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Espectáculos

“Só há uma coisa que me faz confusão… são aquelas protuberâncias… aquilo são cornos ou raios de sol?”

Em Porto Monocromático quisemos viver o Porto e o seu quotidiano e durante sete meses lançámo-nos num processo de investigação em que algumas portas se fecharam e muitas se abriram. No final não sabemos se falámos do porto mas de certeza que ficámos a conhecer-nos melhor e que falámos de nós. Fomos igualmente confrontados com as dificuldades de uma criação colectiva, questionando como se conjugam a Ideia, o Processo e o Resultado Final de um espectáculo. Porto Monocromático foi acima de tudo um prisma de todos quantos nele participaram e um reflexo do colectivo.

Estreou a 9 de Maio de 1997 no Teatro Nacional São João no Porto onde teve 3 apresentações.

texto
Criação Colectiva

direcção
Nuno Cardoso

dramaturgia
Nuno Cardoso

apoio à dramaturgia
António Brás

cenografia
Eduardo Loio, Laia Oms e Limamil

música e sonoplastia
Albrecht Loops

desenho de luz
Nuno Cardoso e Rui Gonçalves

vídeo
João Nuno e Tiago Rodrigues

figurinos
Preciosa Afonso

concepção gráfica
Eduardo Loio

fotografia
Limamil

contra-regra
Pedro Guimarães (TNSJ)

operação de luz
Rui Gonçalves e José Carlos Coelho (ambos do TNSJ)

maquinistas
Jorge Silva, Carlos Biana, António Quaresma, Lídio Pontes, Filipe Silva e Joaquim Marques (todos do TNSJ)

interpretação
Alexandra Lobato, Ana Vitorino, Carlos Costa, Catarina Martins e Pedro Carreira

produção executiva
Lucinda Gomes

Última modificação em Segunda, 21 Junho 2010 16:08

“Uma tarde de Verão, no meu quarto. A janela está aberta. Entra um cheiro estranho a folhas podres e asfalto a derreter-se ao Sol.”

Durante três meses convidámos o público a espreitar pelo buraco da fechadura de uma casa de mulheres. Pela primeira vez tivemos consciência, para o bem e para o mal, das dificuldades das grandes temporadas em espaços alternativos. Ao longo de 76 apresentações levámos este espectáculo a dez localidades e vimos como evolui um espectáculo desde a estreia em 1996 na Rua de S. João no Porto até à última apresentação no Auditório Carlos Paredes, Lisboa, em Abril de 1999. Ainda aconteceu outra novidade: foi até hoje o único espectáculo a que decidimos pôr termo. Não houve uma morte lenta em que nos apercebemos que já não conseguíamos colocar o espectáculo em cena por diversas razões mas sim uma decisão de o fazer pela última vez porque a carreira já ia longa e daí para a frente já não havia surpresa e risco, que é o que nos faz fazer teatro.

Estreou a 26 de Setembro de 1996. Além do Porto, foi apresentada em Aveiro, Almada, Évora, Braga, Guarda, Covilhã, Valongo, Coimbra, Beja, Glória do Ribatejo e Lisboa num total de 76 apresentações.

texto
Dacia Maraini

tradução
José Colaço Barreiros

encenação
Nuno Cardoso

cenografia
Eduardo Loio

figurinos
Preciosa Afonso

música
Albrecht Loops

desenho de luz
Nuno Cardoso

fotografia
Limamil

design gráfico
Eduardo Loio

registo vídeo
Tiago Rodrigues e Edgard Fernandes

operação de luz e som
Pedro Carreira

interpretação
Ana Vitorino e Catarina Martins

produção executiva
Ana Vitorino, Carlos Costa, Catarina Martins, Nuno Cardoso e Pedro Carreira

Última modificação em Segunda, 21 Junho 2010 16:08

“A minha mulher é a inteligência personificada. É mesmo mais inteligente do que eu. Em todo o caso é muito mais feminina. Dizem.”

Na primeira vez que trabalhámos com o João Paulo Seara Cardoso fizemos esta "tragédia da linguagem" como inicialmente lhe chamou Ionesco. Criámos um mundo sem nexo, com um texto sem nexo, feito com personagens sem nexo. Surpreendentemente no fim, pelo menos para nós, tudo tinha nexo. Era mesmo a tragédia da linguagem! Aprendemos que muitas vezes se fala muito e nada se diz… ou simplesmente não interessa.

Estreou a 30 de Maio de 1996 no Balleteatro Auditório no Porto. Além do Porto, foi apresentada em Lisboa, Coimbra e Aveiro num total de 28 apresentações.

texto
Eugéne Ionesco

tradução
Luís de Lima

encenação
João Paulo Seara Cardoso

cenografia
João Paulo Seara Cardoso

figurinos
Preciosa Afonso

música
Albrecht Loops

desenho de luz
António Real

fotografia
Limamil

design gráfico
Eduardo Loio

registo vídeo
Balleteatro

operação de luz
Ana Vitorino

operação de som
Miguel Teixeira (BT)/Lucinda Gomes

interpretação
Alexandra Lobato, Carlos Costa, Catarina Martins, Nuno Cardoso, Patrícia Gonçalves e Pedro Carreira

produção executiva
Carlos Costa, Catarina Martins, Nuno Cardoso e Pedro Carreira

Última modificação em Segunda, 21 Junho 2010 16:07

“Corremos com toda a força para o futuro e vamos tão depressa que o presente nos escapa e a poeira da nossa corrida nos esconde o passado.”

No início do segundo ano do Visões chegou ao Porto o furacão Carlos Curto para nos encenar numa peça sobre a poeira que levantamos nesta nossa fuga para a frente num mundo de excessos e clichés. Fizemos um espectáculo "Dirty" no Teatro Sá da Bandeira– espaço em que o tempo e o esquecimento deixaram marcas profundas– local ideal para uma peça que tal como todo o teatro foi efémera e depressa ficou coberta de pó nestes quatro anos que entretanto se passaram.

Estreou a 8 de Fevereiro de 1996 no Teatro Sá da Bandeira no Porto onde teve 16 apresentações.

texto
Boris Vian

tradução e encenação
Carlos Curto

cenografia
Eduardo Loio

figurinos
Preciosa Afonso

música
Da Bélio – C

desenho de luz
Carlos Curto

fotografia
Limamil

design gráfico
Eduardo Loio

registo vídeo
Carlos Curto

montagem e operação de luz
Serafim Ribeiro

operação de som
Tiago Rodrigues

interpretação
Carlos Costa, Catarina Martins, Nuno Cardoso, Pedro Carreira e Xana Fonseca

produção executiva
Carlos Costa, Catarina Martins, Nuno Cardoso e Pedro Carreira

Última modificação em Segunda, 21 Junho 2010 16:07
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