronteira, alteridade, espaço público e viagem. Todo o processo, e em particular o espetáculo “Orla do Bosque”, acabava por ser a reflexão de uma geração – a entrar nos 30 anos – acerca do seu papel na cidade, no espaço público. Um olhar desconfiado sobre o momento de otimismo e euforia consumista que as sociedades ocidentais atravessavam.

Em 2011 o TNSJ acolheu uma nova criação do Visões Úteis. “Monstros de Vidro” parte do desejo de falar do modo como, desde sempre, se criaram mitos e monstros para explicar e sublimar os acontecimentos traumáticos – os que acontecem devido a causas incontroláveis, mas também aqueles que resultam diretamente das nossas próprias ações enquanto indivíduos e comunidades.
Mas “Monstros de Vidro” é também um regresso ao espetáculo “Orla do Bosque”, uma década depois. Não para recriar ou atualizar esse espectáculo mas para lançar um novo olhar crítico ao nosso aqui e agora, partindo das perguntas e premissas de então. E desse olhar ninguém está a salvo.

A geração dos 30 anos está agora a chegar aos 40. Os pais começaram a morrer, os filhos passaram a ser pais. Agora conseguem reconhecer todos os pontos de vista, e sabem usar as palavras com mestria, articular os argumentos, para justificar todas as suas ações. E nunca estiveram tão perdidos nem tão assustados como hoje. Prontos para criar novos monstros... ou decidir que não.


Monstros de Vidro

40.ª criação Visões Úteis

texto e direção
Ana Vitorino, Carlos Costa

cenografia e figurinos
Inês de Carvalho

banda sonora original e sonoplastia
João Martins

desenho de luz
José Carlos Coelho

elementos gráficos e audiovisuais
entropiadesign

co-criação
Ana Azevedo, Nuno Casimiro, Pedro Carreira


interpretação
Ana Azevedo, Ana Vitorino, Carlos Costa, Pedro Carreira e ainda Inês de Carvalho; voz-off Alice Costa


música adicional: "Perfidia" (Alberto Domínguez), "Music to watch girls by" (Sid Ramin), "Crema Batida" (Al Caiola), "Viva la Vida-Instrumental" (Coldplay)


produção
Visões Úteis

duração aproximada
[1:30]

classificação etária
M/16 anos

 

"Monstros de Vidro" estreou a 25 de Novembro de 2011 no Teatro Carlos Alberto (Porto), num acolhimento do Teatro Nacional S. João. Apresentou-se de seguida em Coimbra – Teatro Académico de Gil Vicente (7 de dezembro) - e Aveiro – Estúdio Performas (10 de dezembro). Continua disponível para itinerância.

Vídeo relacionado

Última modificação em Quinta, 05 Fevereiro 2015 00:45

"O tempo muda, foge. Morre e volta a ser. Aperto as mãos, respiro devagar. Esqueço tudo, volto a lembrar. O resto... não pára de acontecer."

"O Vento" é mais do que um espectáculo, é um evento-espectáculo dirigido aos mais novos e aos adultos que os acompanham, que não se limitam a ver... são convidados a fazer!

Sinopse

Cada apresentação de "O Vento" é antecedida por uma oficina criativa dirigida pelos próprios intérpretes que preparam os participantes para intervir directamente no espectáculo com acções performativas de expressão sonora, dramática, plástica e de movimento. Os participantes são ainda chamados a tomar decisões que definem uma direcção e um desfecho para a história.

O público dá assim corpo ao vento que impiedosamente molda o cenário físico e emocional de duas personagens que, aos poucos, vão perdendo todas as suas referências... até deixarem mesmo de saber quem são!

"O Vento" é um espectáculo dirigido por uma colaboradora do Visões Úteis, a cenógrafa e figurinista Inês de Carvalho, e nasceu da sua anterior experiência com o projecto “As histórias de Amélia (criações sobre a abundância)”.

O processo de criação de "O Vento" iniciou-se em Novembro de 2010 com uma viagem a Castilla-La-Mancha, em busca dos moinhos e paisagens de Quixote, e continuou com uma residência artística na freguesia da Afurada (Vila Nova de Gaia). Aqui trabalhámos com populações escolares e comunidades para recolher imagens, vídeos, histórias, músicas, enfim, as sementes do espectáculo. Os residentes da Afurada colaboraram ainda na construção do cenário de "O Vento" e puderam experimentar o espectáculo a meio do processo de criação, através de duas exeriências-piloto que realizámos em 2010.

O VENTO
38ª Criação Visões Úteis

um evento-espectáculo a partir do projecto “As histórias de Amélia [criações sobre a abundância]”

direcção
Inês de Carvalho

dramaturgia
Alberta Lemos, Ana Vitorino e Carlos Costa

cenografia e figurinos
Inês de Carvalho

desenho de luz e de imagem
José Carlos Coelho

banda sonora original e sonoplastia
João Martins

projecto fotográfico
Paulo Pimenta

interpretação
Ana Vitorino, Carlos Costa e ainda Alberta Lemos (off)

construção de escadotes
Josué Maia

construção da manta
Visões Úteis e Residentes da Afurada

grafismo
entropiadesign a partir de ilustração de Manufactura Independente

coordenação técnica e operação
Luís Ribeiro

produção executiva e direcção de cena
Joana Neto

assistência de produção
Helena Madeira

classificação etária
M4

duração aproximada
90 minutos (Oficina + Espectáculo)

O Vento fez a sua temporada de estreia entre 22 e 30 de Janeiro de 2011, na sala de ensaios do Teatro de Ferro (Gaia), com sessões para o público escolar e para o público geral. Em Agosto de 2011 apresentou-se em Ciudad Rodrigo (Espanha) na 14ª Feria de Teatro de Castilla y León. Em 2012 fez já uma temporada para escolas do ensino básico no Balleteatro Auditório (Porto) e apresentou-se no Teatro Municipal da Guarda.
Continua disponível para itinerância.

Vídeo relacionado

Última modificação em Quinta, 05 Fevereiro 2015 00:44
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O Visões Úteis é uma estrutura financiada

Ministério da CulturaDireção Geral das Artes

O Visões Úteis é membro

Plateia - Associação dos Profissionais das Artes Cénicas IETM - International Network for Contemporary Performing Arts Anna Lindh Foundation

Visões Úteis é associado

Associação dos Amigos do Teatro da Liberdade da Palestina - The Freedom Theatre e ZERO - Associação Sistema Terreste Sustentável