Visões Úteis

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Tuesday, 26 July 2011 22:55

Paulo Lisboa

 

Paulo Lisboa, actor e encenador brasileiro, foi um dos fundadores do Visões Úteis em 1994. O seu trabalho, o seu entusiasmo, a sua generosidade e o seu talento foram decisivos no arranque deste projecto.

O seu desaparecimento prematuro, em 1996, deixou um vazio que todos os dias tentamos preencher, com a dedicação e alegria com que o Paulo nos ensinou a encarar o trabalho. E não só no Visões Úteis mas em muitos outros projectos onde hoje desenvolvem actividade várias das pessoas que tiveram a felicidade de o conhecer. E para tantas o Paulo foi um fabuloso corte nas suas biografias.

Um dia o Paulo Lisboa disse-nos que para fazer Arte tínhamos de ser boas pessoas. Continuamos a tentar, Paulo! Obrigado.

Biografia

Paulo Lisboa nasceu em 30 de Julho de 1960, em Nova Lima, Minas Gerais, Brasil.

A partir de 1978 começa a trabalhar com grupos amadores para no ano seguinte iniciar os seus estudos de Ballet Clássico e Dança Contemporânea na Escola de Teatro do Palácio das Artes.

Em 1980 participa em “Delito carnal”, com direcção de Eid Ribeiro, e em “Assembleia de Mulheres”, de Bernardo Mata Machado.

A partir de 1981 inicia uma colaboração regular com encenador Carlos Rocha, interpretando, até 1992, “O Processo” a partir de Franz Kafka, “Esperando Godot” de Samuel Beckett, “As pulgas” de Cunha de Leiradela, “A Metamorfose”, a partir de Franz Kafka, “Grande Sertão: Veredas”, a partir de Guimarães Rosa, “Antígona” de Bertholt Brecht e “Josefina, a Cantora” e “A Toca”, a partir de Franz Kafka. Neste período interpreta também “Carta ao Pai”, uma encenação de Ione de Medeiros, a partir de Franz Kafka e “Fim de Jogo”, de Samuel Beckett, numa encenação de Eid Ribeiro. Este percurso é consagrado então com diversos prémios pelo seu trabalho de actor, incluindo o Troféu Fundacem para o melhor actor de Minas Gerais, em 1988.

No início dos anos noventa viaja para a Europa com o espectáculo “Fragmentos Kafkianos”, uma produção da COMPANHIA ABSURDA - que reunia três encenações anteriormente estreadas - e inicia uma colaboração com o CITAC – Círculo de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra, onde assina a sua primeira encenação: “Os Olhos” (1993 )uma adaptação da banda desenhada de Moebius e Jodorovsky, numa co-produção entre a Companhia Absurda e o CITAC. Posteriormente encena, também para o CITAC, “Um processo” (1994), adaptação da obra de Kafka “O Processo”, que seria premiada com uma menção honrosa no concurso “O Teatro na Década” do Clube Português de Artes e Ideias. Neste percurso esteve sempre acompanhado por Salmo Faria, mas sobretudo por Ricardo Carísio, elementos da Companhia Absurda que o acompanharam nesta aventura europeia.

Da relação estabelecida com o CITAC, acaba por nascer o desejo de fundar um novo projecto teatral. Desta vontade, partilhada com Ana Vitorino, Carlos Costa, Catarina Martins,João Silva, Lucinda Gomes, Nuno Cardoso, Pedro Carreira e Susana Paiva, nasce em 1994 o Visões Úteis ,no Porto, onde Paulo Lisboa assina a encenação de “As Criadas” (1995) de Jean Genet, espectáculo que representaria Portugal na Bienal de Jovens Criadores da Europa e do Mediterrâneo, em Turim, em 1997.

Entretanto Paulo Lisboa vai colaborando com diversos projectos; Em 1994 encena “Pai e Filho – Punições”, de Mark Rozovsky (a partir dos textos de Kafka “Carta ao Pai” e “O Veredicto”), para a Seiva Trupe (Porto, Portugal). E em 1995 encena “Sambas e Tragédias” para a “Boca de Cena (S. Salvador da Baía, Brasil), uma adaptação sua de materiais variados, em torno do Mito de Medeia.

Também para a “Boca de Cena” tinha interpretado (1994) “I love you Maria”, uma encenação de Nuno Cardoso a partir de “A Mulher só” de Dário Fo.

Ainda no Inverno de 1995, após a estreia de “As Criadas”, Paulo Lisboa, já consciente do seu estado de saúde, abandona o Visões Úteis. Um ano depois, em 19 de Abril de 1996, morre de complicações derivadas da SIDA, em Belo Horizonte, Brasil.

O ARQUIVO DA COMPANHIA ABSURDA

O arquivo da Companhia Absurda está disponível para consulta, mediante marcação prévia, nas instalações do Visões Úteis. Entre outros materiais estão disponíveis para consulta as adaptações assinadas por Paulo Lisboa:

Os olhos (em co-autoria com Nuno Cardoso), a partir de Moebius e Jodorovsky.

Meu Inferno, Nosso Inferno, a partir de Dante Aligheri.

Um Processo, a partir de Franz Kafka

A Metamorfose, a partir de Franz Kafka

Sambas e Tragédias, a partir do Mito de Medeia.

Está também disponível a colectânea de poesia “Rieles Convergentes” bem como outros materiais (fotografias, vídeos, programas, notas de imprensa, cadernos de encenação etc).

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© Casa da Foto

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mo portanto entretanto o que

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que porquem fumas e bebes e com

es comes e beijos os jeito desbancad

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Monday, 19 July 2010 14:41

Visões Úteis' History

Visões Úteis was founded in 1994 by a group of people who had met a couple of years before in a University theatre group in Coimbra.

This meeting gave birth, already as Visões Úteis, to a first cycle of work, between 1994 and 1999, during which we tried to absorb several influences. In this period, there was an intersection between portuguese directors invited for the projects and the works of XX century authors, such as Genet, Dostoievski, Ionesco, Gregory Motton, Beckett or Kafka.

After 1999, and until 2008, we can point a second cycle of work, dominated by the ideas of research and laboratory. Here we can find several works written and directed by the artistic directors of Visões Úteis, some of which completely original, others adapted from the works of different authors, such as Kafka, Pirandello, Tchekov, Bohumil Hrabal, Tonino Guerra, Ibsen, Juan José Millás. The company also directed plays by contemporary playwrights such as Gregory Motton or Gemma Rodriguéz. But what is most relevant is the specific methodology for devising theatre which as developed within Visões Úteis for one entire decade.

During all this time, and working in close relation with the most important art producers in Portugal, Visões Úteis also made several approaches to different ways of production and art expressions, traveling to jails, small villages and peripheral neighborhoods and organizing exhibitions, meetings and film productions.

In the meanwhile, and after 2001, the work expanded to the Landscape Art field, with Visões Úteis working not only in Portugal, but also in Spain, France and Italy. And, not long after, this path also opened the way to community art projects. All this process was accompanied by a permanent recognition from both audience and critic.

After 2009, and after moving to the installations in Fábrica Social (an ancient factory in the center of Porto), the permanent team got bigger, in a permanent invitation to new ways to organize work and to get involved with the communities surrounding the project.

Today, Visões Úteis is an artistic project which is able to produce itself, a multidisciplinary project, with a shared direction, based in a collaborative work, expressing the most recent approaches in the performing arts in Europe and North
America.

In Visões Úteis the aesthetic project grows along with a strong ethical motivation– we can even say political motivation– in a constant reflection about the contemporary meaning of making art and theatre, which everyday defines our work options and gives us a clear idea about the social and political responsibility towards the surrounding communities. And this implies an Education Service where the methodologies of contemporary art can become a tool for reflection and for achieving freedom for all individuals, specially for those who live in peripheral groups– be it geographical, sexual, generational, cultural or ethnical peripheries.

Artistic creation is the core of Visões Úteis' work, but its activity spreads to other dmains such as programming (through the association of junior and senior artists), nacional and internacional touring, publishing (digital, books and dvd's), audience development (through our Education Service), investigation (through partnerships with Universities and investigation centres) and team training.

The Artistic Directors are Ana Vitorino, Carlos Costa and João Martins. Until the end of 2018 Visões Úteis created 43 theatre productions, 11 works in the area of Performance in Landscape and 5 festivals/artists meetings.

Visões Úteis is a member of PLATEIA, an association of performing arts professionals, IETM – International Network for Contemporary Performing Arts and the Anna Lindh Foundation.

Visões Úteis is funded by the Arts General Direction of the Portuguese Government.

Premiering / Available for Touring

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Visões Úteis is funded by

Secretário de Estado da CulturaDirectorate-General for the Arts (DGARTES)

Visões Úteis is a member of

Plateia - Associação dos Profissionais das Artes CénicasIETM - International Network for Contemporary Performing ArtsAnna Lindh Foundation

Visões Úteis é associado

Associação dos Amigos do Teatro da Liberdade da Palestina - The Freedom Theatre e ZERO - Associação Sistema Terreste Sustentável