Visões Úteis

  • Aumentar o tamanho da fonte
  • Tamanho padrão da fonte
  • Diminuir tamanho da fonte
Home Espectáculos

Espectáculos

“Um homem tosse. Tosse uma tosse seca, de mil anos de tabaco nos pulmões.”

A tensão criada pelo espaço claustrofóbico dos escritórios de uma empresa, tendo como pano de fundo os processos de globalização e deslocalização do trabalho.

Com este espectáculo Gemma Rodriguez foi pela primeira vez  apresentada ao público português.

Mal Vistos recebeu o “Prémio Maria Teresa Léon 2002”.

Estreou em Maio de 2006 no FITEI/Porto.

Sinopse

Em redor das instalações da sucursal de uma multinacional alemã, uma multidão avoluma-se e protesta contra os despedimentos massivos, o inevitável encerramento, a previsível deslocalização.

Lá dentro vive-se mais um dia sem trabalho. Num clima de crescente tensão e desconfiança, mimam-se os procedimentos necessários à manutenção das aparências. Quatro homens, quadros superiores da empresa, evitam a tudo o custo admitir abertamente o fracasso e a sua impotência face à situação. Agarrando-se à ideia da sua superioridade hierárquica, debatendo-se com a frustração, o sentimento de culpa e a incerteza do seu futuro, tentam esconder uma verdade gritante: estão ultrapassados e são dispensáveis.

Estreou a 31 de Maio de 2006 no Teatro Carlos Alberto no Porto, integrado no XXIX FITEI. Foi ainda apresentado em Aveiro e Coimbra, tendo sido reposto no Porto em Novembro de 2007 no Teatro Helena Sá e Costa, num total de 15 apresentações.

tradução
Ana Vitorino, Carlos Costa e Catarina Martins, a partir do original castelhano de 2003 e do original catalão na versão de 2006

direcção
Ana Vitorino e Carlos Costa

cenografia, adereços e figurinos
Ana Luena

desenho de luz
José Carlos Coelho

banda sonora original e sonoplastia:
João Martins

interpretação
Ana Vitorino, Carlos Costa, Miguel Rosas, Nuno Simões, Pedro Carreira e Valdemar Santos

design gráfico
Vitor Azevedo

coordenação de montagem
Luís Ribeiro

assistente de cenografia
Júlio Alves

produção executiva
Marina Freitas

produção
Visões Úteis

Vídeo relacionado

Última modificação em Quinta, 08 Março 2012 18:00

“Não é medo. É precaução. Ter cuidado. Nunca cheguei atrasada, nunca caí de um escadote, nunca escorreguei da banheira. Nunca morri. Uma vez torci um pé, mas mesmo assim cheguei a horas porque já vinha a contar com isso.”

Uma cidade de diários é um depósito de interpretações contaminadas, uma colecção de impressões erróneas sobre si e sobre o mundo, um conjunto de gestos vãos que lutam contra a transitoriedade e a consciência da minúscula dimensão real de cada vida.
Na “Cidade dos Diários” não se escreve a História do Homem, que incansavelmente avança, mas é nela que porventura encontramos a História dos homens.

... Cidade dos Diários é um pequeno grito para entravar a História “que nos engole”...

Eugénia Vasques
prefácio a Cidade dos Diários, o livro

Sinopse

Estamos numa gare. Cruza-se o espaço a caminho de qualquer lado ou faz-se tempo num espaço de ninguém. Há um cadáver por reclamar. No balcão dos perdidos e achados amontam-se os restos de muitos dias. O homem que apresenta o tempo anda sempre de guarda-chuva e nunca mais chove. Alguém morre e alguém mata.
Estamos a meio de um inquérito. O culpado afinal não tem culpa, mas julga que sim. Já todos esqueceram as vidas que se perderam, menos a vítima que veio de longe. O Chefe quer saber o que se passa. A Luz masca pastilhas mas não consegue deixar de fumar.
Estamos num dia. O Sol está em actividade muito intensa. Caiu o recorde do mundo do salto em altura. Uma desgraça antiga de primeira página acaba em homicídio. Uma mulher tem medo de ficar só.

A Cidade dos Diários estreou a 13 de Maio de 2005 no Balleteatro Auditório no Porto onde fez uma temporada de 13 apresentações.

dramaturgia e direcção
Ana Vitorino, Carlos Costa, Catarina Martins, Pedro Carreira

colaboração na criação dramatúrgica
Nuno Casimiro

banda sonora original, sonoplastia e desenho de som
João Martins

cenografia e figurinos
Ana Luena

desenho de luz e vídeo
José Carlos Coelho

infografismo e media
entropiadesign

elenco
Ana Azevedo (Funcionária), Ana Vitorino (Estrangeira), Carlos Costa (Apresentador da Metereologia), Catarina Martins (Investigadora), Pedro Carreira (Controlador Aéreo) e ainda Miguel Peixoto e Pedro Peixoto (Seguranças) e as vozes de Jorge Mota (Professor) e Jorge Paupério (Chefe)

construção do cenário
A. Grave

confecção dos figurinos
Ana Maria Fernandes

coordenação de montagem
Luís Ribeiro

produção executiva
Marina Freitas

produção
Visões Úteis/TNSJ

Vídeo relacionado

Última modificação em Quinta, 08 Março 2012 18:09

“... Raios te partam! Sempre a atravessar-se no meu caminho, o palerma! São capazes de me dizer como é que um sujeito de trinta e poucos anos, ou seja eu, vive com um instrumento que tudo o que faz é estorvá-lo? ”

Para começar 2005 fizemos teatro a más horas no bar Triplex, para quem aparecesse por lá. E apareceu muita gente para ver as desventuras de um homem e do seu contrabaixo. O instrumento mais importante de uma orquestra. O que parece uma velha gorda.

Sinopse

Numa sala à prova de som, provavelmente o quarto onde vive, um contrabaixista de uma Orquestra Nacional decide contar como é vivida a sua solidão e confidenciar, com ironia amargurada, o seu amor não revelado por uma das sopranos da Ópera. Esta relação platónica encontra no próprio contrabaixo o seu maior obstáculo: instrumento arcaico, que melhor se ouve quanto mais nos afastarmos dele, de aparência hermafrodita, desajeitado e incómodo, o contrabaixo torna-se para este homem no maior empecilho à liberdade e ao amor.
Pelo discurso desta personagem isolada e frustrada, viajamos ainda pela História da música e dos músicos e encontramos uma crítica sagaz à sociedade contemporânea.

O Contrabaixo, na sua versão de sete episódios, estreou a 12 de Janeiro de 2005 no Bar Triplex no Porto. Esta versão foi reposta no Porto em 2006 no Labirintho Bar. Na sua versão alargada, e até ao final de 2013, o espectáculo foi apresentado no Espaço Serv’Artes e na estação de Metro do Bolhão no Porto, e ainda em Vila Real, Vila Nova de Famalicão, Aveiro, Barcelos, Maia, São Mamede de Infesta, Valongo, Leiria, Lisboa, Coimbra, Guarda, Portalegre, Castêlo da Maia, Mira, Viana do Castelo, Figueira da Foz e Setúbal.
Em 2015 o espetáculo apresentou-se pela primeira vez em Espanha, na cidade de Vigo, em versão castelhana. Em 2016 será a vez de Santiago de Compostela, agora em versão portuguesa.

Continua disponível para
itinerância nesta versão alargada.

texto
Patrick Süskind

tradução
Anabela Mendes

dramaturgia e direcção
Ana Vitorino, Carlos Costa, Catarina Martins e Pedro Carreira

direcção musical
João Martins

grafismo
Vítor Azevedo

produção executiva
Marina Freitas

interpretação
Pedro Carreira

e ainda...

João Martins (versão alargada com músico)

João Martins e músicos convidados (versão por episódios)

Vídeo relacionado

Última modificação em Sexta, 05 Fevereiro 2016 12:08

“Eu proponho uma revolução contra a mentira de que a maioria tem o monopólio da verdade. Quais são as verdades que a maioria normalmente apoia? São verdades tão antigas que já começam a ruir. E se uma verdade é assim tão antiga está no bom caminho para se tornar uma mentira, meus senhores.”

Em 2003 lançámo-nos com unhas e dentes ao “Inimigo do Povo”, prontos para descobrir o que é que de tão relevante, actual e provocante permanecia neste texto do fim do séc. XIX e, sobretudo, como é que poderíamos partir dele para criar o nosso “Inimigo”. Tentámos olhar para a obra de Ibsen como se a estivéssemos a ler pela primeira vez. E foi então que o encontrámos. Um pouco dissimulado pela imagem que anteriores montagens da peça e comentários ao trabalho de Ibsen nos foram dando, ali estava o inimigo de que queríamos falar.

Sinopse

Uma pequena cidade vê a sua vida económica florescer quando decide investir na construção de uma estância termal. Mas o espírito harmonioso e optimista que une os seus cidadãos é subitamente abalado quando o médico oficial das Termas faz uma inesperada descoberta: a água está poluída e é uma verdadeira fonte de doenças. Forçados a optar entre o encerramento do próspero negócio termal e a defesa da saúde pública, os diferentes grupos de interesse começam a posicionar-se num jogo de influências e manipulações, onde a verdade e a ética parecem ser secundárias.

O Inimigo estreou a de 2004 na Casa das Artes de Famalicão. Para além de Famalicão esteve também no Porto num total de 13 apresentações.

direcção e dramaturgia
Ana Vitorino, Carlos Costa, Catarina Martins e Pedro Carreira (a partir da tradução inglesa de R. Farquharson Sharp)

cenografia, adereços e figurinos
Paulo Soares

desenho de luz
José Carlos Coelho

banda sonora original e sonoplastia
João Pedro Martins

interpretação
Ana Azevedo, Ana Vitorino, Carlos Costa, Catarina Martins e Pedro Carreira

design gráfico
Vítor Azevedo

coordenação de montagem e operação de luz
Luís Ribeiro

confecção de figurinos
Branca Elísio

produção executiva
Marina Freitas

produção
Visões Úteis

Vídeo relacionado

Última modificação em Sábado, 16 Maio 2015 20:53
Pág. 5 de 11

Recentes


O Visões Úteis é uma estrutura financiada

Ministério da CulturaDireção Geral das Artes

O Visões Úteis é membro

Plateia - Associação dos Profissionais das Artes Cénicas IETM - International Network for Contemporary Performing Arts Anna Lindh Foundation

Visões Úteis é associado

Sonoscopia - Associação Cultural e Associação dos Amigos do Teatro da Liberdade da Palestina - The Freedom Theatre ZERO - Associação Sistema Terreste Sustentável