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Paulo Lisboa

 

Paulo Lisboa, actor e encenador brasileiro, foi um dos fundadores do Visões Úteis em 1994. O seu trabalho, o seu entusiasmo, a sua generosidade e o seu talento foram decisivos no arranque deste projecto.

O seu desaparecimento prematuro, em 1996, deixou um vazio que todos os dias tentamos preencher, com a dedicação e alegria com que o Paulo nos ensinou a encarar o trabalho. E não só no Visões Úteis mas em muitos outros projectos onde hoje desenvolvem actividade várias das pessoas que tiveram a felicidade de o conhecer. E para tantas o Paulo foi um fabuloso corte nas suas biografias.

Um dia o Paulo Lisboa disse-nos que para fazer Arte tínhamos de ser boas pessoas. Continuamos a tentar, Paulo! Obrigado.

Biografia

Paulo Lisboa nasceu em 30 de Julho de 1960, em Nova Lima, Minas Gerais, Brasil.

A partir de 1978 começa a trabalhar com grupos amadores para no ano seguinte iniciar os seus estudos de Ballet Clássico e Dança Contemporânea na Escola de Teatro do Palácio das Artes.

Em 1980 participa em “Delito carnal”, com direcção de Eid Ribeiro, e em “Assembleia de Mulheres”, de Bernardo Mata Machado.

A partir de 1981 inicia uma colaboração regular com encenador Carlos Rocha, interpretando, até 1992, “O Processo” a partir de Franz Kafka, “Esperando Godot” de Samuel Beckett, “As pulgas” de Cunha de Leiradela, “A Metamorfose”, a partir de Franz Kafka, “Grande Sertão: Veredas”, a partir de Guimarães Rosa, “Antígona” de Bertholt Brecht e “Josefina, a Cantora” e “A Toca”, a partir de Franz Kafka. Neste período interpreta também “Carta ao Pai”, uma encenação de Ione de Medeiros, a partir de Franz Kafka e “Fim de Jogo”, de Samuel Beckett, numa encenação de Eid Ribeiro. Este percurso é consagrado então com diversos prémios pelo seu trabalho de actor, incluindo o Troféu Fundacem para o melhor actor de Minas Gerais, em 1988.

No início dos anos noventa viaja para a Europa com o espectáculo “Fragmentos Kafkianos”, uma produção da COMPANHIA ABSURDA - que reunia três encenações anteriormente estreadas - e inicia uma colaboração com o CITAC – Círculo de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra, onde assina a sua primeira encenação: “Os Olhos” (1993 )uma adaptação da banda desenhada de Moebius e Jodorovsky, numa co-produção entre a Companhia Absurda e o CITAC. Posteriormente encena, também para o CITAC, “Um processo” (1994), adaptação da obra de Kafka “O Processo”, que seria premiada com uma menção honrosa no concurso “O Teatro na Década” do Clube Português de Artes e Ideias. Neste percurso esteve sempre acompanhado por Salmo Faria, mas sobretudo por Ricardo Carísio, elementos da Companhia Absurda que o acompanharam nesta aventura europeia.

Da relação estabelecida com o CITAC, acaba por nascer o desejo de fundar um novo projecto teatral. Desta vontade, partilhada com Ana Vitorino, Carlos Costa, Catarina Martins,João Silva, Lucinda Gomes, Nuno Cardoso, Pedro Carreira e Susana Paiva, nasce em 1994 o Visões Úteis ,no Porto, onde Paulo Lisboa assina a encenação de “As Criadas” (1995) de Jean Genet, espectáculo que representaria Portugal na Bienal de Jovens Criadores da Europa e do Mediterrâneo, em Turim, em 1997.

Entretanto Paulo Lisboa vai colaborando com diversos projectos; Em 1994 encena “Pai e Filho – Punições”, de Mark Rozovsky (a partir dos textos de Kafka “Carta ao Pai” e “O Veredicto”), para a Seiva Trupe (Porto, Portugal). E em 1995 encena “Sambas e Tragédias” para a “Boca de Cena (S. Salvador da Baía, Brasil), uma adaptação sua de materiais variados, em torno do Mito de Medeia.

Também para a “Boca de Cena” tinha interpretado (1994) “I love you Maria”, uma encenação de Nuno Cardoso a partir de “A Mulher só” de Dário Fo.

Ainda no Inverno de 1995, após a estreia de “As Criadas”, Paulo Lisboa, já consciente do seu estado de saúde, abandona o Visões Úteis. Um ano depois, em 19 de Abril de 1996, morre de complicações derivadas da SIDA, em Belo Horizonte, Brasil.

O ARQUIVO DA COMPANHIA ABSURDA

O arquivo da Companhia Absurda está disponível para consulta, mediante marcação prévia, nas instalações do Visões Úteis, aos dias úteis das 10.00h às 13h e das 14.00h às 18.00h. Entre outros materiais estão disponíveis para consulta as adaptações assinadas por Paulo Lisboa:

Os olhos (em co-autoria com Nuno Cardoso), a partir de Moebius e Jodorovsky.

Meu Inferno, Nosso Inferno, a partir de Dante Aligheri.

Um Processo, a partir de Franz Kafka

A Metamorfose, a partir de Franz Kafka

Sambas e Tragédias, a partir do Mito de Medeia.

Está também disponível a colectânea de poesia “Rieles Convergentes” bem como outros materiais (fotografias, vídeos, programas, notas de imprensa, cadernos de encenação etc).

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© Casa da Foto

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Última modificação em Quinta, 28 Julho 2011 19:26

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