Visões Úteis

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Performance na Paisagem

"Há dias em que, ao entrar pelo lado da sacristia, não consegue evitar a impressão de que os santos se moveram durante a noite."

O Visões Úteis é parceiro artístico do projecto "Viagens com Alma", promovido pela Diocese do Porto, no âmbito do qual criou e produziu um conjunto de trabalhos artisticos, nos quais se incluem estes audio-walks.


Os quatro mini audio-walks que integram o projecto Viagens com Alma, abriram ao público a 23 de Maio de 2011 nas localidades de Cête, Vairão, Paço de Sousa e Santo Tirso. Quatro percursos que cruzam a ficção com a arquitectura e o espírito de quatro mosteiros do Distrito do Porto, e que espelham diferentes relações entre o imaterial - a devoção humana -  e o material - os lugares, objectos e rituais que concretizam essa devoção.

Inspirados na experiência do projecto A Língua das Pedras, que desenvolvemos em 2010 para a comemoração dos 1100 anos da Ordem de Cluny, estes audio-walks foram ainda acompanhados de instalações e intervenções plásticas que sublinhavam a ligação entre este património local e a rede europeia de monumentos e sítios cluniacenses.

À semelhança de projetos anteriores, o realizador italiano Michele Putortì realizou uma leitura vídeo da experiência destes quatro audio-walks.

Os audio-walks "Viagens com Alma" estrearam a 23 de Maio de 2011 e mantiveram-se disponíveis ao público em Cête e Santo Tirso até ao final do mês de Julho, em Vairão até ao final de Agosto e em Paço de Sousa até ao final de Setembro de 2011.

Mosteiro de São Pedro de Cête
Largo do Mosteiro, Cête, concelho de Paredes
Coordenadas GPS: 41° 10' 50.790" N / 8° 22' 0.456" O

Mosteiro de São Salvador de Paço de Sousa
Largo do Mosteiro, Paço de Sousa, concelho de Penafiel
Coordenadas GPS: 41° 9' 57.398" N / 8° 20' 41.085" O

Mosteiro de São Salvador de Vairão
Largo do Mosteiro, Vairão, concelho de Vila do Conde
Coordenadas GPS: 41º 19' 58.25" N; 8º 40' 12.02" O

Mosteiro de Santo Tirso de Riba d’Ave
Largo Abade Pedrosa, Santo Tirso
Coordenadas GPS: 41° 20' 42.04" N / 8° 28' 18.03" O


Viagens com Alma - Audio-walks
39ª Criação Visões Úteis

Direcção e Texto
Ana Vitorino e Carlos Costa

Investigação e Colaboração na Dramaturgia
Ana Silveira Ferreira

Colaboração na escrita
Nuno Casimiro

Paisagem Sonora e Engenharia de Som
João Martins

Intervenções plásticas no percurso
Inês de Carvalho

Interface Digital
João Martins/entropiadesign

Vídeo
Michele Putortì

citações de Kaváfis e Yeats em versão de Maria Helena Guimarães

Interpretação
Adelaide Teixeira, Alice Costa, Ana Luisa Azevedo, Ana Vitorino, Bárbara de Sá, Carlos Costa, Leandro Havelda, Lígia Roque, Luis Ribeiro, Manuel Tur, Marina Freitas, Miguel Rosas, Pedro Carreira, Thomas Scanlon, Valdemar Santos

Coordenação Financeira
Pedro Carreira

Coordenação Técnica
Luís Ribeiro

Produção Executiva
Joana Neto

Assistência de Produção
Helena Madeira

Grafismo
entropiadesign a partir de imagem de Manufactura Independente

Produção
Visões Úteis para o Departamento de Bens Culturais da Diocese do Porto


Classificação Etária – M12
Duração - aprox. 25 minutos cada percurso

Última modificação em Terça, 07 Junho 2016 16:28

Entre Setembro de 2009 e Dezembro de 2010, a cidade de Cluny, em parceria com a Federação de Sítios Cluniacenses, comemorou os 1100 anos da fundação de Cluny e da Ordem Monástica que lhe deu origem. O Visões Úteis foi convidado a integrar estas comemorações com uma criação original, inspirada nos seus trabalhos na área da Arte na Paisagem, a que chamámos "A Língua das Pedras".

A ordem de Cluny foi a primeira “União Europeia”; espalhou-se por toda a Europa, colaborando em rede, e simultaneamente uniformizou comportamentos e deixou-se contaminar pela pluralidade com que contactou. Viveu, no entanto, numa constante dificuldade de gestão e uniformização do vasto território que possuía, e numa permanente tensão entre o apelo da espiritualidade e as exigências materiais da expansão territorial e da exploração económica.

 

O projecto que o Visões Úteis criou para Cluny, "A Língua das Pedras", procurou desenvolver algo como uma cartografia espiritual da herança de Cluny na Europa contemporânea e devolver à cidade os vestígios de um legado imaterial que há 1100 anos se dispersou por todo o continente. O projecto realçou a abordagem transdisciplinar e multimedial da comunicação que a Ordem desenvolveu e o modo como o próprio projecto da construção europeia encontra no projecto de Cluny um espelho fiel.

 

Em Fevereiro e Março de 2009 a equipa artística do Visões Úteis realizou duas viagens a quase 20 sítios pertencentes à rede cluniacense em França, Alemanha, Itália e Suíça. Atravessámos assim os doze caminhos que, na Idade Média, partiam da cidade de Cluny em direcção ao mundo.

 

Com o material recolhido ao longo destas duas viagens - sons, imagens, histórias - o Visões Úteis criou uma instalação multimédia que apresentou em Cluny de 7 a 12 de Setembro, integrando o evento “Toute l'Europe à Cluny”, encerramento oficial das comemorações dos 1100 de Cluny. Espalhada pelos 6 pisos da medieval Tour des Fromages, a instalação “A Língua das Pedras” compreendia vídeo, som, intervenções plásticas e um interface digital, e em 6 dias recebeu mais de 700 espectadores de todas as nacionalidades.

 

"A Língua das Pedras" é ainda a inspiração para o trabalho que o Visões Úteis desenvolve em Portugal até ao final de 2011 no âmbito do projecto “Viagens com Alma” , promovido pelo Departamento de Bens Culturais da Diocese do Porto.

 

A Língua das Pedras

37ª criação Visões Úteis

 

Uma co-produção Visões Úteis / Cluny 2010 : Ville de Cluny et Fédération des sites Clunisiens

 

Direcção

Ana Vitorino e Carlos Costa

 

Instalação Digital

entropiadesign/ João Martins com Ilustração e Animações de João Tiago Fernandes, Interpretação de Diogo Dória, Fotografias de Paulo Pimenta, Montagem Vídeo de Alexandre Araújo

 

Instalação e Intervenções Plásticas

Inês de Carvalho com Apoio à Construção de Daniel Teixeira

 

Instalação Vídeo

Michele Putortì com Interpretação de Ana Vitorino e Carlos Costa

 

Banda Sonora e Sonoplastia

João Martins

 

Tradução

Maria Antónia Reis

 

Coordenação Técnica

Luis Ribeiro

 

Assistência Técnica

Romaric Buté (Cluny 2010 / Association Paille à son)

 

Produção Executiva

Joana Neto / Mélanie Garziglia (Cluny 2010)

 

Assistência de Produção

Helena Madeira

 

Design Gráfico

entropiadesign a partir de imagem de Ricardo Lafuente

 

Produção

Visões Úteis / Cluny 2010

 

Apoios: Office de Tourisme de Cluny, Amis de Cluny

Última modificação em Quarta, 25 Janeiro 2012 17:27

“Aos primeiros raios de sol, o homem riscou na terra um quadrado perfeito e começou a escavar.”

“Os ossos de que é feita a pedra” é um audiowalk criado para as instalações da Cidade da Cultura da Galiza em Santiago de Compostela, a convite da Fundácion Cidade da Cultura de Galícia (organismo criado e tutelado pela Xunta de Galicia).

Sinopse

A Cidade da Cultura da Galiza, instalada no Monte Gaiás em Santiago de Compostela, é um complexo arquitectónico desenhado por Peter Eisenmann com o intuito de albergar um conjunto de instalações dedicadas à arte e à preservação da memória daquela região: Museu Nacional, Arquivo e Biblioteca, Teatro, Centro de Arte Internacional. O processo de construção iniciou-se há mais de uma década e não está ainda concluído.
No decorrer de todo este tempo a Cidade da Cultura tem, no entanto, sido local de visitas frequentes de todas as nacionalidades (populações escolares, arquitectos, estudiosos, imprensa, etc) e foi com o objectivo de disponibilizar a este público uma visita que ultrapassasse os aspectos meramente técnicos que surgiu o convite ao Visões Úteis para a realização deste audiowalk.

“Os ossos de que é feita a pedra” leva um grupo de espectadores através de uma cidade artificial, ainda vazia de vida, mergulhando-os num ambiente que reflecte simultaneamente os futuros conteúdos da cidade e a imensidão do gesto implicado na sua construção.



“Os ossos de que é feita a pedra”
33ª criação Visões Úteis

texto e direcção
Ana Vitorino, Carlos Costa e Catarina Martins

paisagem sonora e engenharia de som
João Martins

intervenções plásticas
Inês de Carvalho

colaboração na escrita
Nuno Casimiro

interpretação
José Barato, María Bouzas e Rocío González

produção
Xunta de Galicia e Fundación Cidade da Cultura


Vídeo relacionado

Última modificação em Segunda, 08 Novembro 2010 13:06

“Subir aquele rio era como viajar até aos primórdios do mundo. Um rio deserto, um enorme silêncio, uma floresta impenetrável. Nenhuma alegria no brilho do sol.”

O Resto do Mundo é a segunda produção do projecto “A Caminho do Resto do Mundo”, uma reflexão sobre o nosso tempo e lugar a partir da escrita de Joseph Conrad.

Inspirados por “Heart of Darkness”, um texto que é sobretudo conhecido pela adaptação ao cinema de Francis Ford Coppola - Apocalypse Now -,  criamos um espectáculo num táxi perdido no Azevedo, o Porto para lá da circunvalação, a cidade onde não se vai.

O Resto do Mundo é um espectáculo de teatro in itinere, que dá continuidade aos audio-walks criados pelo Visões Úteis, bem como a uma reflexão – sobre a paisagem urbana – que atravessou todo o século XX - desde Dadaístas e Surrealistas, passando pelos Situacionistas e pela Land Art.

Estreou a 25 de Maio de 2007 no FITEI.

Sinopse

Marlow relata a sua viagem, rio acima, na direcção do mais remoto dos entrepostos comerciais. À medida que sobe o rio confronta-se, de forma violenta, não só com as trevas que pressente para lá das margens mas sobretudo com aquelas que vai cartografando no coração dos homens.

Evocando a recordação de Marlow, um taxista erra pela cidade ao encontro das suas trevas.

O Resto do Mundo
a partir de “Heart of Darkness” de Joseph Conrad

dramaturgia e direcção
Ana Vitorino, Carlos Costa e Catarina Martins

pesquisa e documentação geográfica
João Martins e Nuno Casimiro

colaboração na dramaturgia
Nuno Casimiro

banda sonora original e sonoplastia
João Martins

interpretação
Carlos Costa e Pedro Carreira

direcção técnica
entropiadesign

vídeo e documentário
Pedro Maia

projecto fotográfico
Paulo Pimenta

produção executiva
Marina Freitas e Cristiana Morais

Última modificação em Quinta, 01 Setembro 2011 15:19
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