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Ainda na Grécia, em Veria, visitámos os lugares de deuses, imperadores e filósofos à conversa com Thomas Liolios. Depois rumámos para a Alemanha; em Munique falhou o encontro com Leni Riefenstahl por razões de saúde, e em Berlim estivemos no atelier de Daniel Libeskind.

 

 

Veria fica mesmo ao pé do monte Olimpo e do monte onde habitam as sete musas das artes. A dois passos fica o palácio de Verão de Alexandre, o Grande, e o túmulo de seu pai, Filipe II. E no local mais paradisíaco de todos fica a Escola de Aristóteles. Foi neste ambiente luxuoso que conversámos com Thomas Liolios (um dos responsáveis do Festival Internacional de Teatro de Veria), que foi também o nosso guia a estes locais de sonho. De forma descontraída Thomas falou da História, do peso da tradição, das diferentes culturas que sempre ali se cruzaram e continuam a cruzar, dos perigos da uniformização e do momento crucial que agora vivemos e que pode ser o início de uma nova e melhor forma de relacionamento entre os homens. E foi o nosso primeiro convidado com um optimismo assumido para com os tempos que vivemos, fundado numa grande lucidez e atenção aos perigos que nos cercam.

Deixámos Veria rumo a Igoumenitsa para apanhar o barco de volta a Bari/Itália. No caminho perdemo-nos no meio de montes de uma beleza extrema e fomos ajudados pelos cavaleiros dos tempos modernos: motards. Demorámos uma hora para fazer os cinquenta quilómetros mais bonitos desta viagem.

Voltámos a Itália, mas desta vez quase sem parar. Atravessámos os Alpes e a Áustria rumo à Alemanha. A primeira paragem foi em Munique para encontrar Leni Riefenstahl, mas o estado de saúde da realizadora não permitiu o encontro. Fomos turistas por um dia em Munique e vimos ao vivo a alegria dos adeptos do Bayern de Munique na noite do título de Campeões Europeus.

Fizemos a viagem para Berlim num dia quente de Verão. Em Berlim, antes da visita ao atelier de Daniel Libeskind, fomos visitar as zonas da cidade construídas para unir os dois lados do muro e para as quais o arquitecto tinha ideias muito fortes que foram recusadas, Potsdamer Platz e Alexanderplatz, e a primeira grande obra do arquitecto, o Museu Judeu de Berlim (infelizmente só por fora, já que se encontra fechado até Setembro para a montagem da primeira grande exposição). No atelier fomos recebidos por Nina Libeskind (Daniel Libeskind teve de se ausentar; estaremos com ele no dia 28 numa localidade já perto da Bélgica) que nos falou da ideia de arquitectura como arte, como forma de unir pessoas e cultura, da decisão difícil deste casal de judeus de ir viver para Berlim, da oportunidade perdida de tornar Berlim uma cidade que vivesse bem com a sua história, da necessidade de saber como viver com a memória, de saber construir para o futuro integrando o passado.

 

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imagens ©Visões Úteis
Thomas Liolios, Veria
Nina Libeskind, Berlim

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