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"Velocidade de Escape"
design: Cristóvão Carvalheiro sobre foto de Nuno Barbosa

 

“Velocidade de Escape”, que toma para título a expressão que designa a velocidade mínima que um objeto sem propulsão precisa para se libertar de um campo gravitacional, é o segundo momento de uma reflexão do Visões Úteis sobre o modo como lidamos com o lastro do nosso passado e desenhamos o futuro em que nos queremos projetar, reflexão iniciada na mais recente criação “Teoria 5S” (novembro, 2017).

Estamos agora nesse futuro projetado, um espaço e tempo “ideal”, mais sereno, económico e leve, limpo do desperdício da existência humana - com as suas complexas memórias e emoções, a sua expressividade exagerada. E neste “maravilhoso mundo novo”, três pessoas recuperam pistas dos que estiveram antes (entretanto descartados a bem da evolução), e tentam construir juntas um sentido para essas pistas, num exercício de (re)interpretação durante o qual descobrem que a sonhada “leveza” em que vivem pode ser tão destruidora como o peso dos "desperdícios" humanos de que se distanciaram.

Concebido e dirigido por Ana Vitorino, Carlos Costa e João Martins, “Velocidade de Escape”  é uma coprodução com o Teatro Nacional São João e estreia a 16 de março de 2018 no Teatro Carlos Alberto.

A interpretação estará a cargo de Pedro Carreira, a quem se juntam os (mais) jovens atores Mafalda Banquart e Tiago Araújo.

Última modificação em Sábado, 03 Fevereiro 2018 17:32

 

"Teoria 5S" / Foto: Visões Úteis

 

"É simples: Se isto fosse explodir tudo e tivesses um minuto para agarrar qualquer coisa para salvar, o que é que salvavas?"

 

A conservação das memórias através de um arquivo morto (ou de objetos do passado) é algo que nos prende a um tempo onde já não podemos existir nem atuar. Não será, assim, o ato da destruição desse arquivo uma libertação necessária para podermos pertencer verdadeiramente ao presente e nos projetarmos no futuro, para nos podermos mover, seguir caminho? Por outro lado, sem esse espólio seremos nós ainda alguma coisa? Não será a única forma de identificação de uma pessoa a materialização daquilo que fez e experienciou no passado?

“Teoria 5S”, coprodução entre o Visões Úteis e o Teatro Municipal do Porto, é a primeira de duas criações originais – a que se seguirá “Velocidade de Escape”, coprodução com o Teatro Nacional S. João em março de 2018 – dedicadas a esse confronto com o nosso lastro físico, e à eventual (ilusória?)  libertação que a sua destruição ou redução minimalista nos poderá trazer. 

O espetáculo, que reflete com humor sobre uma certa ansiedade reducionista (ou mesmo minimalista) dos nossos tempos, inspira-se no confronto com o arquivo que o Visões Úteis criou ao longo de mais de duas décadas, e é marcado pelo reencontro com dois atores que ocupam um lugar muito especial nesse arquivo – e na própria história do teatro do Porto -, Jorge Paupério e Óscar Branco.

Em “Teoria 5S”, um grupo de pessoas mergulha no seu arquivo comum, forçando-o aos ensinamentos e regras trazidos por uma especialista em metodologias de arrumação, organização e eficácia. Um caminho de redução material que tenta criar espaço para um futuro mais promissor, mas que vai afinal mostrar-se cheio de paradoxos, expondo fragilidades individuais e fraturas dentro do próprio grupo. Se calhar alguns de nós não cabem no futuro…?


"Teoria 5S" - Estreia Absoluta
Teatro Municipal do Porto / Rivoli - Auditório Isabel Alves Costa

24 de novembro (sexta): 21h30  
25 de novembro (sábado): 19h

No dia 24 de novembro haverá lugar a uma conversa pós-espetáculo com a equipa artística do Visões Úteis e Fernando Matos de Oliveira,

diretor do Teatro Académico Gil Vicente e docente na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.


Bilhetes: 5€ - Bilheteira online

Duração: 75 minutos
Maiores de 12 anos


Direção e Texto Ana Vitorino, Carlos Costa, João Martins Cenografia e Figurinos Inês de Carvalho Desenho de Luz Pedro Correia Banda sonora original e Sonoplastia João Martins Vídeo Nuno Barbosa Cocriação Ana Azevedo, Jorge Paupério, Óscar Branco Interpretação Ana Azevedo, Ana Vitorino, Carlos Costa, Jorge Paupério, Óscar Branco Produção Executiva Teresa Camarinha Coordenação de Montagem: Zé Diogo Cunha Apoio Adão OculistaAnjos Urbanos

Última modificação em Segunda, 20 Novembro 2017 00:42

"Romance da Última Cruzada" / Foto: Visões Úteis

 

"Mas aquilo não era um filme, era a realidade, eram homens a sério numa guerra a sério. E a realidade é muito mais desorganizada do que um filme."

“Romance da Última Cruzada” é a segunda criação original do Visões Úteis em 2016, um ano dedicado ao eixo temático “Biografias”. Inspirado pelos diferentes modos de representar as experiências de guerra ao longo dos tempos, o espetáculo reflete sobre a forma como a representação da biografia condiciona a própria construção da memória e da identidade.

Nesta “cruzada” não se busca a verdade histórica ou qualquer tipo de redenção para a (aparentemente) inevitável atração humana pelo conflito. Antes se viaja por testemunhos, ficções, documentos biográficos e manuais de guerra, tentando desvendar a verdade sobre o momento retratado numa imagem fotográfica: a de um soldado caído em circunstâncias desconhecidas, um homem que parece lançar um apelo dramático a quem pousar nele o olhar.

Em “Romance da Última Cruzada” seguimos as fascinantes nuances que determinam a sedimentação da memória individual e da própria História, sublinhando coincidências biográficas, mas também as divergências entre os factos relatados a partir da memória individual e os que ficaram marcados na memória coletiva.

Do “Romance” de Vivian Gilbert – ator que combateu na Primeira Guerra Mundial e mais tarde se dedicou a representar a sua própria experiência –, a que o espetáculo vai beber o nome, ao Manual de Recrutamento do Estado Islâmico, dos Romances de Cavalaria às “personagens reais” do jogo “Call of Duty”, aqui se encontram (e constroem em tempo real) os retratos de muitos momentos e vidas.
Verosímeis? Talvez. Apaixonantes? Certamente!

“Romance da Última Cruzada” é uma criação original de Ana Vitorino e Carlos Costa e uma coprodução Visões Úteis / Teatro Académico de Gil Vicente / Teatro Municipal de Vila Real. O espetáculo estreou a 16 de novembro de 2016 no Teatro Académico Gil Vicente, em Coimbra.


Duração:
70 minutos
Classificação etária: M12


 


"Romance da Última Cruzada"

Texto e Direção
Ana Vitorino e Carlos Costa

Conceção Plástica

Inês de Carvalho

Banda Sonora Original, Canção e Sonoplastia

João Martins

Desenho de Luz

Pedro Correia

Fotografia

Paulo Pimenta 

Soldado na fotografia

Daniel Gavina

Interpretação

Ana Vitorino, Carlos Costa e Inês de Carvalho

Produção Executiva

Sandra Carneiro

Coprodução

Visões Úteis / Teatro Académico de Gil Vicente / Teatro Municipal de Vila Real


"Romance da Última Cuzada"
estreou a 16 de novembro de 2016 no Teatro Académico Gil Vicente, em Coimbra.  De seguida apresentou-se no Armazém 22, em Gaia, de 7 a 20 de novembro e, já em dezembro de 2016, na Casa da Cultura de Setúbal
Em 2017 o espetáculo apesentou-se no Teatro Municipal de Vila Real e, no âmbito da Mostra de Teatro Documental "Outras Vozes, Outra Gente" promovida pela Cooperativa Hermes, em Mortágua, Condeixa e Arganil.

Continua disponível para itinerância.


Vídeo relacionado

Última modificação em Terça, 15 Agosto 2017 22:29

"Yuck Factor" Design: João Guedes / TNSJ



"Hoje em dia é tudo muito rápido. Apegamo-nos muito depressa uns aos outros."

 

Na segunda metade de 2015, e depois de nos debruçarmos sobre as características da identidade nacional com "trans/missão", voltámo-nos para a identidade europeia e os conflitos que o debate sobre o acolhimento de "outros" veio revelar.


 Em  "Yuck Factor" propusemos um menú com comida e repugnância, em doses (provavelmente) superiores às diárias recomendadas! Seguimos o trabalho de uma peculiar equipa, que prepara e leva a cabo um evento adequado a convidados de todos os tipos e nacionalidades. Uma oportunidade para esclarecer e transmitir as regras e procedimentos determinantes para uma reunião bem sucedida. Mas também para refletir sobre a Europa de hoje, a frágil construção da nossa identidade comum e os perigos da crescente intolerância.

Espetáculo para maiores de 16 / Duração aproximada: 1h30
 


PORTO: Teatro Carlos Alberto
Data: de 25 a 29 de novembro
Horário: 21h (4ª a sáb) / 16h (dom)

OVAR: Centro de Arte
Data: 12 de dezembro
Horário: 22h

texto e direção Ana Vitorino, Carlos Costa cenografia e figurinos Inês de Carvalho banda sonora original e sonoplastia João Martins com voz de Rita Camões desenho de luz José Carlos Gomes cocriação Ainhoa Hevia Uria, Cristóvão Carvalheiro coordenação de produção Marina Freitas interpretação Ainhoa Hevia Uria, Ana Vitorino, Carlos Costa, Cristóvão Carvalheiro coprodução Visões Úteis, Centro de Arte de Ovar acolhimento Teatro Nacional São João apoio ICEL

Última modificação em Segunda, 22 Janeiro 2018 14:32
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