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Thursday, 05 September 2013 15:30

Visões Úteis no World Stage Design em Cardiff


WSD Foto

O trabalho do Visões Úteis estará este mês representado no World Stage Design 2013 que decorre em Cardiff (País de Gales). Este evento, que acontece de quatro em quatro anos e vai agora na sua terceira edição, acolhe designers e criadores teatrais de todo o mundo, para um extenso programa que inclui mostras, espetáculos, debates e exposições.

A cenógrafa e figurinista Inês de Carvalho participa nesta edição do WSD, partilhando em várias secções do evento a sua prática e as suas reflexões como designer no âmbito de algumas das criações do Visões Úteis em que colaborou.

Assim, de 8 a 14 de setembro na Secção Exhibition, a decorrer no Royal Welsh College of Music and Drama, estará patente uma coleção de fragmentos (fotografias e adereços de cena) dos espectáculos "Monstros de Vidro" e "Nióbio".

No mesmo espaço acontece, de 9 a 13 de setembro, o "TESTing 2013- Staging Performance Design Research at WSD". Aqui Inês de Carvalho propõe aos participantes o projeto "I've been here before", um workshop aberto de investigação em torno da experiência do formato audiowalk, e partindo das nossas criações nesse formato.

Também em torno do formato audiowalk será a sua apresentação intitulada "Audiowalk and the Multiple Stages of the Real" na "4th Global Conference Performance - Visual Aspects of Performance" que decorre de 17 a 19 de setembro no Mansfied College, Oxford, e onde integra o painel "Emergent Sensorial forms of Performance".

A participação de Inês de Carvalho no WSD 2013 é apoiada no âmbito do Programa Setorial Grundtvig, inserido no "Programa Aprendizagem ao Longo da Vida" promovido pela União Europeia.

Saturday, 27 July 2013 17:28

"Escrever para o Teatro do Mundo"

Amanhã, 28 de julho (dom.), decorre no Porto a tertúlia “Escrever para o Teatro do Mundo”, um debate com Carlos Costa, Pedro Eiras e Rui Pina Coelho.

Numa altura de império da imagem, de predominância da figura do encenador, de busca do espontâneo e do "real" e diluição das culturas nacionais, qual a importância que a escrita para teatro continua a ter nos dias de hoje?

O debate arranca às 16h no
Auditório da Letras na Avenida (Avenida dos Aliados) e conta com moderação de Jorge Palinhos.

Wednesday, 17 July 2013 15:07

Porta 27 em "Tronco Nu"

A PORTA 27 estreia o seu primeiro espetáculo em formato de café-concerto: "TRONCO NU"

O espectáculo estará em cena de 18 a 21 de Julho às 22h no Pinguim Café Porto (Rua de Belomonte, nº 65)

A entrada tem o preço de 3,5€ (6€ na compra de 2 entradas).

Reservas: 91 995 32 67

 

"TRONCO NU"

Um solilóquio a dois. Onde começa um e acaba o outro?
Um fala, o outro espera a sua vez para falar, e vice-versa.
Uma corrente de informação corre por estas duas almas acabrunhadas por elas mesmas.
E lá estão eles; perdidos, parvos, palhaços, cientistas. Pessoas em potência. Coisas não acabadas. O que interessa é começar, experimentar - existir num multiverso de possibilidades.
Não há catarse neste mundo. Apenas duas focas equilibrando a realidade na ponta do nariz para regozijo do público. Batam palmas, riam-se dos palhaços. Ou tenham dó.
É um Homem a nu. De tronco nu. Sozinho. Ali, à toa, à espera de qualquer coisa.
Na verdade, estamos todos de tronco nu à espera que alguma carapuça nos sirva.
Lol


Texto: Colectivo O Gordo

Interpretação: Cristóvão Carvalheiro e Pedro Miguel Dias

Produção Executiva: Tiago Lourenço e Suzanna Rodrigues

Produção: Porta 27

Design: Gentleman Design

Duração Aprox. 45 m | M/16

Reservas: 91 995 32 67

Apoios_ Pinguim Café | Visões Úteis | Gentleman Design

Neste final de junho traduzimos e ensaiamos uma versão em língua inglesa do nosso espetáculo "Boom & Bang" - baseado em "The Power of Yes" de David Hare - que será apresentada na ilha de Sifnos (Grécia) já na próxima semana.

Esta apresentação acontece no âmbito do projeto "Sifnos Crisis" integrado no programa "Youth in Action" da União Europeia. Um projeto que junta, durante um workshop de duas semanas, cerca de 65 participantes de 7 países europeus, com o intuito de cruzar material previamente reunido sobre a crise financeira europeia e explorar diferentes modos de abordagem deste tema pelas artes performativas.

A nossa criação "Boom & Bang" será apresentada em inglês no próximo dia 4 de julho aos participantes do workshop, com os quais debateremos não só os contornos específicos da crise em Portugal mas também as nossas opções artísticas na adaptação da obra de David Hare.

Thursday, 13 June 2013 18:30

"Opera fiXi" - Prolongamento de Temporada

O passeio musical em bicicleta "Opera fiXi", que Kaffe Matthews escreveu e compôs para a cidade do Porto em colaboração com o Visões Úteis e a convite da Fundação de Serralves, foi prolongado e estará disponível, sempre gratuitamente, até ao próximo dia 23 de junho.

Os novos horários são:
de Quarta a Domingo - das 14h às 22h

Local: Loja / Início do Percurso
Rua Infante Dom Henrique nº63, Porto (Ribeira)

Mais informações: This e-mail address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it / (+351) 226 156 500
Monday, 10 June 2013 18:00

"Corpo Casa Rua" Estreia no Porto!

"Corpo Casa Rua" Imagem Cartaz

Se calhar não devíamos estar na rua... 


Estreia já no próximo dia 17 de junho a nossa nova criação "Corpo Casa Rua"
, uma performance no espaço público que junta 21 participantes, com idades entre os 8 e os 80 anos, pertencentes a quatro comunidades - os alunos das Aulas de Teatro do Serviço Educativo do Visões Úteis, alunos do Serviço Educativo do Balleteatro Escola Profissional, utentes seniores do Centro de Dia da Junta de Freguesia de Santo Ildefonso e reclusas do Estabelecimento Prisional de Santa Cruz do Bispo.

De 17 a 21 de junho os utilizadores do metro do Porto e o público em geral poderão cruzar-se com as "casas" destas comunidades na Estação de Metro de São Bento (átrio principal) e, durante cerca de uma hora todas as tardes, com os próprios moradores - numa performance que pretende gerar uma heterotopia, congregando num único espaço o que não está ou não pode estar junto à superfície. O espetáculo é de acesso gratuito e destina-se a público de todas as idades.


Ao longo de três meses, "Corpo Casa Rua" reuniu 21 participantes de 4 grupos distintos, associados ao Serviço Educativo do Visões Úteis. Pretendemos, pela primeira vez, juntar a equipa artística do VU às comunidades que integram o nosso Serviço Educativo, num processo criativo em que as habituais metodologias de trabalho fossem forçadas a uma adaptação a contextos diversos, em termos sociais, culturais, económicos e geracionais. Na verdade, a experiência não seria completamente nova, porque há cerca de dez anos, e em colaboração com Isabel Alves Costa e o (extinto) Rivoli Teatro Municipal, já tínhamos arriscado algo parecido. Apenas parecido.
Desta vez, propusemo-nos a trabalhar uma vez por semana com cada um dos grupos: 4 crianças de uma turma de teatro do Serviço Educativo do Balleteatro, 6 seniores do Centro de Dia da Junta de Freguesia de Santo Ildefonso, 5 jovens da turma de teatro do Serviço Educativo do Visões Úteis e 6 mulheres reclusas no Estabelecimento Prisional de Santa Cruz do Bispo. E ao longo de 12 semanas fomos abordando exatamente as mesmas pistas de trabalho com cada grupo, partindo em cada semana de um motivo comum, mas necessariamente utilizando metodologias diferentes em cada contexto. E em comum, também, a necessidade de imaginar como seriam "os outros" - todos os nomes sem rosto -  de quem semanalmente cada grupo ouvia falar, mas que só conheceria na semana anterior às apresentações;
E assim fomos construindo um caleidoscópio em que se confundiam diferentes modos de definir identidade, tanto ao nível mais íntimo do Corpo - último reduto de cada um -  como ao nível do espaço público que partilhamos. E se nunca pretendemos tornar simples o que é complexo, também é verdade que nunca nos deixámos de surpreender com a imensa teia de consensos e antagonismos com que quotidianamente nos deparávamos, e cujos contornos se definiam por fatores (des)agregadores multiplos, em que a pedra de toque tanto podia ser a idade, o género, a biografia ou o contexto social.
E mais do que tentar expressar o visível - o que somos - tentamos paulatinamente expressar o invisível de que se tece o desejo do que gostaríamos de ser, ou de ter sido. Sempre imaginando que esta congregação de (im)possíveis se juntaria, num momento final, numa estação de Metro do Porto, criando assim uma heterótopia, na medida em que reuniria num mesmo espaço (subterrâneo) o que coexiste (à superfície) num mesmo tempo, mas nunca num mesmo espaço.

Não exageramos se dissermos que - nos quase 20 anos de atividade do VU -  este foi o processo criativo mais sujeito a contingências e transformações. Não só pela sua natureza em si - juntar o que não está junto - mas também pelo conturbado momento que o país atravessa e que nos levou a sucessivos cortes no orçamento da produção e um encaixe de sucessivos e incontroláveis fatores. E, a eleger o mais avassalador, teríamos que destacar as sucessivas convocações e desconvocações de greves pelo Corpo da Guarda Prisional, que constantemente conduziam ao encerramento de algumas das participantes nas suas celas durante 22 (!) horas por dia.
Por tudo isto, em "Corpo Casa Rua", ao fascínio deste processo criativo juntou-se uma muito particular obsessão com o produto, transformando-se este num desejo de efetivamente chegarmos todos juntos ao fim de um processo, que quotidianamente mostrava que tínhamos tudo para falhar, ou seja, para abandonarmos a convicção na possibilidade - ainda que transitória - da heterotopia.
Mas chegámos ao fim - ou melhor deveremos chegar ao fim. E, no seu final, acreditamos que "Corpo Casa Rua" se exprime de uma forma paradoxal: Por um lado, um processo centrado em consensos e numa noção de comunidade mais vasta do que o quotidianamente habitual; Por outro lado, um objeto em que, quase sempre, os consensos são preteridos pela convergência de ideias diferentes acerca do que partilhamos e do modo como o deveríamos fazer. Porque - e apesar de sermos todos tão "humanamente" parecidos em tantas coisas - a verdade é que todos pensamos de modo diverso.

Antes assim, em confronto aberto pela Praça de uma cidade que amamos, do que silenciados em nome de um consenso estúpido e hipócrita.

 

Local: Estação de Metro de S. Bento (Porto)
Datas: 17 a 21 de junho (2ª a 6ª)
Horário: 18h

 

direção Carlos Costa

dramaturgia Ana Vitorino, Carlos Costa

cenografia, figurinos e adereços Inês de Carvalho

cocriação e cocoordenação de participantes Ana Azevedo

banda sonora original e sonoplastia João Martins

desenho de luz José Carlos Coelho

vídeo Tiago Afonso

coordenação de produção Marina Freitas

interpretação e cocriação Ana Cardoso, Ana Coelho, Carla Sofia Martins, Carmen Gonçalves, David Coelho, Emanuel Costa, Fernanda Barros, João Paulo Lima, Leonor Quinta, Margarida Pinto, Maria Emília, Maria José Mendes, Martim Pinto Paiva, Patrícia Martins, Patrícia Susana Alves, Rita Ribeiro, Rute Andreia Nunes, Sissi Aubert, Teresa Alves Pires, Teresa Fernanda Ramalheira e Vitorino Neves.

apoio Metro do Porto, Condaltom, Sempre Versátil

colaboração Teatro Nacional São João, Balleteatro Escola Profissional, Estabelecimento Prisional de Santa Cruz do Bispo, Junta de Freguesia de Santo Ildefonso e Serviço Educativo do Visões Úteis

produção Visões Úteis

"Adúlteros Desorientados" Foto de Paulo Pimenta


Na verdade, eu nem sei bem o que é isto do adultério. Mas só encontrei uma paixão comparável na bricolage
.

No próximo dia 14 de junho a nossa divertida adaptação de "Cuentos de Adúlteros Desorientados" de Juan José Millás estará em Viana do Castelo.

O espetáculo apresenta-se no Teatro Municipal Sá de Miranda, num acolhimento do Teatro do Noroeste – Centro Dramático de Viana, e tem a duração aproximada de 50 minutos. A interpretação está a cargo de Pedro Carreira.


Local: Teatro Municipal Sá de Miranda
Rua Sá de Miranda, 4900-529 Viana do Castelo
Data: 14 de junho (6ªf)
Horário: 21h30
M16

Porta 27 Cartaz Digressão maio

 

Os nossos Artistas Associados - Porta 27 - têm um mês de maio muito preenchido!

Já no próximo dia 18 arranca uma digressão nacional que levará a criação "Pistolas, Pilantras e Problemas" a seis cidades. E no dia 25 é a vez do espetáculo musical para a infância "Bolo de Arroz" se voltar a apresentar no Porto, na Quinta da Bonjóia, integrando o ciclo "À Descoberta da Música e dos seus Intérpretes".  Confira as datas!

"Bolo de Arroz"
Dia 25 - Porto / Quinta da Bonjóia (17h30)
Entrada Livre

"Pistolas, Pilantras e Problemas"
Dia 18 - Évora / A Bruxa Teatro (21h30)
Dias 24 e 25 - Sines / Centro de Artes (22h)
Dia 29 – Aveiro / Teatro Aveirense (22h)
Dia 30 – Leiria / Teatro Miguel Franco (22h)
Dia 31 – Santa Comba Dão / Casa da Cultura (21h30)
Dia 1 de junho  – Taveiro (Coimbra) / Teatro Loucomotiva (21h30)

Em Dublin, o IETM – International Network for the Contemporary Performing Arts – reuniu, ironicamente, mesmo ao lado do Conselho de Ministros das Finanças da União Europeia.

Parece cada vez mais instalada, por toda a Europa, a sensação de morte de um estado social que, nas últimas décadas, vinha considerando a a criação artística (o seu acesso e diversidade) como um bem público. Por toda a Europa? Não. Porque em alguns locais, nomeadamente na Alemanha, assiste-se a um reforço do investimento na cultura e nas artes, como se vivêssemos em planetas diferentes apesar de vivermos tão perto uns dos outros.

Mas de um modo geral, os artistas performativos europeus estão empenhados num processo de transformação da sua atividade, em particular do modo como esta se inscreve no circuito económico e no modo como se desenha uma relação de confiança com os públicos, através de “práticas sociais” que alargam o território da criação artística.

Uma coisa é certa, não se baixa os braços e já todos pararam de sentir pena de si próprios para partir à procura de novos modos e relações de trabalho. E aqui destacam-se cada vez mais os modelos que permitam o acesso a financiamentos europeus, num momento em que o investimento nacional na cultura tende a descer (ainda que, naturalmente, em alguns locais este seja compensado pela responsabilização da administração ao nível regional – que em Portugal não existe – e local). Por um lado abre-se, sem dúvida, uma oportunidade acrescida para pensar no que nos une a todos, enquanto grande comunidade europeia; Mas por outro lado, e na busca da uniformização imposta pelos procedimentos europeus, abre-se uma porta perigosa ao desinvestimento nas especificidades nacionais e no acesso (de alguns) dos respetivos públicos à criação artística contemporânea.

O IETM volta a reunir em Outubro, em Atenas.
E também em Dublin decorre, entre 14 e 16 de abril, o segundo workshop do projeto "PACE - Performing Arts for Crisis in Europe, a new learning platform for european cohesion", do qual o Visões Úteis é o parceiro português.

Desta vez o acolhimento estará a cargo do parceiro irlandês, o coletivo The Company, artistas residentes do Project Arts Centre. Tal como em novembro passado em Paris, partilharemos os métodos de trabalho específicos do coletivo anfitrião, sempre em torno dos temas da crise financeira e da instabilidade social e política que têm afetado a Europa.

E já em setembro próximo será a vez do Visões Úteis de receber no Porto os elementos das restantes cinco companhias europeias que partilham este projeto.

O projeto "PACE" é apoiado no âmbito do Programa Setorial Grundtvig, inserido no "Programa Aprendizagem ao Longo da Vida" promovido pela União Europeia.
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