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Live Art, Alive in Art

 


Já está disponível para download gratuito o relatório da sessão "Live art, alive in time" que aconteceu em abril passado, no âmbito do IETM Porto.

Moderada pelo Carlos Costa e com a participação de Dimitry Ovtchinnikoff, Ana Bigotte Vieira e Sônia Sobral, esta sessão foi dedicada aos desafios levantados pela documentação e arquivo das artes performativas.

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IETM Porto 2018 / Foto: IETM

 

Na próxima semana, de 26 a 29 de abril, realiza-se no Porto o Plenário de Primavera do IETM - International network for contemporary performing arts, uma rede que agrega mais de 500 organizações e membros individuais da área das artes performativas.

O Visões Úteis é um membro ativo do IETM e, para além de ter integrado o comité curatorial deste encontro, participará em diferentes momentos do Plenário:

- No dia 26 de abril (5ª), às 14h na Reitoria da Universidade do Porto (Sala do Fundo Antigo), Ana Vitorino participará na sessão Immersive performance: digital and analogue strategies for audience engagement, para falar sobre a relação entre ficção e realidade nos projetos de Performance na Paisagem do Visões Úteis. Moderada pela artista australiana Katerina Kokkinos-Kennedy, esta sessão contará ainda com a participação de Christine Fentz, Helena Figueiredo, Cátia Pinheiro e Cristina Sá.

- No dia 28 de abril (sáb.) às 14h na Reitoria da Universidade do Porto (Auditório Ruy Luis Gomes), Carlos Costa moderará a sessão Live art, alive in time, dedicada aos desafios levantados pela documentação e arquivo das artes performativas. Com a participação de Dimitry Ovtchinnikoff, Ana Bigotte Vieira e Sônia Sobral.

- E do programa artístico que o IETM propõe aos seus participantes fazem ainda parte duas sessões da nossa “trans/missão” na sua novíssima versão inglesa (não legendada).
Os espetáculos, que acontecem a 26 e 27 de abril às 21h no Auditório da Fundação Escultor José Rodrigues, na Fábrica Social (Rua da Fábrica Social), serão abertos ao público geral (Bilhetes: 5€ /reservas: reservas.visoesuteis@gmail.com)

As inscrições para participação neste Plenário estão abertas até 22 de Abril — confira aqui todas as informações.
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Terça, 28 Abril 2015 13:19

IETM - Balanço do Plenário de Bergamo

IETM Bergamo Programa

 

Na cidade italiana de Bergamo, entre 22 e 26 de abril, decorreu mais um encontro do IETM – International Network for the Performing Arts, uma rede de que o Visões Úteis é membro e que agrega organizações, artistas e outros profissionais das artes performativas, sobretudo da Europa mas também dos outros continentes. 
E, depois de alguns anos em que “a crise” dominou as atenções, parece agora poder apontar-se que cada vez mais se trata não tanto de salvar mas de regenerar o que até então existia. E de facto são cada vez mais os novos modos de produção em que se desdobra o setor, sobretudo pela mão das gerações mais jovens, que acharam por bem não esperar pela morte das gerações mais velhas que, de modo resiliente, continuam a ocupar os modos de produção implementados no século passado.

Entretanto, de outros sectores vão chegando também lições importantes, seja através da adoção de modos de produção importados de áreas não artísticas, seja através da consciência da necessidade de (não só mas também) desagregar a defesa do setor da defesa da Cultura em geral, na medida em que os potenciais ganhos desta – como demonstra a experiência com os programas europeus implementados para 2014-2020 – podem não se refletir nas artes performativas em si (isto em função de um entendimento cada vez mais lato de “cultura”).

Sustentabilidade - palavra omnipresente nas sessões de Bergamo - não será então a busca intensiva de financiamentos mas o encontro e manutenção de processos que se possam reproduzir no longo prazo. Isto passará por diversos fatores como a construção de capacidade (através de maior abertura a redes, parcerias e programas europeus) ou a maior ligação às comunidades locais: tornando as organizações numa presença constante e indispensável tanto junto do público – pelos “mundos” que criam – como junto dos decisores políticos – pela capacidade (mensurável) de um trabalho em rede que permite, de modo natural, juntar os esforços de organizações de pequena escala para conseguir resultados que exponenciam a soma das capacidades de cada uma.

Particularmente interessante é o diagnóstico, feito no contexto da dança dos países nórdicos e bálticos, que aponta, entre outras, a insustentabilidade das criações/produções cuja vida se esgota, depois de meses de ensaios, numa temporada curta num único local. Infelizmente não é apenas este exemplo que nos fez pensar em Portugal, já que as práticas da Direção Geral das Artes – nomeadamente o timing de abertura dos concursos de apoio às artes – foram apontadas como exemplo das piores práticas possíveis no sector. Neste campo a DGArtes só foi ultrapassada pelas práticas russas e húngaras.

Durante o encontro, o Visões Úteis cumpriu também as suas obrigações enquanto membro do Advisory Board – um Think Tank para a estratégia de médio e longo prazo da rede e para a ligação aos membros – conduzindo uma mesa de trabalho, participando na reunião do órgão e, talvez o mais importante, trazendo para o Porto a responsabilidade de participar na definição de uma estratégia que permita influenciar as prioridades da União Europeia para… 2020-2030. Porque, infelizmente, grande parte das decisões que afetam a vida dos cidadãos europeus são tomadas com tanta antecedência e opacidade que se torna difícil participar efectivamente nelas.
Na cidade italiana de Bergamo, entre 22 e 26 de abril, decorreu mais um encontro do IETM –

International Network for the Performing Arts. O IETM é uma rede que agrega organizações,

artistas e outros profissionais das artes performativas, sobretudo da Europa mas também dos outros

continentes. O Visões Úteis é membro do IETM.

E depois de alguns anos em que “a crise” dominou as atenções, parece agora poder apontar-se que

cada vez mais se trata, não tanto de salvar mas de regenerar o que até então existia. E de facto são

cada vez mais os novos modos de produção em que se desdobra o sector, sobretudo pela mão das

gerações mais jovens, que acharam por bem não esperar pela morte das gerações mais velhas que,

de modo resiliente, continuam a ocupar os modos de produção implementados no século passado.

E entretanto, de outros sectores vão chegando também lições importantes, seja através da adoção de

modos de produção importados de áreas não artísticas, seja através da consciência da necessidade

de (não só mas também) desagregar a defesa do sector da defesa da Cultura em geral, na medida em

que os potenciais ganhos desta – como demonstra a experiência com os programas europeus

implementados para 2014-2020 – podem não se refletir nas artes performativas em si (isto em

função de um entendimento cada vez mais lato de “cultura”).

Sustentabilidade - palavra omnipresente nas sessões de Bergamo - não será então a busca intensiva

de financiamentos mas o encontro e manutenção de processos que se possam reproduzir no longo

prazo. Isto passará por diversos fatores como a construção de capacidade (através de maior abertura

a redes, parcerias e programas europeus) ou a maior ligação às comunidades locais: tornando as

organizações numa presença constante e indispensável tanto junto do público – pelos “mundos” que

criam – como junto dos decisores políticos – pela capacidade (mensurável) de um trabalho em rede

que permite, de modo natural, juntar os esforços de organizações de pequena escala para conseguir

resultados que exponenciam a soma das capacidades de cada uma.

Particularmente interessante é o diagnóstico, feito no contexto da dança dos países nórdicos e

bálticos, que aponta, entre outras, a insustentabilidade das criações/produções cuja vida se esgota,

depois de meses de ensaios, numa temporada curta num único local. Infelizmente não é apenas este

exemplo que nos fez pensar em Portugal, já que as práticas da Direção Geral das Artes –

nomeadamente o timing de abertura dos concursos de apoio às artes – foram apontadas como

exemplo das piores práticas possíveis no sector. Neste campo a DGArtes só foi ultrapassada pelas

práticas russas e húngaras.

Durante o encontro, o Visões Úteis cumpriu também as suas obrigações enquanto membro do

Advisory Board – um Think Tank para a estratégia de médio e longo prazo da rede e para a ligação

aos membros – conduzindo uma mesa de trabalho, participando na reunião do órgão e, talvez o mais

importante, trazendo para o Porto a responsabilidade de participar na definição de uma estratégia

que permita influenciar as prioridades da União Europeia para… 2020-2030. Porque infelizmente,

grande parte das decisões, que afetam a vida dos cidadãos europeus, são tomadas com tanta

antecedência e opacidade que se torna difícil participar efectivamente nelas.
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Terça, 21 Abril 2015 14:27

IETM - Plenário da Primavera em Bergamo

IETM Plenário da Primavera em Bergamo



E já amanhã partimos para Bergamo, na Itália, para participar no Plenário de Primavera do IETM - International Network for Contemporary Performing Arts.  O encontro acontece entre 23 e 26 de abril e tem como tema principal a "Regeneração":


"Hoje, lutando para sair da crise, carregamos a nossa bagagem de projetos não realizados e sonhos esquecidos. Em vez de tentarmos resolver os puzzles desfeitos, temos tendência a constantemente recomeçar do zero.
O IETM regressa a Itália para refletir sobre o modo como podemos reavivar os recursos que já existem, em vez de os abandonar e afastarmo-nos."


O Visões Úteis é membro do IETM e integra, desde 2013, o seu Advisory Board.

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Sábado, 13 Abril 2013 21:02

Dublin 1: IETM - Plenário de primavera

IETM Plenário da Primavera em Dublin


Este mês participamos no plenário de primavera do IETM — International Network for Contemporary Performing Arts que decorre de entre 11 e 14 de abril na capital irlandesa de Dublin.

O tema deste encontro é a "Confiança" - como podem os cidadãos europeus confiar naqueles que ocupam os cargos de autoridade? Como podem o artistas, curadores, produtores e trabalhadores culturais confiar uns nos outros e nas estruturas criadas para apoiar o seu trabalho? E como podem os públicos aprender a confiar nos seus criadores e a apoiar o desenvolvimento de novos tipos de trabalho?

Durante este plenário, acolhido e organizado pelo Project Arts Centre de Dublin, elegeram-se ainda os novos corpos sociais do IETM, com o nosso Carlos Costa a ser escolhido como membro do Comité de Aconselhamento.

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