Visões Úteis

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Monday, 08 November 2010 11:18

Seis Gaivotas [Guião]

Guião da peça homónima, de 2000, pelos universos de Tchekhov e Pirandello.

Licença Creative Commons

"Seis Gaivotas", de Ana Vitorino, Carlos Costa, Catarina Martins e Pedro Carreira está publicado ao abrigo duma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 2.5 Portugal License.

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Published in Original Texts
Monday, 21 June 2010 16:20

Errare

“Dove ti trovi?”

Faz de conta que isto é um jogo. Esta cidade construi-a eu. Só eu sei como se chama.
Tu andas por onde eu te disser. Quando chegares ao fim, descobres onde estás.

Um audiowalk em Parma

A relação do Visões Úteis com a cidade de Parma nasceu em 1997 quando, na sequência da selecção para representar Portugal na Bienal de Jovens Artistas da Europa e do Mediterrâneo, a companhia participou no festival de teatro “Anteprima”. Mais tarde, no ano de 2001, e na viagem que integrou o projecto “Visíveis na estrada através da orla do bosque”, Parma foi um ponto de paragem num itinerário físico que, antes de mais, traçava uma viagem de ideias e descobria pontos de contacto nas reflexões de uma diversidade de artistas e intelectuais do nosso continente.

Em ambas as ocasiões foram nossos interlocutores privilegiados os elementos da Fundação Cultural Edison; no primeiro encontro ainda a dar os primeiros passos, no segundo já com um trabalho firmado e diversificado na área da produção cultural, que incluía projectos com nomes grandes como Sebastião Salgado, Emir Kusturica ou Peter Greenaway.
E finalmente, em 2004 surgiu a oportunidade de transformar em colaboração esta empatia pessoal e artística que foi unindo o Visões Úteis à Edison (recentemente rebaptizada de Fundação Solares).

A criação, em co-produção, de um audio-walk original para a cidade de Parma foi o desafio comum. Um desafio que nos atraía especialmente pela especificidade de trabalhar numa cidade que não conhecíamos bem e numa língua que não era a nossa.

Para este trabalho a equipa do Visões Úteis permaneceu em Parma em regime de residência, durante os meses de Abril, Maio e Junho. Mas ainda antes de chegarmos à cidade tínhamos definido a linha dramatúrgica que distinguia essencialmente Errare da anterior experiência com Coma Profundo. O olhar sobre a cidade seria necessariamente um olhar estrangeiro, as impressões recolhidas (da arquitectura, da História, do ambiente deste lugar) seriam necessariamente superficiais. A posição social e politicamente crítica que adoptáramos em Coma Profundo ao reflectirmos sobre a nossa cidade não fazia sentido nesta experiência. Desenvolvemos assim uma narrativa ficcional, uma reflexão ainda sobre a relação entre o homem e o lugar, ainda sobre o lugar da memória, mas agora centrada numa evolução pessoal face a essa reflexão.

Do trabalho desenvolvido ao longo deste meses surgiu ainda um vídeo documental realizado por Michele Putorti - “Errare – Um audio-walk” que já foi exibido em alguns festivais e encontros vídeo.

Sinopse

Em Errare o espectador segue um caminho desenhado pela relação entre duas vozes, duas (id)entidades. A primeira é a de um homem que, ao perceber que começa a perder a memória, decide refugiar-se numa cidade estrangeira e vagabundear até desaparecer. A segunda é a do seu irmão mais novo, que não conhece a cidade e que tenta seguir seus os passos através de uma série de indicações imperfeitas que o irmão lhe deixou, assumindo o espectador como seu cúmplice.
O caminho percorrido parece não fazer sentido, mas a cidade estrangeira transforma-se no território onde se vai questionando o próprio processo de construção da memória.

Errare estreou em Parma, no centro da cidade, a 5 de Novembro de 2004, com a seguinte ficha artística e técnica:

direcção e dramaturgia
Ana Vitorino, Carlos Costa e Catarina Martins

paisagem sonora e engenharia de som
João Martins

co-dramaturgia
Nuno Casimiro

assistência aos textos em italiano
Francesca Tagliavini, Giorgia Rivoira, Laura Bianchoni, Maria Antónia Reis

vozes
Alberto Branca (Ele) e Claudio Guain (Irmão)
e também as vozes de Anastasio Ferrari (Homem velho), Reanda Cavalli (Mulher velha), Massimilano Di Liberto (Homem jovem), Giancarlo Ilari (Engenheiro), Velia Sicuri (Benita velha), Paola Crecchi (Benita jovem), Francesco Colla, Gianluca Zuin, Sergio Simonazzi (Prisioneiros), Pedro Carreira (Imigrante jovem), Francesca Tagliavini (Mulher ao telefone), Isabella Borettini (Funcionária do aeroporto), João Martins, Dalia Castagnetti, Laura Borrini, Roberto Tinelli, Filippo Battistella, Mario Ponzi, Stefano Caselli (Vozes na rua) e as crianças de “Villa Ghidini” (Sandro e os amigos)

Versão inglesa

tradução
Ana Vitorino e Catarina Martins

vozes
Carlos Costa (Ele) e Pedro Carreira (Irmão)
e também as vozes de João Madeira (Homem jovem), Edgard Fernandes (Engenheiro), Fernando Moreira (Imigrante Jovem), Catarina Martins (Mulher ao telefone), Siglinde Alberti (Funcionária do aeroporto) e Nick Redgrave (Estrangeiro na rua).

coordenação de produção
Sergio Simonazzi

coordenação de produção em Portugal
Pedro Carreira

Uma co-produção Visões Úteis/Fondazione Culturale Edison

Errare contém citações de entrevistas contidas nas obras "Ragazze dei borghi in tempo di guerra" de Marco Minardi e "Immigrazione e Convivenze nel quartiere Oltretorrente di Parma" de Marco Deriu e Vincenze Pellegrino e de um soneto de Fernando Pessoa contido na obra “Poemas Ingleses” (para a edição foi citada a tradução de Jorge de Sena, Edições Ática). A banda sonora contém registos de ensaios da Orquestra e Coro do Teatro Régio de Parma.

Projecto com a colaboração de Ufficio Informazione ed Accoglienza Turistica, Monasterio di S. Giovanni Evangelista e Libreria Battei.

Monday, 21 June 2010 15:11

Recado aos Corações Despedaçados

“Há sempre qualquer merda que está mal.”

As palavras são sempre as erradas. O momento nunca é oportuno. As decisões nunca são o que parecem. As relações não correm nunca como nos romances nem nos filmes. Corremos uns para os outros e acabamos a empurrar-nos. Se conseguíssemos ser normais... Só por um instante.
Trabalho criado em estreita colaboração com o autor, Gregory Motton, cimentando uma relação de cumplicidade que muito nos orgulha.

Co-produção com a Culturporto/Rivoli-Teatro Municipal e Centro Cultural de Belém.
Estreou a 16 de Novembro de 2000 no Rivoli no Porto. Além do Porto foi apresentado em Lisboa, Beja, Coimbra, Póvoa do Varzim, Viana do Castelo, Portalegre e Estarreja num total de 27 apresentações.

Recado aos Corações Despedaçados (no original Message for the Broken Hearted) é uma peça da autoria de Gregory Motton, escrita em 1991 e apresentada pela primeira vez ao público no Liverpool Playhouse em 1993, numa encenação de Ramin Gray.

A produção do Visões Úteis é a primeira deste texto em Portugal e partiu de uma tradução de Pedro Marques revista por Maria Helena Guimarães.

Para a criação deste espectáculo os seus directores e intérpretes— Ana Vitorino, Carlos Costa, Catarina Martins e Pedro Carreira— estiveram em Londres a trabalhar com o autor, Gregory Motton, no início do processo de ensaios.

Destas sessões de trabalho, onde estiveram também presentes Ramin Gray e Pedro Marques, surgiu não só a versão final da tradução que levamos à cena como uma aprofundada análise dramatúrgica que determinou o posterior trabalho de encenação, levado a cabo em Portugal.

realização plástica
Paulo Soares

figurinos
Sofia Matos Soares

desenho de luz
Pedro Marques

banda sonora original e sonoplastia
João Martins

fotografia
Susana Paiva

imagem gráfica
Vitor Azevedo

produção executiva
Ágata Marques Fino

secretariado
Nuno Casimiro

Published in Theatre Plays
Monday, 21 June 2010 15:03

Seis Gaivotas

“O público não quer peças, quer espectáculos”

Uma companhia quer falar de arte e de teatro, inventar novas formas, unir dois textos actuais há quase um século. A proposta é unir “A Gaivota” de Tchekov e “Seis Personagens à procura de Autor” de Pirandello. Mas a companhia falha. E, ao falhar, fala ao público de arte, de teatro e de pessoas.

Estreou a 29 de Junho de 2000 no Mosteiro de São Bento da Vitória no Porto. Além do Porto, foi apresentada em Aveiro, Coimbra e Vila Real num total de 24 apresentações.

texto
Ana Vitorino, Carlos Costa, Catarina Martins e Pedro Carreira

a partir de
"A Gaivota", de Anton Tchekov (tradução de Fiama Hasse Pais Brandão) e "Seis Personagens à procura de Autor" e "Esta noite improvisa-se", de Luigi Pirandello

concepção e direcção
Ana Vitorino, Carlos Costa, Catarina Martins e Pedro Carreira

direcção plástica e desenho de luz
Laia Oms

execução cenográfica
Luís Baptista e Preciosa Afonso

concepção e execução da gaivota
João Calvário

banda sonora original e sonoplastia
ohmalone (Alexandre Gamelas, Ana Costa, João Pedro Martins, João Tiago Fernandes e José Miguel Pinto)

grafismo
Vitor Azevedo/DeC

fotografia do cartaz
Vitor Boura Xavier/Éobra

interpretação
Ana Vitorino, Carlos Costa, Catarina Martins, Edgard Fernandes, Fernando Moreira e Pedro Carreira

pré-produção
Ada Pereira da Silva

produção executiva
Ágata Marques Fino

secretariado
Nuno Casimiro

Published in Theatre Plays
Monday, 21 June 2010 14:57

Schiu!

“O Silêncio é uma bomba a rebentar-nos dentro da cabeça.”

"O Livro das Igrejas Abandonadas" de Tonino Guerra transformado em espectáculo-instalação numa igreja abandonada mesmo no centro da cidade. Estranhos que procuram um tempo e um espaço que não pode ser seu. Ou como temos de viajar para chegar a casa. Um trabalho sobre o tempo e o espaço da memória.

Estreou a 17 de Fevereiro de 2000 na Capela de São José e Nossa Senhora das Dores no Porto onde teve 13 apresentações.

textos
Tonino Guerra

tradução
José Colaço Barreiros

concepção, dramaturgia, adaptação e interpretação
Ana Vitorino, Carlos Costa, Catarina Martins e Pedro Carreira

vídeo arte
Maria Krejci

banda sonora original e sonoplastia
Albrecht Loops

cenografia
José Pelicano e Pelicano

fotografia
Susana Paiva

grafismo
Vitor Azevedo/DeC

montagem e operação de som
Eliana Leão Valdigem

montagem e operação de luz/vídeo
Susana Paiva

confecção figurinos (casacos)
Branca Elísio

coordenação de produção
Ada Pereira da Silva

assistência de produção
Ágata Marques Fino

secretariado
Cláudia Silva

Published in Theatre Plays

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